0bbc3fe3694fbd9eb2fe5a1cc158ac90.jpeg Prefeitura de Palhoça prorroga prazo para pagamento do IPTU com 25% de desconto

ad8310ebd3a8200eb8edbb39cf832236.jpg Vereadores de Palhoça destinam 50% de suas emendas para construção da Casa do Autista

71cc55b2db6ebe5ed9315e63f9176f0e.jpeg Dia Mundial da Saúde reforça importância de coleta e tratamento de água

cc6e746f3e3e55743d5e3534d5ebed1e.jpeg Caminhada marca encerramento da campanha Março Verde em Palhoça

55b3f33b3d2b945e07063ed4c967a047.jpeg Paralisação dos entregadores segue em Palhoça nesta terça-feira (1)

665ecf32d2b21ec7f152a5aae151c271.JPEG Safari Beach Jurerê prepara três festas imperdíveis durante o feriado de Páscoa

dd1cb9681ca5fa0d0d6e78552063c88b.jpeg Reportagem resgata capas icônicas e história da identidade visual do jornal

b2c10aad0a15788880e2a6c4896ecf16.jpeg Shopping ViaCatarina recebe feira e exposição de orquídeas

970a8838c2b7ef03e6e9f925f78c1ebb.jpeg Pitty & Fresno na Arena Opus: dois shows incríveis na mesma noite

0bebcef9ecbd6d4740b0fbf074cefe9a.jpeg Evento contra a intolerância com religiões de matrizes africanas ocorre neste fim de semana

c99e04c6c003ef841c89a60fad793a08.jpg Deputado Camilo Martins recebe campeã de muay thai que representará Santa Catarina na Tailândia

fe53249c1e5c8eda6f4e9a9644343a8a.jpeg “Tainá” foi dirigido por Renata Massetti e tem a atleta da Guarda do Embaú como protagonista

2b2108ddd734a84ab88bc1860b06c321.jpg Equipe da Associação Laura dos Santos é destaque em competição nacional de jiu-jitsu

8c3d42b7a9ca943e04b20f66e1b9ec36.jpeg Judô: equipe de Palhoça conquista vagas em Campeonato Brasileiro Regional V

411fd83fcf84c0fa1ea5de539b8a13ae.jpeg Palhoça Esporte Clube conquista título duplo no Grand Prix de Futsal

Talento em dose dupla

Pai larga a vida em Porto Alegre (RS) e se estabelece em Palhoça para acompanhar a carreira dos gêmeos João e Pedro no Figueirense

e87d4c94f97e9f81fc9ddd38c21bffa5.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Fábio Caldieraro viveu o sonho da bola, em Canoas (RS), nos anos 1990. Chegou a enfrentar Ronaldinho Gaúcho, quando o craque ainda atuava pelas categorias de base do Grêmio. Chamou a atenção de olheiros, mas um acidente de moto abreviou o futuro nos gramados, aos 17 anos. O sonho ficou adormecido, até que a esposa, Adriana da Fontoura Caldieraro, ficou grávida. “Sabia que eu não poderia mais jogar futebol assim, valendo, então eu sempre pedia para Deus que, se eu tivesse filho, que ele gostasse de jogar futebol, porque é o que eu gosto, e Deus vai lá e me dá dois”, alegra-se Fábio. Sim, dois: os gêmeos João Vitor e Pedro Henrique vieram ao mundo com o gene do pai, e hoje tentam a sorte com a camisa do Figueirense.

A rigor, “sorte” não é uma palavra muito bem-vinda no esporte. As grandes carreiras são construídas com boas doses de talento, esforço, disciplina e oportunidade. Fábio agarrou a oportunidade que apareceu para os filhos, largou tudo no Rio Grande do Sul e veio “de mala e cuia” para Palhoça, para acompanhar de perto a trajetória dos dois meninos nos gramados catarinenses.

Fábio e Adriana contam que João e Pedro sempre demonstraram grande intimidade com a bola. Literalmente, desde o berço. “Com seis meses, a gente jogou uma bola no berço e eles grudaram a bola com os dois pés para cima. Os dois fizeram isso”, conta Fábio. Assim que começaram a caminhar, já eram competitivos e não tinham medo de “dividida”. Com quatro para cinco anos, entraram para a escolinha de futsal do São José, mas era um trabalho mais lúdico do que propriamente um treinamento de futebol. Aí veio a passagem pelo Clube dos Empregados da Petrobras (Cepe), time tradicional de Canoas, e depois entraram para uma escolinha de futsal conveniada com o Grêmio. Foi a porta de entrada para as categorias de base do Tricolor gaúcho.

Foram três anos de Grêmio, mas dificilmente eram aproveitados, então buscaram novos ares. João e Pedro foram parar no Novo Hamburgo-RS. Mal chegaram e já vestiram a camisa do clube, estreando com uma vitória de 3x2 sobre o Juventude, fora de casa, com três gols de Pedro e uma assistência de João.

“Aí, pegaram confiança”, conta o pai, que também passou a confiar na possibilidade de os meninos seguirem carreira no concorrido mercado da bola. Ainda no Novo Hamburgo, um empresário sugeriu que fizessem um teste no Avaí. Foi aí que começou a aproximação com Santa Catarina. Os olheiros gostaram do que viram, mas como os garotos eram muito pequenos, ficaram monitorando a evolução física dos gêmeos. E quando um treinador da base do Leão trocou a Ilha pelo Centro de Formação e Treinamento (CFT) do Cambirela, lembrou dos gêmeos de pequena estatura, mas futebol gigante e os levou para o Figueirense. Foi em outubro do ano passado. A boa notícia era a aprovação dos meninos no Figueira; a “ruim”, é que teriam que abrir mão da vida na Grande Porto Alegre para se aventurar na Grande Florianópolis.

Fábio e Adriana não se intimidaram diante das incertezas que toda mudança provoca e largaram tudo para acompanhar os filhos. Fixaram residência no Vila Nova, pertinho do CFT, que fica no Pachecos. Fábio começou a trabalhar como motorista de Uber para sustentar a família. Um mês depois da chegada a Palhoça, foram aproveitar o feriado de 15 de novembro na praia da Guarda do Embaú. Estavam brincando de bola na areia e João quebrou um dedo do pé. A lesão atrapalhou, mas ele se recuperou a tempo de entrar em campo em dezembro para disputar o primeiro campeonato pelo Alvinegro. Primeiro de muitos. Hoje, Pedro, meia direita canhoto, fã de Lionel Messi (Barcelona), James Rodríguez (colombiano do Real Madrid) e do Manchester City (Inglaterra), tem se consolidado no time sub-15 (mesmo com 13 anos de idade; eles fazem 14 ainda este mês); e João, que já foi atacante e hoje atua como volante, chuta com as duas pernas e tem como ídolo o francês campeão do mundo Kylian Mbappé, do PSG, se esforça para também conquistar seu espaço. Ou é o contrário? Não, é isso mesmo. Mas os treinadores, às vezes, confundem os gêmeos. Um dia, Pedro “pisou na bola” com um treinador alvinegro e quem levou a bronca foi o João. “Eu? Eu não fiz nada, não fui eu”, defendeu-se João.

Os gêmeos se divertem com as trapalhadas alheias e com a proclamada “qualidade técnica” do pai. “Jogar, ele joga mais ou menos, mas ‘bikevoleio’ é com ele”, brinca João. Curiosamente, quem eternizou o “bikevoleio”, uma espécie de meia-bicicleta, foi o atacante Bebeto, campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, quando encantou o mundo fazendo um gesto especial ao comemorar um gol na vitória por 3x2 diante da Holanda, pelas quartas de final, simulando embalar um bebê, celebrando ao mesmo tempo a alegria do futebol e a paternidade. É o que Fábio celebra hoje, com os gêmeos atuando pelo Figueirense. Tanto que o único presente que ele espera dos filhos no Dia dos Pais é a companhia deles. “Na verdade, eles já me enchem de orgulho. Isso já é um grande presente. Mas se passassem menos tempo no celular, seria bom...”, ri o pai. “No Dia dos Pais, vamos fazer isso, mas só no Dia dos Pais”, diverte-se João.



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg