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Creche em período integral: direito ou privilégio?

Em creche no Aririú, uma única criança é atendida em tempo integral. Pais questionam: por quê?

41ee0db19b5937c6b52a71a69ca4d4e4.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Texto: Isonyane Iris


“Na matrícula, me disseram que as vagas seriam apenas de meio período, então, eu pago de onde não tenho para uma pessoa ficar com meu filho até eu chegar do trabalho, do contrário, eu teria que deixar de trabalhar”. Essas seriam as opções dos pais têm hoje em Palhoça. Diante dessa realidade, alguns pais de alunos do CEI Maria José de Medeiros, no Aririú, estão questionando por que apenas a matrícula de uma criança teria sido aprovada no período integral. Sem documentos que comprovem ser uma autorização judicial, os demais pais se perguntam o que levou essa criança a ter “preferência”.

Sem entender quais os motivos que resultaram na matrícula de período integral, os pais relembram levantam questionamentos. “Deve ser preferência, alguma indicação política, porque se for por necessidade, eu também tenho. Moro sozinha com meus filhos e trabalho o dia inteiro para nos sustentar e não tenho família aqui, muito menos com quem deixar. Teria motivo melhor que esse?”, pergunta a mãe de um aluno, que preferiu não se identificar. 

A situação não seria contra a criança ou mesmo seus pais, mas sim, quanto aos motivos que levaram a Secretaria de Educação a aprovar o pedido de uma única criança em tempo integral. No ato da matrícula, todos os pais teriam sido informados de que estaria disponível apenas meio período aos alunos, e que apenas os antigos que já estavam integrais continuariam. “Só faltou eu chorar, mas não consegui matricular minha filha o dia inteiro. Fui até a Prefeitura e nada foi possível fazer. Então, tive que parar de trabalhar e começar a fazer coisas para vender em casa, porque não tinha onde deixar ela no outro período em que não estaria na escolinha. Agora eu pergunto: por que eu tive que fazer isso e outra mãe não pode?”, questiona outra mãe.

Os relatos são muitos, principalmente por parte de mães que trabalhavam o dia inteiro e tiveram que sair de seus empregos por não ter com quem deixar seus filhos depois da creche. Outras ainda tiveram que contar com a ajuda de vizinhas, parentes ou mesmo pagar alguém para ficar com os pequenos no contraturno da creche. “Só acho que o direito é de todos e não apenas de um. Toda criança é igual perante a lei, então acredito que todos temos direito de ter o  período integral, já que um foi aprovado. Por que eu tenho que pagar vizinha para ficar com meu filho e outro pai não?”, tenta entender o pai de outro aluno.

A direção da escola informou que toda matrícula é encaminhada pela Secretaria de Educação. E ainda que todas as matrículas integrais passariam por um processo dentro da própria Secretaria de Educação, ou mesmo seriam resultado de pedidos diretos da Promotoria de Justiça. “No caso desse aluno, a matrícula dele foi feita de forma normal e depois um pedido veio da Secretaria de Educação para que ele fosse matriculado em período integral. Se tem um processo, nós não temos acesso a nenhuma documentação. Ele é o único aluno que temos em período integral desde que começaram a ser apenas matrículas de meio período. A procura e os pedidos são muitos por uma vaga no período integral”, informou Rogério Dutra Porto Alegre, diretor geral do CEI Maria José de Medeiros. 

A Secretaria de Educação informa que está apurando os fatos para esclarecer a situação.



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