0bbc3fe3694fbd9eb2fe5a1cc158ac90.jpeg Prefeitura de Palhoça prorroga prazo para pagamento do IPTU com 25% de desconto

ad8310ebd3a8200eb8edbb39cf832236.jpg Vereadores de Palhoça destinam 50% de suas emendas para construção da Casa do Autista

71cc55b2db6ebe5ed9315e63f9176f0e.jpeg Dia Mundial da Saúde reforça importância de coleta e tratamento de água

cc6e746f3e3e55743d5e3534d5ebed1e.jpeg Caminhada marca encerramento da campanha Março Verde em Palhoça

55b3f33b3d2b945e07063ed4c967a047.jpeg Paralisação dos entregadores segue em Palhoça nesta terça-feira (1)

665ecf32d2b21ec7f152a5aae151c271.JPEG Safari Beach Jurerê prepara três festas imperdíveis durante o feriado de Páscoa

dd1cb9681ca5fa0d0d6e78552063c88b.jpeg Reportagem resgata capas icônicas e história da identidade visual do jornal

b2c10aad0a15788880e2a6c4896ecf16.jpeg Shopping ViaCatarina recebe feira e exposição de orquídeas

970a8838c2b7ef03e6e9f925f78c1ebb.jpeg Pitty & Fresno na Arena Opus: dois shows incríveis na mesma noite

0bebcef9ecbd6d4740b0fbf074cefe9a.jpeg Evento contra a intolerância com religiões de matrizes africanas ocorre neste fim de semana

c99e04c6c003ef841c89a60fad793a08.jpg Deputado Camilo Martins recebe campeã de muay thai que representará Santa Catarina na Tailândia

fe53249c1e5c8eda6f4e9a9644343a8a.jpeg “Tainá” foi dirigido por Renata Massetti e tem a atleta da Guarda do Embaú como protagonista

2b2108ddd734a84ab88bc1860b06c321.jpg Equipe da Associação Laura dos Santos é destaque em competição nacional de jiu-jitsu

8c3d42b7a9ca943e04b20f66e1b9ec36.jpeg Judô: equipe de Palhoça conquista vagas em Campeonato Brasileiro Regional V

411fd83fcf84c0fa1ea5de539b8a13ae.jpeg Palhoça Esporte Clube conquista título duplo no Grand Prix de Futsal

A realidade empresarial em tempo de pandemia

Artigo enviado pelo advogado Willian Medeiros de Quadros, sócio da Silva e Silva Advogados Associados

41ba30ab7b5b5f1caf82dcc9adc2f13a.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Willian Medeiros de Quadros* 

 

O presente ensaio objetiva refletir, em termos críticos, a respeito da abrupta e equivocada restrição empresarial imposta pelos estados e municípios no Brasil. Sobretudo, refletir, sem egoísmo e individualismo, encontrando o equilíbrio necessário para, ponderadamente, enfrentarmos a epidemia salvando vidas e preservando a combalida economia brasileira.

Como público e notório, a pandemia do Covid-19 vem impactando os negócios de pequenos, médios e grandes empresários de maneira implacável e avassaladora. Estarrecidos diariamente, vivemos as tristes consequências da ausência de politicas econômicas sérias de municípios e estados, que levem em conta peculiaridades locais.

Consabido que o risco de contribuir para o avanço da epidemia vem colocando em xeque a continuidade da atividade econômica, com o fechamento de importantes atividades empresariais, ficando em pleno funcionamento apenas atividades tidas aleatoriamente essenciais. E, como é consabido, não vender e não produzir pode significar desemprego e falência de muitos. Simultaneamente, percebemos os consumidores distantes, naturalmente ocupando-se de suas necessidades imediatas de segurança, saúde e alimentação. 

Nossos governos federal, estaduais e municipais vêm tomando medidas drásticas e necessárias em direção ao isolamento social, o que não impede a imediata retomada racional, ponderada e necessária das atividades empresariais (indústria e comércio).

Com o devido respeito, o comando arbitrário, imperativo e total de paralisação das empresas coloca em risco não só a continuidade da atividade produtiva, mas, lamentavelmente, a demissão em massa de milhares de operários que necessitam do trabalho para o sustento da família.

Com efeito, o que se vê durante todo esse período de confinamento, em vez do bom senso, é uma verdadeira anarquia de informações, muita falação e pouca efetividade de ações. Muita incerteza - o que seria natural, pelo momento tenso em que estamos vivendo. 

Via de regra, governadores e prefeitos, ao invés de administrar coerentemente a situação da pandemia, vêm se aproveitando do momento para fazer política partidária. Muitos jogando claramente para os seus eleitores, aproveitando-se da situação de decretação do estado de calamidade pública, o que desobrigou os gestores públicos de cumprir a meta de resultado primário para o ano.
Restrições, neste ínterim, que apenas poderiam ser dirigidas à população acaso demonstrada sua efetividade, proporcionalidade e necessidade. 

Não se prega, como sustentado por muitos, incentivar a circulação de pessoas ou aglomerações de qualquer natureza, mas única e exclusivamente a possibilidade do empresário produzir,  trabalhando, gerando bens e serviços em benefício da economia e dos consumidores. Evidentemente, tal se daria na forma estabelecida pelos decretos presidencial, estadual e municipal, resguardando o interesse público, salvando vidas e a economia, mantendo vivas as empresas, mesmo com reduzido faturamento, promovendo sua subsistência e a de seus funcionários.

Estatisticamente, por exemplo, no Brasil, morrem cerca de 3.500 pessoas por mês de acidente de trânsito, o equivalente a 42 mil pessoas por ano. 

Também, com relação ao coronavírus, a letalidade é acentuada, em torno de 3,5% em algumas cidades com densidade populacional elevada. Todavia, o que se percebe com relação à pandemia é que a grande preocupação dos governantes resume-se à possibilidade do alastramento do vírus de forma avassaladora, o que acarretaria na incapacidade de suportar o recebimento simultâneo de dezenas, centenas e milhares de pessoas nas unidades de saúde. 

Lembrando o leitor que o fruto de toda falha no sistema de saúde dá-se pela ausência de investimentos por décadas, com desvio de dinheiro público, corrupção de agentes políticos, retrato claro desvendado pela operação Lava-Jato.

Fica a pergunta: quem seria o vilão dessa história? Os pequenos, médios e grandes empresários? Ou a ausência de investimentos por anos a fio no sistema de saúde, aliado ao desvio de dinheiro público?

Fica clarividente a resposta. A impossibilidade do Estado suportar o recebimento de milhares de pessoas no sistema de saúde pública, falido em muito dos estados, segue o retrato da ausência de investimentos na área da saúde, associada à má aplicação dos recursos públicos.

Somente por ficção, um grande equívoco esquecido do valor dos direitos e garantias individuais, atribuir à massa que produz e que gera riqueza, emprega e paga impostos, a pecha de “mercenários”, vilões dessa história. 

O que os empresários estão clamando é a realização, por parte dos governos, do necessário planejamento estratégico e de contingenciamento, para que haja equilíbrio entre o que é elementar para a sociedade, a vida e a saúde das pessoas, e para a vida e saúde financeira da atividade empresária. 

Solução talvez mais viável a ambas as partes seria a liberação gradativa de parte da sociedade, com faixa etária de até 60 anos, e a manutenção em reclusão social dos idosos e pessoas acometidas por doenças relevantes, o chamado lockdown vertical.

Vemos, pois, que tão somente com equilíbrio e proporcionalidade, preservar-se-á o nosso bem maior, a vida, retornando de forma lockdown racional da atividade industrial e comercial a fim de proporcionar progressivamente a retomada da economia, preservando a saúde financeira empresarial como melhor forma da manutenção do emprego e renda.

* Advogado, sócio da Silva e Silva Advogados Associados



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg