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Pela saúde das crianças

Preocupados com diagnósticos equivocados nos postos de saúde, pais pedem que os pequenos sejam avaliados por pediatras

3ab3a06d9d00140fe61e105796e34f83.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Texto: Isonyane Iris

Preocupadas com a saúde dos pequenos, famílias de Palhoça pedem para que as crianças sejam atendidas por pediatras na rede pública de saúde. Parece óbvio, no entanto, as unidades básicas do município têm disponibilizado apenas atendimento com médicos da família, clínicos gerais e residentes. A falta de consulta com um especialista em pediatria estaria apresentando um clima de desconfiança entre as famílias; muitas, inclusive, estariam reclamando de diagnósticos e medicações equivocadas.

Na Pinheira, uma mãe chegou a registrar uma denúncia na ouvidora da Prefeitura de Palhoça e da Secretaria de Saúde, após sua filha de um ano e meio ter sido medicada, segundo um médico pediatra, de forma errada por uma médica clínica geral. 

A consulta teria sido no mês de julho, na unidade de saúde da Pinheira. A mãe teria levado a filha para consultar por causa de uma tosse persistente. A doutora avaliou a menina e afirmou que ela estava com otite. “Ela receitou 10 dias de antibiótico e pediu que retornássemos três dias depois. Achamos muito estranho ela receitar um remédio tão forte, sendo que não tinha febre, nem falta de apetite, nem dor constante, era de vez em quando que ela demonstrava desconforto com o ouvido”, desconfiou a mãe.

Ao conversar com uma médica pediatra, a mãe descobriu que a irritação no ouvido da filha poderia ser apenas por mamar na mamadeira deitada, e que além disso não seria comum na pediatria receitar antibiótico em casos em que não há necessidade. “A pediatra ainda teria alertado sobre os muitos efeitos colaterais dos remédios em crianças, uns inclusive que atrapalhariam o desenvolvimento de intestino e de todo o organismo”, conta a mãe.

Depois dessa explicação, a mãe optou por não administrar o remédio sem uma segunda opinião. Então, levou a criança ao Hospital Universitário de Florianópolis (HU), no dia 26 de julho. “Expliquei que estava ali para tirar uma dúvida a respeito da otite e se era mesmo necessário administrar um remédio tão forte. Eles a examinaram e afirmaram que ela estava saudável e que a vermelhidão no ouvido é normal quando a criança chora ou também por conta da coriza do nariz. Me orientaram a não dar mamadeira deitada e limpar o nariz com soro sempre que puder”, relembra a mãe.

Após o diagnóstico no HU, a mãe retornou ao posto de saúde da Pinheira para devolver o remédio na farmácia e conversar com a médica. “Eu questionei a médica sobre ela tratar crianças como adultos, principalmente por ela não ser pediatra. A doutora me afirmou que poderia tratar de crianças porque tem especialização na área de saúde da família. Gostaria de saber se isso é realmente lícito”, questionou a mãe, em um pedido enviado à redação do Palavra Palhocense.

 

Alto Aririú

No Alto Aririú, outra situação de medicação supostamente equivocada agravou o estado clínico de uma outra criança. O bebê, de apenas 10 meses, estava com impetigo, uma doença bacteriana, infecciosa e contagiosa de pele. Mas, o médico residente teria diagnosticado como brotoejas, onde receitou uma pomada para alergia, o que acabou atrasando o tratamento da criança e agravando o quadro. Os pais, preocupados com as feridas, que tinham se espalhado pelo corpo do bebê, levaram o menino até o Hospital Infantil, em Florianópolis, onde um pediatra deu o diagnóstico correto.

“Ficamos indignados, porque foi quase um mês tratando brotoejas, quando na realidade nosso filho tinha impetigo. Quando mostrei a receita ao pediatra no Hospital Infantil, ele não acreditou que Palhoça não tinha pediatra nos postos de saúde. Além disso, nos alertou sobre o perigo de nosso filho não ter um acompanhamento com um especialista”, informaram os pais, preocupados com a situação.

 

Aririú

“Ela estava há mais de 15 dias tossindo e com um choro persistente”, conta a mãe de uma bebê de oito meses diagnosticada com “crise alérgica”. O médico que atendeu teria dito que a menina estava com uma alergia, muito provável por conta de cobertores e perfumes. O médico receitou antialérgico e limpar o nariz com soro, mas mesmo assim a menina não melhorava.

Desconfiada de que algo estava errado, a mãe a levou até o Hospital Regional, em São José, quando apenas em um exame clínico o pediatra diagnosticou que a menina estava com um quadro severo de bronquite. “A médica ainda brigou comigo que demorei para trazer ela na emergência. Foi quando expliquei o primeiro diagnóstico e ela me pediu a receita. Quando mostrei, ela mesma me disse que aquele carimbo não era de um pediatra, e que por isso ele não tinha descoberto o que minha filha tinha. Ela ainda me questionou, dizendo que se um clínico geral fosse capaz de atender todas as idades, não existiriam outras especialidades”, descreve a mãe.

 

O que diz a Secretaria de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde informa que o SUS não preconiza especialidades médicas na atenção básica, mas que no município há matriciamento de pediatras pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) ou na Policlínica de Referência por meio de agendamento na própria unidade de saúde. 

A secretaria ressalta que os profissionais médicos que atuam nos postos de saúde têm autonomia para atuar na Estratégia de Saúde da Família e prescrever procedimentos ou medicamentos de acordo com a sua avaliação técnica no momento da consulta. De qualquer forma, é necessário informar os dados do paciente para que a situação específica possa ser avaliada pela direção técnica em saúde do município.



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