4467ba54c9f1a0ce6051c4ea78ed8bb7.jpeg Vazamentos internos: é possível evitar o desperdício de água e aumento no consumo em Palhoça

29430aaf2ec804cf3a5a947641ecabdf.jpeg Santa Catarina registra passagem de frente fria e primeiro declínio de temperatura do outono

a277b51cad476b9b4cbf37bbc44db04a.png Dia Mundial da Criatividade: setor empresarial realiza evento com atividades multidisciplinares

73eb1c887c11250faf8986866f322f6f.jpg CDL realiza encontro com órgãos de segurança pública atuantes em Palhoça

d729ce2c0e85697cca62d5981783f258.jpeg Polícia Civil deflagra 3ª fase da operação relacionada a homicídio em Palhoça

998183cb4167579646add52a8f637df5.jpeg Livro sobre cultura, história e geografia catarinense é lançado nesta quinta-feira (3)

7712af7b3b1249f705b3f12f02ad1f3f.jpg Freguesia da Enseada de Brito é tombada como patrimônio histórico nacional

665ecf32d2b21ec7f152a5aae151c271.JPEG Safari Beach Jurerê prepara três festas imperdíveis durante o feriado de Páscoa

dd1cb9681ca5fa0d0d6e78552063c88b.jpeg Reportagem resgata capas icônicas e história da identidade visual do jornal

5bc0563a65cf3a0e44b6db888bf7a7a8.jpeg Equipe de Palhoça participa do Catarinense de Automobilismo neste fim de semana

c99e04c6c003ef841c89a60fad793a08.jpg Deputado Camilo Martins recebe campeã de muay thai que representará Santa Catarina na Tailândia

fe53249c1e5c8eda6f4e9a9644343a8a.jpeg “Tainá” foi dirigido por Renata Massetti e tem a atleta da Guarda do Embaú como protagonista

2b2108ddd734a84ab88bc1860b06c321.jpg Equipe da Associação Laura dos Santos é destaque em competição nacional de jiu-jitsu

8c3d42b7a9ca943e04b20f66e1b9ec36.jpeg Judô: equipe de Palhoça conquista vagas em Campeonato Brasileiro Regional V

Beltrano - Edição 971

 

Histórias que Palhoça Conta – Parte II

 

Continuação: O cavalo que cagava dinheiro e o tesouro da Pedra Branca

Disse o Maneca pra mulher:
“Faça o trabalho direito
Pegue esta bexiguinha
Amarre em cima do peito
Pro conorele não desconfiar,
Faça o trabalho direito”!

Quando Eleodoro apareceu
Na curva lá da estrada,
Maneca soltou um grito:
“Morre, sua desgraçada”!
E na frente de Eleodoro,
Ele lhe deu uma facada.

A facada calculada 
Arrebentou a bexiguinha
E a mulher ficou lavada
Com o sangue da galinha
Maneca gritou: “Morre, danada
Nunca mais comes farinha”!

Eleodoro gritou pra ele
Quando viu a mulher morta:
“Esteja preso, bandido!
E tomou conta da porta
Disse o Maneca: “Vou curá-la!
Só porque o senhor se importa”.

“Maneca, tu és bandido
Infame de cara dura
Todo mundo apreciava
Esta infeliz criatura
Depois dela morta,
Tu ainda diz que tem cura?”

“Compadre, não admito
O senhor dizer mais nada,
Não é crime se matar
Sendo a muié malicriada
E menos de dez minutos,
Eu dou minha véia curada.”

Correu, foi pegar a gaita
Começou logo a tocar
De repente, Eleodoro viu
A mulher se endireitar
Depois, ela disse: “Estou boa,
Já posso me levantar...”.

Eleodoro ficou surpreso
De ver a mulher curada,
Porém, como estava vendo
Ela muito ensanguentada
Correu até ela, mas não viu
Nenhum sinal de facada.

O Maneca, entusiasmado
Disse: “Isso já aconteceu
Quando esta gaita estava
Na mão de quem me vendeu,
Por lá, já fez muitas curas
Em gente que já morreu”.

“No lugar onde eu estiver
Não deixo ninguém morrer,
Como adquiri esta gaita
Muita gente quer saber
Mas ela me é tão cara
Que nem convém lhe dizer”.

Eleodoro, que tinha vindo
Somente propor questão
Porque o cavalo velho
Nunca cagou um tostão
Quando viu a tal gaita
Quase morreu de ambição.
“Compadre, você desculpe
De eu ter tratado assim
Porque agora estou certo
Eu mesmo fui o ruim
Porém, a sua gaita 
Vai servir bem para mim.”

“Como eu sou um homem
De muito grande poder
E tu sendo um homem pobre
Ninguém vai te proteger
Perca o amor a essa gaita...
Responda se queres vender.”

“Porque a minha mulher
Também é muito estouvada
Se eu comprar esta gaita
Dela não suporto mais nada
Se quiser teimar comigo,
Eu também lhe dou uma facada.”

“Ela, ao se ver quase morta
Já conhece o castigo,
Mas eu, com esta gaita,
Salvo ela do perigo
Ela, daí por diante,
Nunca vai mais teimar comigo.”

Disse-lhe o Maneca:
“O senhor faz muito bem,
Quer me comprar a gaita
Não venderei a mais ninguém
Custa seis contos de réis,
Por menos nem um vintém”.

Pagou a gaita e correu
E foi mostrar para mulher!
A velha zangou-se e disse:
“Vá mostrar a quem quiser!
Eu não quero ser culpada
Do prejuízo que houver”.

“Tu és mesmo um velho
Avarento e interesseiro,
O que já fez do seu cavalo
Que defecava dinheiro?
Meu velho, dê-se respeito,
Não seja tão embusteiro”.

Ele findou as palavras
A velha ficou teimando,
Disse ele: “Velha dos diabos
Você ainda está falando?”
Deu-lhe quatro punhaladas
E ela foi se passando...

Eleodoro, muito ligeiro
Foi buscar a gaitinha,
Ele tocava e dizia:
“Acorde, minha velhinha”.
Porém, a pobre da velha,
Nunca mais comeu farinha.

Eleodoro estava pensando
Que sua mulher retornava
Ela acabou de morrer
Porém, ele duvidava
Depois é que percebeu
Que a gaita não prestava.

Eleodoro dizia, chorando:
“Este crime, hei de vingá-lo
Seis contos desta gaita
Com outros seis do cavalo
Maneca não vai enganar mais ninguém,
Porque pretendo matá-lo”.


(Continua na próxima edição)



Publicado em 22/11/2024 - por Beltrano

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg