Por: Sofia Mayer*
Depois de três meses consecutivos sem registrar homicídios, Palhoça vai chegando à metade de novembro com dois casos contabilizados. O cenário ocorre logo após a Polícia Militar de Santa Catarina divulgar que o estado registrou, no mês de outubro, o menor índice de Crimes Violentos Letais Intencionais (CLVI) desde 2008, com 42 ocorrências - homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio, feminicídio e morte por intervenção do agente do Estado são enquadrados como CVLI.
Segundo o major Marcello Wagner, subcomandante do 16º Batalhão da Polícia Militar (BPM), situado em Palhoça, as ocorrências não indicam necessariamente uma tendência de aumento no município, visto que, em termos mais abrangentes, a curva vem diminuindo todos os anos.
Em 2017, por exemplo, Palhoça teve 44 homicídios contabilizados, numa média de 3,66 por mês. Em 2018, foram 29 (2,41 por mês, em média). E 21 homicídios foram catalogados durante o ano de 2019 inteiro. Os números representaram uma média de 1,75 ocorrência mensal.
Até o momento, há 16 homicídios registrados em 2020 no município. “Média aproximada de 1,45 por mês, o que nos dá a certeza de que os índices de crimes violentos continuam em declínio”, afirma o major Marcelo Wagner. Não houve registro em agosto, setembro e outubro. “Tivemos um bom tempo sem homicídios, por isso nossos números baixaram. Agora, recentemente, houve dois”, completa.
Uma das ocorrências aconteceu na área central de Palhoça, na sexta-feira (6). À ocasião, um jovem de 21 anos foi morto a tiro pelo amigo. Um pouco antes, no dia 2 de novembro, um homem foi assassinado no bairro Madri.
O tenente-coronel Rodrigo Dutra, comandante do 16º BPM, acredita que se tratam de casos isolados. "Palhoça vem experimentando uma melhoria significativa no número de crimes violentos, que, aliás, são quase sempre relacionados ao tráfico de drogas. Isso é fruto do trabalho constante de nossos policiais nas ruas do município", declara.
No estado
Em outubro, foram verificadas pela Polícia Militar de Santa Catarina (PM/SC) 42 ocorrências de CLVI, a menor taxa desde 2008 no estado. Em setembro, 44 crimes foram contabilizados pelos agentes. O número representava o melhor índice até então.
Até abril, havia uma variação entre 60 e 80 casos. A partir do mês de maio, contudo, os índices de CVLI apresentaram quedas significativas, chegando aos meses de setembro e outubro de 2020 com as menores taxas históricas.
O comandante geral da PM/SC, coronel Dionei Tone, afirma que a queda é resultado de mudanças nos protocolos, integração dos serviços de segurança e inteligência, aliados ao trabalho motivado dos policiais militares. “É dessa maneira que buscamos sempre melhorar a qualidade de vida da população catarinense, não esquecendo de melhorar as condições de trabalho do nosso policial”, afirmou.
* Sob a supervisão de Alexandre Bonfim
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