Após a derrocada da economia em praticamente todo o território nacional, a partir de março, em função das medidas de distanciamento social impostas pelas autoridades para tentar combater a pandemia de Covid-19, os sinais de recuperação aparecem no horizonte econômico pelo segundo mês consecutivo. É o que apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em relatório divulgado na tarde de sexta-feira (21) pelo Ministério da Economia. Em Palhoça, ainda que timidamente, os números de julho foram melhores do que os apresentados em junho, quando o município “saiu do vermelho” na contabilidade do fluxo de admissões e demissões pela primeira vez, desde fevereiro.
Em junho, o saldo positivo era de 381 admissões (acesse o link bit.ly/32zny5k e relembre); agora, subiu para 437, com 1.613 novos postos de trabalho criados no município. Na avaliação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Palhoça, se for mantida essa tendência, em poucos meses “estaremos voltando ao mesmo nível de empregabilidade de antes da crise causada pela pandemia do Covid-19”. Com o restabelecimento dos empregos, o dinheiro volta a circular em toda a cadeia produtiva, abrindo novas perspectivas para a economia local. “Nossos empresários palhocenses precisavam desesperadamente, mesmo, de um alívio em suas contas. E, na área do comércio, isso passa diretamente pelo fator vendas”, avalia Almir Anísio Rosa, presidente da CDL de Palhoça.
As boas notícias na economia não se limitam a Palhoça. O próprio estado de Santa Catarina tem se consolidado como destaque nacional na geração de emprego. A economia catarinense encerrou o mês de julho com saldo de 10.044 novas vagas de emprego. O resultado é o melhor em 16 anos, desde que iniciou a série histórica, que analisa dados desde 2004. Também representa o maior saldo entre os estados do Sul e o terceiro na comparação com o restante do país, atrás apenas de São Paulo (22.967) e Minas Gerais (15.843). Os dados também estão no relatório do Caged divulgado na sexta-feira (21).
O levantamento reforça os bons sinais de retomada da atividade econômica catarinense, que vem apresentando desempenho positivo em indicadores como taxa de produção industrial, volume de vendas do comércio e índice de ocupação. “O catarinense é empreendedor e trabalhador. Essas características ficam ainda mais evidentes quando precisamos atravessar um período desafiador, como este de pandemia. Nossa economia dá sinais positivos e tenho certeza de que vamos sair ainda mais fortes”, avalia o governador Carlos Moisés.
Ainda nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) havia confirmado que Santa Catarina se mantém como o Estado com a menor taxa de desocupação do país. Os índices acima da média nacional mostram a força da retomada econômica catarinense. “Santa Catarina bateu recorde na geração de empregos no mês de julho, em toda série histórica. Ao todo, em 213 municípios, o volume de admissões foi maior do que o de demissões. O estado também registrou uma maior velocidade de recuperação dos empregos perdidos durante a pandemia, em relação ao Brasil e à região Sul”, pontua o coordenador estadual do Sistema Nacional do Emprego de Santa Catarina (Sine/SC), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ramon Fernandes.
A indústria foi o segmento que mais criou novas vagas em julho. De acordo com o Caged, o setor foi responsável pela abertura de 7.672 posições de trabalho com carteira assinada no período. O número reflete o bom resultado da produção industrial medida pelo IBGE, que indicou alta de 9,1% em junho frente a maio em Santa Catarina.
Além da indústria catarinense, o comércio (1.443) e a construção civil (1.199) foram os setores que mais colaboraram para o desempenho.
No Brasil, o saldo de novas vagas também foi positivo, 131.010 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês.
IBGE
Nesta quarta-feira (26), a divulgação de mais um indicador reforça a posição de destaque de SC. Em 2019, o estado registrou 6,2% de taxa de desocupação, o menor índice do país - a média nacional foi de 11,7%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNad) Contínua - Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Temos nos empenhado, desde o início da gestão, em fomentar a geração de empregos e o empreendedorismo em Santa Catarina. Sem dúvidas, esse apoio e as características dos profissionais catarinenses serão fundamentais para atravessar essa pandemia com menos impacto possível”, reforça o governador Carlos Moisés.
De acordo com o economista Pietro Caldeirini Aruto, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), os dados reforçam características históricas e tendências de Santa Catarina. “A pesquisa reflete a diversidade da estrutura econômica, a maior intensidade de capital nos processos produtivos e o papel da pequena propriedade agrícola no estado. Apesar desses números positivos, com a pandemia da Covid-19, o Governo segue trabalhando no desafio de não apenas ampliar o crescimento econômico, mas também garantir que ele ocorra com geração de empregos formais e de forma sustentável”, frisa Caldeirini.
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