Em busca de soluções sustentáveis
Elas parecem simpáticas e inofensivas, já estrelaram campanhas publicitárias fofinhas, mas as capivaras têm se tornado um problema de saúde pública em diversas regiões, incluindo Palhoça. Como animais silvestres, não devem ser tratadas como domésticos, pois podem ser hospedeiras de parasitas como carrapatos – alguns deles transmissores da febre maculosa, por exemplo. A recente proliferação desses aracnídeos na região dos lagos da Pedra Branca levou o município a decretar situação de emergência, reforçando a necessidade de um plano de manejo adequado para controlar a população desses roedores. Nada fácil, já que não temos população de predadores para equilibrar a cadeia alimentar.
O crescimento urbano desordenado e a ocupação de áreas alagadiças, como os manguezais, têm forçado esses animais a se deslocarem para regiões urbanas, aumentando os riscos à saúde e à segurança. Além das doenças, as capivaras também representam perigo no trânsito, podendo causar acidentes. É essencial que a população evite contato direto com esses animais e siga as recomendações das autoridades, como evitar áreas de infestação, não se sentar na grama e manter os animais de estimação protegidos com antiparasitários. Enquanto a Prefeitura aguarda um posicionamento do Ibama para definir um plano de manejo, a conscientização da comunidade é a melhor ferramenta para minimizar os impactos dessa situação.
Palhoça sempre cresceu sobre áreas originalmente cobertas por vegetação densa e de ecossistemas frágeis. Isso não impede o desenvolvimento da cidade, mas exige responsabilidade e equilíbrio. A emergência causada pelos carrapatos é um alerta claro de que a urbanização precisa acontecer de forma planejada, respeitando o meio ambiente e prevenindo problemas de saúde pública. Que essa situação nos sirva de alerta para buscarmos soluções sustentáveis, garantindo que Palhoça cresça, mas não de forma desordenada, como a população de capivaras!
Publicado em 06/02/2025 - por Palhocense