Eles comem caviar, enquanto engolimos sapos
No Brasil e em SC, assim como na natureza
A formiga, quando quer se perder, cria asas
É aquele que mais pode, e quando não pode se sacode
E acaba ajudando Satanás a espalhar suas brasas.
No Brasil, há dois senhores ou senhoris
A língua tem servido como chicote do rabo
Basta ver na história mais recente
De quem nem percebe que vendeu a alma ao diabo.
Todos sabem que pedra que muito rola não cria limo
E que se estica as pernas conforme a manta
Pois quando o gato sai, os ratos dançam
Tentando ganhar o almoço para comer na janta.
Temos que perseverar, pois é essa a saída
Temos que misturar água com sal
Mesmo assim teima-se em fazer união
Sabendo que a pior cunha é a do mesmo pau.
Sé águas passadas não movem moinhos
A missa se espera na porta da igreja
Mas tudo que o diabo dá, o diabo leva
Seja tomando whisky, cuba ou cerveja.
Se a porta da rua é a serventia da casa
Sabe-se que dia de muito é véspera de nada
Se gato com fome come até sabão
O que se vê no Brasil é apenas fachada.
Já que do burro só se espera o coice
A honra e o proveito não cabem no mesmo balaio
Para cada chinelo velho têm um pé torto
E para cada político se vê mais de cem lacaios.
Já que árvore ruim não dá boa sombra
O nosso problema é a falta de opção
Enquanto tentam tirar suas barrigas da miséria
O eleitor brasileiro é que fica na mão.
Na eleição de 2026, todos os gatos serão pardos
Com sede ao pote estão indo com usura
Com a velha máxima, querem participar da festança
Pois água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Já que a esperança é a última que morre
Para se eleger, antes tarde do que nunca
Aproveitando a sorte enquanto está a seu favor
Ajudando a transformar o Brasil numa espelunca.
Não há quem acredite que a união faz a força
Dois bicudos aqui se beijam em nossa presença
Se cada coisa fica ao seu tempo
Para cada cabeça se tem uma sentença.
Para a galinha, antes tarde do que nunca
Pois de grão em grão vai enchendo o papo
De moeda em moeda vai fazendo fortuna
Comendo perereca e engolindo sapo.
Como em rio que tem piranha, jacaré nada de costas
Tem no Brasil quem roube enquanto furta
Contando com o ovo na barriga da galinha
Vão cutucando onça e a Justiça com vara curta.
O prefeito Freccia aprendeu, a duras penas
Que é na necessidade que se conhece o amigo
Não há marcas que o tempo não apague
E quem na Prefeitura não queira um abrigo.
É bom aproveitar a sorte enquanto está a seu favor
Dizei-me com quem andas e eu te direi quem és
É melhor prevenir do que remediar
E nunca trocar as mãos pelos pés.
O Bolsonaro está aprendendo, a duras penas
Que não adianta chorar sobre o leite derramado
Agora caminha sozinho, mas olhando em frente
Prefere um pardal na mão que dois pombos no telhado.
Se mais vale um pássaro na mão do que dois voando
Vai gostar agora só de quem for votar nele
Nunca mais vai puxar o tapete dos outros,
Antes vai olhar se também não está em cima dele.
Se em terra de cego, quem tem um olho é rei
O Lula teima em não perder a majestade
Sabe que depois da tormenta, vem a bonança
Quer semear ventos, sem colher tempestades.
O Lula não fica atrás na corrida
Pois de política ele manja
Se a Michelle for candidata
Com certeza o Lula lança a Janja.
O Haddad aprendeu, se não, devia ter aprendido
Que cada macaco precisa ficar em seu galho
Que em boca aberta sempre vai entrar mosquito
E que ninguém chega ao topo sem muito trabalho.
O Tarcísio, pra presidência quer ir à toda
E outros também querem embarcar no navio
Se forem prevenidos, cada um vai valer por dois
Pois são os pequenos riachos que formam um grande rio.
Se aparências enganam e se aqui se faz, aqui se paga
Com receio, tem presidenciável no Brasil que sabe
Que não há bem que sempre dure,
E nem há mal que nunca se acabe.
Publicado em 03/04/2025 - por Beltrano