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Em cena, a Paixão de Cristo

Tradicional espetáculo na Enseada de Brito acontece nesta Sexta-Feira Santa, a partir das 19h30

3e151d09a67252c2c0f46e4d750682e2.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Há muitos anos, nesta época de Páscoa, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na Enseada de Brito, promove o espetáculo “A Encenação da Paixão de Cristo”. A peça será apresentada nesta Sexta-Feira Santa (30), a partir das 19h30, no salão paroquial da Enseada.

Este evento já é tradição e é oferecido pela paróquia (que abrange 18 comunidades no Sul, do Furadinho à Baixada do Maciambu), juntamente com os jovens e a comunidade. A integração com a comunidade é tão próxima que neste ano seis internos da Associação Vida Nueva, entidade filantrópica que abriga ex-moradores de rua e proporciona uma chance de ressocialização, vão participar da encenação. Eles ajudaram nos bastidores (e tem muita coisa a fazer, desde a confecção dos 115 figurinos até a construção e a montagem do cenário) e também vão atuar na peça.

O que, aliás, é uma rotina. A reportagem do Palhocense foi até a Enseada de Brito na segunda-feira (26) para conferir os preparativos finais e encontrou os próprios atores trabalhando para ajustar os últimos detalhes na cenografia.
Neste ano, a história dos últimos momentos de Jesus sobre a Terra será encenada por mais de 100 atores e atrizes, dentro de um espaço transformado e montado para que o público se sinta em Jerusalém, como parte muito próxima da história. Na verdade, não serão contados apenas os últimos momentos de Cristo. Este ano, a turma de “dramaturgos” resolveu ampliar o espetáculo, que tradicionalmente iniciava com a entrada de Jesus em Jerusalém, e desta vez, vai começar muito antes, em termos cronológicos. A peça inicia com a profecia de Isaías (sobre a chegada do messias), passando pelo nascimento, a infância e depois a vida pública de Jesus. Passagens como a de Jesus falando com os sacerdotes no templo aos 13 anos de idade, a samaritana no poço de Jacó e o apedrejamento de Madalena também farão parte da encenação.

Até a ressurreição de Cristo, que costumava ser encenada apenas no Sábado de Aleluia, desta vez fará parte do espetáculo já na Sexta-Feira Santa, e será reencenada no sábado. Com tantas novidades, o espetáculo ganhou cerca de 20 minutos a mais (serão aproximadamente 2h de apresentação). Ganhou também mais espaço para o público, com a colocação de uma arquibancada para 200 pessoas no mezanino. Assim, contando com o público que se acomoda no andar térreo, são esperados quase 1,5 mil espectadores nesta sexta-feira. Vai ter até um carpê para o pessoal sentar na frente dos bancos. “Isso vai demarcar a passagem do calvário ali, na frente desse carpê, visando ao conforto do pessoal”, comenta Jefferson Cravo, que interpreta Jesus Cristo pelo terceiro ano consecutivo e é uma das lideranças da “direção compartilhada” da encenação.

No ano passado, a peça foi assistida por 1,2 mil pessoas, e muita gente ficou de fora. O ideal seria fazer a apresentação na histórica Praça Inácio Paulo Dalri, onde muito mais gente poderia acompanhar a Paixão de Cristo. O problema é que isso demandaria uma estrutura maior, e eles não recebem nem um centavo do poder público, o que acaba inviabilizando a montagem do espetáculo ao ar livre. “A gente tem todo o espaço da praça que a gente pode usar, mas não temos condições de montar uma estrutura, um palco, fora daqui, porque não temos de onde tirar, não temos nenhum apoio”, lamenta Jefferson. Isso que a encenação da Enseada é considerada a segunda maior de Santa Catarina (em público, cenário e figurino), perdendo apenas para Brusque!

Outro diferencial da encenação na Paróquia Nossa Senhora do Rosário é a entrega dos atores. Todos conhecem muito bem a historia e colocam sua própria “verdade” em cena. “A história é a mesma, não tem como mudar, mas uma encenação como a nossa não vai ter em lugar nenhum, porque a gente coloca a nossa realidade, a nossa história, a nossa forma de atuar e de interpretar”, sustenta Jefferson.

Por falar em “sustentação”, um dos últimos preparativos foi o posicionamento do cadafalso onde Judas será enforcado. A cena costuma provocar fortes emoções na plateia, pelo realismo com que é apresentada. “É uma cena muito real, imagina uma pessoa se enforcando na tua frente”, diz o ator Cláudio Martins. Por isso, eles planejaram uma mudança: antes, a cena era muito “visível” e muito real, e as pessoas ficavam aflitas; desta vez, será contada em um jogo de sombras no alto do mezanino. São essas cenas fortes, inclusive com a utilização de efeitos especiais, que fazem com que os espectadores vivam muito intensamente as lembranças do julgamento, do flagelo e da morte de cruz de Jesus na encenação da Enseada de Brito.

 



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