79b9d9accb252b2645e4ff41fbb793da.jpeg Comprou ou alugou imóvel? Atenção à titularidade do cadastro da ligação de água

4467ba54c9f1a0ce6051c4ea78ed8bb7.jpeg Vazamentos internos: é possível evitar o desperdício de água e aumento no consumo em Palhoça

29430aaf2ec804cf3a5a947641ecabdf.jpeg Santa Catarina registra passagem de frente fria e primeiro declínio de temperatura do outono

a277b51cad476b9b4cbf37bbc44db04a.png Dia Mundial da Criatividade: setor empresarial realiza evento com atividades multidisciplinares

73eb1c887c11250faf8986866f322f6f.jpg CDL realiza encontro com órgãos de segurança pública atuantes em Palhoça

998183cb4167579646add52a8f637df5.jpeg Livro sobre cultura, história e geografia catarinense é lançado nesta quinta-feira (3)

7712af7b3b1249f705b3f12f02ad1f3f.jpg Freguesia da Enseada de Brito é tombada como patrimônio histórico nacional

665ecf32d2b21ec7f152a5aae151c271.JPEG Safari Beach Jurerê prepara três festas imperdíveis durante o feriado de Páscoa

dd1cb9681ca5fa0d0d6e78552063c88b.jpeg Reportagem resgata capas icônicas e história da identidade visual do jornal

5bc0563a65cf3a0e44b6db888bf7a7a8.jpeg Equipe de Palhoça participa do Catarinense de Automobilismo neste fim de semana

c99e04c6c003ef841c89a60fad793a08.jpg Deputado Camilo Martins recebe campeã de muay thai que representará Santa Catarina na Tailândia

fe53249c1e5c8eda6f4e9a9644343a8a.jpeg “Tainá” foi dirigido por Renata Massetti e tem a atleta da Guarda do Embaú como protagonista

2b2108ddd734a84ab88bc1860b06c321.jpg Equipe da Associação Laura dos Santos é destaque em competição nacional de jiu-jitsu

8c3d42b7a9ca943e04b20f66e1b9ec36.jpeg Judô: equipe de Palhoça conquista vagas em Campeonato Brasileiro Regional V

Gastronomia - Edição 680

O churrasco se sofisticou

Quando vim morar em Florianópolis, nos idos de 1977, para trabalhar no extinto jornal O Estado, participei de uma festa de igreja no bairro Saco Grande onde haveria churrasco. Imediatamente lembrei da minha cidade, onde a festa anual da nossa igreja, Martin Luther, preparava uma chuleta na tábua de lamber os beiços. Aliás, lá pelo Vale, churrasco era isso aí: o corte em T (americanos chamam de T Bone Steak) onde tinha contra filé de um lado, mignon do outro e o “rabicho” (essa a melhor parte).

Fui na tal da festa da igreja, pedi o churrasco e me deram um pedaço de carne enfiado num bambu, sem prato, sem talher, sem nada - te vira!! Tentei morder assim mesmo, mas a carne era muito dura, não havia quem comesse.

Essa época ficou para trás. O churrasco “gourmetizou”... se sofisticou. Hoje temos uma infinidade de cortes, preparos, técnicas, graus de marmorização e por aí vai. Vale uma regra nova: se o boi é de primeira, não existe carne de segunda. O que é uma grande verdade.

E quem começou tudo isso aqui no Brasil foi um profissional uruguaio chamado Ramon Mosquera Lopes, que iniciou um projeto de uma churrascaria chique em São Paulo, a Rodeio, que fica nos Jardins e lá está até hoje, com 61 anos de atividades.

Lopes inventou a picanha fatiada, deu valor a este corte e também a vários outros, cuidando de sua apresentação impecável, ensinando o aproveitamento correto e o tempo de cada assado mediante a distância da brasa. Ele elevou o padrão do churrasco, abrindo caminho para muitos outros profissionais como Itzvan Wessel e Marcos Bassi, para citar apenas os mais antigos posteriores a Lopes.

O legado dessa turma, que trabalhou duro na qualificação de rebanhos e raças pela melhoria da qualidade das carnes, está hoje aí à disposição de todos. É difícil comprar uma carne dura em nossos açougues. Pode acontecer, mas é raro. Basta o respeito ao melhor aproveitamento de cortes em função de sua característica de assar e do objetivo do churrasco. Tempero? É o sal. Afinal de contas, sal é o tempero universal.

E o corte na hora de servir? Tem também um mandamento básico: corte sempre no sentido perpendicular à direção das fibras, nunca no paralelo delas. Como a gente diz: sempre contra as fibras. Contra elas, mas a favor da maciez e do sabor.

Para encerrar, no livro sobre churrasco do Ramon Mosquera Lopes, logo na primeira página depois da capa, tem uma foto legendada assim: “Evite usar este instrumento, ele é o maior inimigo da carne”. Na foto havia um garfo bem pontudo... 


Poizagora - Deu Ruim

Para participar de churrascos a gente é convidado aos borbotões. O churrasco é uma instituição aqui no Brasil, não apenas na região Sul. Um desses convites foi de um cidadão que prometia um churrasco daqueles - se considerava um expert no assunto. Quando cheguei, dei uma olhada na preparação. As carnes vermelhas em postas (picanha, alcatra, maminha...) estavam numa gamela pegando tempero com sal grosso. O anfitrião me explicou que fazia isso mais ou menos durante uma hora. Olhei o fundo da gamela, já com bastante líquido vermelho. Resultado: A carne ficou salgada acima do ponto e não pegou a maciez clássica destes cortes, por razões obvias.

Carnes bovinas vermelhas “suam” em contato com o sal. Na real, desidratam, simples assim! Junto com o suco, vai embora o sabor e a maciez. Elas devem receber o tempero de sal grosso somente momentos antes de irem para a grelha, para que o suco permaneça dentro da peça. Não importa a quantidade de sal grosso que for colocada ao seu redor. A carne vai absorver apenas a quantidade certa. Claro, será preciso bater o excesso de sal antes de servir e cortar sempre contra as fibras. O churrasco ficará sempre muito saboroso e macio.



Publicado em 14/03/2019 - por Marcos Heise

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg