4467ba54c9f1a0ce6051c4ea78ed8bb7.jpeg Vazamentos internos: é possível evitar o desperdício de água e aumento no consumo em Palhoça

29430aaf2ec804cf3a5a947641ecabdf.jpeg Santa Catarina registra passagem de frente fria e primeiro declínio de temperatura do outono

a277b51cad476b9b4cbf37bbc44db04a.png Dia Mundial da Criatividade: setor empresarial realiza evento com atividades multidisciplinares

73eb1c887c11250faf8986866f322f6f.jpg CDL realiza encontro com órgãos de segurança pública atuantes em Palhoça

d729ce2c0e85697cca62d5981783f258.jpeg Polícia Civil deflagra 3ª fase da operação relacionada a homicídio em Palhoça

998183cb4167579646add52a8f637df5.jpeg Livro sobre cultura, história e geografia catarinense é lançado nesta quinta-feira (3)

7712af7b3b1249f705b3f12f02ad1f3f.jpg Freguesia da Enseada de Brito é tombada como patrimônio histórico nacional

665ecf32d2b21ec7f152a5aae151c271.JPEG Safari Beach Jurerê prepara três festas imperdíveis durante o feriado de Páscoa

dd1cb9681ca5fa0d0d6e78552063c88b.jpeg Reportagem resgata capas icônicas e história da identidade visual do jornal

5bc0563a65cf3a0e44b6db888bf7a7a8.jpeg Equipe de Palhoça participa do Catarinense de Automobilismo neste fim de semana

c99e04c6c003ef841c89a60fad793a08.jpg Deputado Camilo Martins recebe campeã de muay thai que representará Santa Catarina na Tailândia

fe53249c1e5c8eda6f4e9a9644343a8a.jpeg “Tainá” foi dirigido por Renata Massetti e tem a atleta da Guarda do Embaú como protagonista

2b2108ddd734a84ab88bc1860b06c321.jpg Equipe da Associação Laura dos Santos é destaque em competição nacional de jiu-jitsu

8c3d42b7a9ca943e04b20f66e1b9ec36.jpeg Judô: equipe de Palhoça conquista vagas em Campeonato Brasileiro Regional V

Pedal para todos os níveis na Copa Free Force

Competição será disputada na Pedra Branca no domingo (8) com percursos nas categorias amadores, sport e pro

db1301bed57d736408a4544e72e98add.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

A Pedra Branca recebe, neste domingo (8), a partir das 9h, a segunda etapa da Copa Free Force de Mountain Bike. A competição faz parte da programação de comemoração pelos 124 anos de emancipação política de Palhoça. 

A competição não vai se limitar ao bairro. A saída e a chegada serão no Passeio Pedra Branca, mas nos percursos definidos para as provas de 25km (amadores), 55km (sport) e 70km (pro), os participantes vão pedalar por vários rincões do interior do município.

O evento reúne tipos diferentes de praticantes, desde iniciantes até os mais experientes, como a multicampeã blumenauense Ana Luísa Panini. São esperados cerca de 600 ciclistas (até o fechamento desta edição, já havia superado a marca de 500 inscritos), divididos em categorias por idade e nível técnico.

A primeira etapa foi realizada em fevereiro, em Camboriú, e contou com cerca de 400 participantes. Palhoça recebe a segunda etapa neste domingo. No total, o circuito terá cinco etapas durante todo o ano. “Já realizo eventos há mais de cinco anos, e o público da Grande Florianópolis está sempre em grande número nos eventos que realizo, e há alguns anos vinham me pedindo um evento na região. Tem um grande público de Palhoça inscrito na prova”, comenta o organizador da prova, Flávio Borges.

 

Uma categoria especial

Além de garantir a própria inscrição no evento, a ciclista Adriana Machado também está mobilizando a galera do pedal em Palhoça a participar da corrida. Adry disputou a primeira etapa da Copa Free Force de Mountain Bike em uma categoria muito especial, a PNE (para portadores de necessidades especiais). “Estou dando uma força grande, chamando o pessoal daqui. Nosso município tem muito ciclista”, avalia Adry.

E foi justamente para oferecer um calendário de competição para esse pessoal que ela batalhou, junto com o organizador Flávio Borges, para trazer um evento desse porte para o município, que ficou órfão de uma prova ciclística desde a extinção da Maratona Márcio May. “A gente sente falta, a gente tem que viajar para competir fora, porque nunca tem nada aqui”, lamenta. Para a sorte dos ciclistas palhocenses, as tratativas evoluíram e a competição foi confirmada em Palhoça neste final de semana.

A parceria entre os dois vem de longa data. Foi o próprio Borges um dos grandes incentivadores da “carreira ciclística” da Adriana, que é moradora da Ponte do Imaruim. Ela tinha uma vida sedentária e estressante, que acabou provocando um acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, perdeu a visão no olho direito, tem quatro aneurismas e um tumor cerebral. Um caso raríssimo, que chegou a ser notícia no programa “Fantástico”, da Rede Globo. “Geralmente é fatal. Eu tinha 1% de chance de sobreviver e ainda podia ficar vegetando”, recorda. O ciclismo ajuda a superar a condição clínica. Mas não é só isso. Aos 50 anos, Adry também descobre o prazer de competir. “Quando eu vou competir, eu não penso em ganhar pódio, eu penso em superação. Essa é a palavra. Gratidão, conseguir completar a prova. O resto, se eu pegar pódio é uma alegria”, reflete.

Tudo começou com uma brincadeira, para ajudar a tratar uma depressão, três anos atrás. Alguém sugeriu que começasse a pedalar. No primeiro pedal, mal sabia mudar as marchas. No segundo, já subiu a serra rumo a Angelina. Aos poucos, foi tomando gosto pela coisa e percebendo que tinha aptidão física para o esporte. Com três meses, participou de uma competição e ficou em segundo lugar. Logo de cara, o primeiro pódio. “Fiquei feliz da vida, foi uma superação mesmo, a alegria estava estampada na cara”, relembra. E não tinha categoria especial, ela competiu com atletas de rendimento sem limitações; a PNE viria muito tempo depois. “O Borges criou isso para dar oportunidade para nós competirmos. Agora, outras equipes de esporte estão seguindo o exemplo com a categoria PNE”, observa.

Adry gostaria que mais para-atletas seguissem seu exemplo e se aventurassem nas competições, especialmente as mulheres.  Na primeira etapa da Copa Free Force de Mountain Bike, ela não teve adversárias na categoria PNE, e para não compor um pódio solitário, recebeu a premiação junto com os vencedores do masculino. “Eu sou um exemplo pra galera. Se ela já passou por tudo isso, é uma ‘coroa’ e faz tudo isso, para a molecada sedentária, isso é altos incentivos. E pedala uma molecada comigo, tá”, brinca.

E se ela pedalar “valendo”, é difícil acompanhar o ritmo. Adry se dedica muito ao ciclismo. Treina de sábado a quinta-feira (só descansa na sexta-feira). No final de semana, chega a treinar cerca de 180km. Já foi até Curitiba (300km) pedalando! A meta para 2018 é pedalar 18 mil quilômetros (rodou 12 mil no primeiro ano como atleta e no ano passado foram mais 15 mil). Ou seja, Adry respira este esporte, que pra ela, vai muito além das duas rodas: “Ciclismo é qualidade de vida. Isso aqui é minha vida, o ciclismo é a minha vida”.



Galeria de fotos: 2 fotos
Créditos: DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO
Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg