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Cães abandonados voltam a gerar polêmica

Há relatos de ataques no Sul. No Nova Palhoça, tem gente envenenando os animais

51255ebe98adde83f4ba91ee41962e05.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

Texto: Isonyane Iris


Muitos sentem dó, outros simplesmente ignoram e existem ainda aqueles que preferem matar. Dos bairros mais simples aos mais nobres, ou mesmo atrás de um ‘’petisco’’ nas praias do Sul, lá estão eles todos os dias: os cães abandonados. Em Palhoça, cachorros abandonados são facilmente encontrados, principalmente por ser reproduzirem muito rápido. Sem um controle populacional eficaz, moradores de vários bairros pedem providências urgentes ao município, antes que Palhoça tenha um sério problema por conta da superpopulação de cães - se é que já não tem!

Na Praia do Sonho, assim como em outros bairros do município, a reclamação é por causa da quantidade absurda de cães soltos pelas ruas. O problema seria maior porque boa parte dos cães estaria atacando várias pessoas. Os moradores contam que muitas vezes é preciso sair de casa com pedaços de madeira para se defender dos bichos. “Na última semana, uma criança foi cercada por esses cães. Apavorada, a criança começou a gritar; logo, os vizinhos se aproximaram e afastaram os animais”, relata a moradora Tiane Mendes.

Além das pessoas, outros animais também estariam sendo vítimas desses cães de rua. Segundo os moradores, no último final de semana um cachorrinho teria sido atacado por oito cães de rua. “Por sorte, um vizinho que estava chegando logo cuidou do animal, diferente de uma outra moradora, que não chegou a tempo e acabou vendo sua cachorrinha toda ensanguentada”, relembra Tiane.

 

Pinheira

Na Pinheira, a situação estaria tão perigosa quanto nos outros bairros. Além de lidar com inúmeros cães abandonados todos os dias, a comunidade ainda estaria se sentindo ameaçada por conta de alguns ataques. Muitas vezes, por fome ou mesmo por instinto, muitos cães estariam atacando moradores e outros animais também.

Outro problema na região estaria ligado à falta de responsabilidade de um indivíduo que tem levado seu cachorro da raça pitbull para passear sem coleira na Praia de Baixo. Várias pessoas já teriam sido atacadas pelo animal, inclusive um idoso de forma grave. “A falta de providências por parte da Prefeitura está fazendo com que o problema só cresça, levando os moradores a evitar sair de casa. Não entendo o que estão esperando para construir um canil ou mesmo um abrigo para esses animais. Do jeito que está, só vai piorar”, teme Fernanda Pacheco.

 

Bolinhos envenenados

No loteamento Nova Palhoça, a situação estaria tão fora de controle que alguém estaria tentando diminuir a superpopulação de cães pelas ruas de uma forma nada recomendada: bolinhos de chocolate envenenados estariam sendo distribuídos aos animais.

Francelise Silva Martins estava passeando com sua cachorrinha quando encontrou o bolo, com aspecto de um cupcake de chocolate, pelo chão. Na hora, ela ficou tão nervosa de ter encontrado o bolo envenenado que acabou jogando fora imediatamente. “Eu fico me perguntando o que leva um ser humano a ir para o fogão cozinhar um bolo de chocolate envenenado. Assim como eu peguei, uma criança poderia ter pego. Uma pessoa que faz isso com cachorro, pode muito bem fazer com um ser humano”, desabafa a moradora, que ainda sugere que ao invés de gastar tempo fazendo bolos envenenados, a pessoa responsável deveria fazer bolos deliciosos e levar a uma instituição de caridade.

Protetora há cinco anos no loteamento Nova Palhoça, Talita Alves Miquelon conta que já enterrou e chorou por muito cachorro, principalmente pelos envenenados. “Eu cheguei a achar dois bolinhos na rua. Infelizmente, um dos meus cachorros chegou a ser envenenado e só consegui salvar com a ajuda de outra colega”, conta a protetora.

Os moradores alertam que o problema dos bolinhos não está acontecendo apenas no Nova Palhoça, a informação é a de que também estariam sendo distribuídos aos cães de rua nos bairros Vila Nova e Pachecos. “Sei que estão colocando veneno nos bolinhos e dando aos cães de rua porque já atendi seis vomitando bolo de chocolate. Dois deles eu consegui chegar a tempo e salvar, mas infelizmente os outros quatro já estavam morrendo quando cheguei”, lamenta Simone Aparecida Batista, protetora de animais. “Todos os dias animais são descartados aqui no loteamento. As protetoras que atuam por aqui fazem tudo por eles com seus próprios recursos. Levam casinhas, comida, água, castram e dão todos os cuidados quando os cachorrinhos precisam. Não sou protetor, mas tiro meu chapéu para todas que são”, elogia Francelise.

 

Possível ameaça

No Sul, alguns moradores relataram também que teriam visto cães atacando corujas para comer, o que na opinião deles, poderia apresentar uma séria ameaça ao ecossistema local. A Polícia Militar Ambiental não tinha nenhuma informação sobre essa situação. Eles confirmam que a presença de cachorros pelas ruas tem sido motivo de muitos chamados, mas devido à demanda de trabalho, eles têm repassado todas as situações à Vigilância Sanitária de Palhoça.

Na Prefeitura, a única medida tomada foi a criação do Centro de Castrações. O centro funciona desde 2015, com o intuito de controlar a população de cães e gatos abandonados nas ruas da cidade. A Secretaria de Defesa do Cidadão informa que o Centro realiza até 10 procedimentos diários em animais abandonados, sob posse de cuidadores, organizações não governamentais ou de proprietários com renda familiar de até 2,5 salários mínimos. A longo prazo, esse controle populacional deve diminuir a quantidade de animais vivendo nas ruas e os riscos de transmissão de doenças entre eles e os seres humanos. “Vale ressaltar a importância da posse responsável, pois abandono de animais é crime ambiental e, portanto, tratado diretamente com a Polícia Ambiental”, ressalta, em nota, a secretaria.



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