A poucas horas da tão esperada volta às aulas presenciais, mesmo que no sistema híbrido, pais de alunos da rede municipal de Palhoça foram surpreendidos com o anúncio de que, em assembleia, os professores decidiram que não iriam voltar porque não é seguro, ainda.
A partir daí, uma nova polêmica se estabeleceu nas redes sociais do jornal Palhocense, que trouxe a informação em primeira mão. De um lado, os professores defendendo os cuidados e chamando a atenção para os riscos de contaminação com a presença dos alunos em sala. De outro, os pais que planejaram a volta e dependem do suporte das escolas e Centros de Educação Infantil para buscar a volta à normalidade.
Respeitando todas as opiniões, algumas dúvidas vêm à tona: por que essa discussão e a assembleia geral não se deram antes? Tal desgaste acaba por esvaziar, inclusive, o apoio da comunidade escolar aos professores que desejam apenas o ensino remoto. Estudos científicos, chancelados pela Unicef, apontam que o risco de transmissão entre os pequenos é muito baixa. Por que essas decisões não podem ser tomadas à luz da ciência?
Vale os parênteses: a ciência virou o fiel da balança para validar qualquer discurso. Quando os estudos científicos corroboram com a minha linha ideológica, eles são valorizados; quando desmentem, são engavetados eu desacreditados.
O fato é que a base da pirâmide sempre é a mais prejudicada. Queremos educação, saúde e arte e não estamos conseguindo compreender por que uma não pode suportar a outra com consciência e responsabilidade mútua.
Segue o debate..
Publicado em 18/02/2021 - por Palhocense