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IMA fará operação no Parque da Serra do Tabuleiro

Operação de combate a espécies exóticas invasoras foi lançada nesta segunda-feira (3)

817d68ce917de67f7afe9f0d1d82ea49.jpg Foto: REPRODUÇÃO

O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) lança nesta segunda-feira, 03 de junho, uma grande operação para o Controle de Espécies Exóticas Invasoras do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior Unidade de Conservação do estado. O combate às invasoras, principalmente pinus, é fundamental para garantir a biodiversidade local, além de centenas de nascentes, muitas delas que abastecem a Grande Florianópolis.

A proliferação de espécies invasoras afeta consideravelmente a fauna e flora nativas. Com o intuito de garantir a preservação das espécies originalmente catarinenses e a proteção dos mananciais, o IMA vai realizar uma operação para a retirada das exóticas, começando pelo Cambirela.

Com 84.130 hectares, o que representa 1% do território catarinense, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro abriga e conserva uma rica biodiversidade, incluindo espécies endêmicas que só ocorrem na unidade. Mas, estas espécies são ameaçadas pela presença das exóticas invasoras. Originárias de outras regiões do Brasil ou mesmo de fora do país, estas espécies acabam dominando os ambientes e prejudicando as nativas, o que pode transformar consideravelmente os ecossistemas locais.

No Parque da Serra do Tabuleiro, o pinus é um dos maiores vilões. Levadas pelo vento, sementes do pinheiro germinam até mesmo nas áreas mais altas do Parque, o que pode comprometer significativamente os campos naturais e as espécies nativas. A formação de florestas exóticas pode extinguir os campos e as possíveis espécies endêmicas que existam na área.

Os Pinus spp., utilizados para a produção de madeira e celulose, foram introduzidos em diversos países, estando entre as 100 piores espécies invasoras no mundo. Na África do Sul passou a invadir áreas que conservam importantes nascentes. Por ocupar espaço das espécies nativas e consumir muita água para seu crescimento rápido, a espécie reduziu a “produção” de água afetando o suprimento para consumo humano, produção de alimentos, indústrias, lazer, entre outros.

Por isso, a retirada dos pinus de áreas protegidas é essencial para garantir a preservação da biodiversidade nativa e da água. Para o corte nos pontos mais altos do Parque, onde ocorrem os campos naturais, as equipes vão realizar uma operação complexa. A primeira etapa será a de reconhecimento. Na seguinte, as equipes vão aos campos e ficam no local por cerca de três dias, o que deve ser repetido em mais ocasiões até a retirada total de pinus dessa parte da Unidade.

 

Espécies Exóticas Invasoras

Pode parecer estranho, mas algumas espécies de flora e fauna são prejudiciais ao meio ambiente. Isso acontece quando são deslocadas por humanos para lugares nos quais elas não chegariam naturalmente e passam a se reproduzir sem controle, afetando de forma negativa a biodiversidade, seus serviços ecossistêmicos ambientais, a economia e até a saúde humana.  Estas espécies são chamadas de espécies exóticas invasoras.

Uma das espécies invasoras mais conhecidas e temidas por afetar a saúde é o Aedes aegypti. O mosquito pode transmitir dengue, zyka e malária urbana. Ele é nativo da África e foi trazido para América pelos navios europeus no século XVI.

Algumas espécies podem afetar a economia. É o caso do javali (Sus scrofa). A forma selvagem do porco doméstico foi trazida para o Brasil para a produção de carne e caça. Com as solturas por parte de quem o criava se adaptou aos ambientes brasileiros, o que fez com que as populações crescessem e passassem a atacar plantações de milho, entre outros grãos, em busca de alimento. O javali atualmente é um dos principais problemas dos agricultores no oeste catarinense. Na região já são realizadas ações para o controle da espécie.

As exóticas invasoras também podem afetar a biodiversidade, como no caso da uva-do-japão (Hovenia dulcis). A espécie asiática, trazida para produção de lenha, foi incentivada para o sombreamento de aviários e granjas de suínos. Por se desenvolver muito rápido impede as nativas de crescerem e produz químicos capazes de interferir no crescimento e germinação de outras plantas, além disso possui a capacidade de germinar e se estabelecer em florestas mais fechadas.

As espécies exóticas invasoras causam diversos efeitos como perda de biodiversidade e homogeneização das espécies. Com o avanço das espécies exóticas invasoras, a grande variedade de organismos tem desaparecido sendo substituído por poucas espécies. Um dos exemplos mais cotidianos está nas grandes cidades. Onde antes havia impressionante biodiversidade, atualmente existem, principalmente, espécies como pombos, ratos, baratas, entre outros.

 

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, maior unidade de conservação de proteção integral do Estado, foi criado em 1975, com base nos estudos dos botânicos Pe. Raulino Reitz e Roberto Miguel Klein, com o objetivo de proteger a rica biodiversidade da região e os mananciais hídricos que abastecem as cidades da Grande Florianópolis e do Sul do Estado.

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ocupa cerca de 1% do território catarinense. Abrange áreas dos municípios de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes. Fazem parte do Parque as ilhas do Siriú, dos Cardos, do Largo, do Andrade e do Coral, e os arquipélagos das Três Irmãs e Moleques do Sul.

O nome da Unidade de Conservação é emprestado de uma das serras da área do Parque que possui um cume de formato tabular, bastante visível da região de Florianópolis: a Serra do Tabuleiro.

Localizado em uma região estratégica, única e muito especial da Mata Atlântica, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro possui uma ampla diversidade de habitats. Cinco das seis grandes formações vegetais do bioma Mata Atlântica encontradas no Estado estão representadas no Parque. Por essa razão, ele abriga uma biodiversidade ainda maior que seus 84.130 hectares poderiam sugerir.

No litoral, sob forte influência marítima, são encontradas as formações de restinga e manguezal. A Floresta Ombrófila Densa, riquíssima em plantas epífitas, cobre as serras e ocupa a maior parte da área do Parque. Nas encostas superiores da serra, envolta em neblina formada pela condensação da umidade que chega do mar, aparece a matinha nebular. Nas partes mais altas do Parque se faz presente a Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucárias) e os campos de altitudes. Cada ecossistema tem sua fauna e flora características, assim como suas espécies dominantes. As ilhas costeiras que fazem parte da unidade também apresentam suas singularidades.

Essencial para a proteção desses ecossistemas e toda sua biodiversidade, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro também é de extrema importância por outros motivos. Protegidas pela exuberante vegetação da unidade estão as nascentes de rios como o da Vargem do Braço, do Poncho, Cubatão e D’Una. Esses rios fornecem água para grande parte dos domicílios da Grande Florianópolis e do litoral sul do Estado. O Parque atua ainda, devido a suas características de solo, relevo e vegetação, como um importante regulador climático para essas regiões. Mas, além da infraestrutura física da Unidade de Conservação que recebe milhares de visitantes todos os anos, o principal atrativo são as riquezas naturais. A imensidão de espécies e vegetação praticamente intocáveis torna o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro um dos principais tesouros catarinenses.



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