A questão do transporte sempre foi alvo de muitas propostas e debates em Palhoça e região. Transporte marítimo, rodoviário e até ferroviário dividem as opiniões entre a população. Nas últimas semanas, o tema ganhou novidades, pois a possibilidade de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando Palhoça a Florianópolis foi mencionada pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
Em um evento na Casa d’Agronômica, Jorginho afirmou que uma empresa será contratada para desenvolver o projeto de engenharia dessa alternativa de mobilidade urbana. A proposta tem como objetivo conectar cidades vizinhas à Capital. Segundo Jorginho, seria uma alternativa para driblar o intenso fluxo de veículos na região. A ideia prevê um traçado que conectaria Santo Amaro da Imperatriz ou Palhoça a Florianópolis, com ponto final possivelmente em Jurerê ou Canasvieiras.
O tema também foi pincelado em uma reunião entre Jorginho Mello e o embaixador da França no Brasil, Emannuel Lenain, na Casa d’Agronômica, na segunda-feira (24). Durante o encontro, foram discutidos o potencial econômico de Santa Catarina, a cultura, o setor tecnológico e possíveis parcerias comerciais com a França. Entre os assuntos tratados, o VLT foi um dos pontos centrais.
O que é VLT?
O VLT é um meio de transporte ferroviário de passageiros, operando sobre trilhos, geralmente com trajeto próprio e dedicado. Em algumas cidades, esse tipo de modal é subterrâneo, mas, na Grande Florianópolis, a proposta é que ele circule na superfície.
Cabe salientar que esse tipo de veículo é diferente de um metrô, pois opera de maneira diferente, assim como de um trem, já que conta com dimensões e capacidades bastante diferentes.
Uma ideia antiga
A discussão sobre um modal ferroviário na região metropolitana da Grande Florianópolis não é novidade. Exemplo disso é que em 2011, o governo do Estado assinou um contrato para realizar um estudo de viabilidade de um metrô de superfície, conectando Palhoça, Biguaçu, São José e a Capital. Na época, foram consideradas três opções: VLT, Veículo Leve sobre Pneus (VLP) e corredor exclusivo para ônibus articulados.
O projeto inicial, apresentado pelo então secretário de Desenvolvimento Regional, Renato Hinnig, previa que o VLT atravessasse a Ponte Hercílio Luz, o que gerou grande discussão na época.
Alternativas como uma nova ponte ou um túnel submerso também foram cogitadas. Fontes da época apontam que o estudo de viabilidade teria custado cerca de R$ 6,44 milhões e deveria ser concluído em um ano, mas o projeto nunca saiu do papel.
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