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Beltrano - Edição 712

Em briga de marido e mulher, não há quem não bote a colher

Extra! Extra!! Segundo o Diva (Departamento Intermunicipal da Vida Alheia), não anda nada bem a relação amorosa do seu Palhoça com a dona Pinheira. Dizem as más línguas que a rapariga tem apanhado tanto, mas tanto do Palhoça, que não aguenta mais ficar casada com o marido! Falam ainda que os maus tratos estariam registrados em BOs nas secretarias de Serviços Públicos, Infraestrutura, Turismo, Educação, Saúde... e que pela gravidade das denúncias, seu Palhoça já devia ter sido indiciado com base na Lei Maria da Penha! É mole?! Rá, rá, rá, rá... Ela era bela demais da conta e o Palhoça não deu conta!
 Fala-se até em separação. Dona Pinheira e os amigos dela alegam que o marido não possui competência para manter o relacionamento. Se bem que, na prática, o casal dorme em camas separadas faz tempo. É a conhecida separação de corpos! Ele não passa do rio Cubatão e ela nunca esteve no loteamento Pagani! As poucas vezes em que conversaram mais intimamente, sempre foi por ocasiões de eleições e às vezes durante as temporadas de verão. Rá, rá, rá, rá...
Sei muito bem que em briga de marido e mulher não se bota a colher, mas fiquei sabendo que a dona Pinheira vai pedir o divórcio, alegando que seu Palhoça é broxa! Pelo menos com ela ele nunca levantou! Não dá assistência, você entendeu, né?! “Ele sempre foi um porta-mi-lá”, diz dona Cotinha, amiga da Pinheira, e não é de hoje não: “Sempre foi assim, meu filho”.
E continuou a ladainha: “A Pinheira carece de um casamento mió, tadinha, merece ser tratada a pão de ló, com magi amô e rispeito. Linda como é! Uma formosura de muié!!! Mas o venta furada do Palhoça, aquele marido dela, pegou a coitada virgem e deixô toda esteporada! Só promete, promete e não cumpre... Nunca deu no coro!! Ela me confessô que nem procurá ela mais ele procura!! Magi a Nossa Sinhora Piriquita da Cova Funda, protetora das muié desiludidas, sabe o qui faz, deve ser por isso que o casamento nunca deu frutos, né?!”, diz dona Cotinha, indignada.
A Zurilda do Virso da Valmira também deu seu testemunho: “Coitada, sofre tanto essa rapariga na mão daquele amarelo! Até banho ela já deu nele, mali agradecido... Peixinho na boca eu já vi muitas vez ela dá... Pra ela, nem um vestidinho de chita ele deu! Calçado? Nem pensar!! Se tem um ou dois sapato é porque, muito religiosa, pediu e ganhou da Santa Catarina! Vive de pé no chão, a desmelinguida!! Dá dô di vê!!”. Disse a Zurirda, enquanto apontava o dedo em riste para o Vilson: “Se tu fizé um tiquinho ansim que o Palhoça faz com a Pinheira, eu já tinha te cortado o saco fora, visse?!”
Eu, como todo mundo sabe, não gosto de colocar o bedelho na vida dos outros, mas continuei escutando, e assim pude colocar em pratos limpos essa história. Procurei o Antônho do Bidunga e ele me confirmou que a Pinheira muito deu ao marido, principalmente toda a beleza que possuía nos melhores anos da sua vida, quando ainda era mais nova: “Imbora, ainda munto bela, uma vez, incasquitou que precisava de uma plasticazinha aqui e ali, coisa de muié, mas o que é que ele fez, o quê? Prometeu! Mas o pedido entrou por um zuvido e não chegou no oto!! Coitada, nem queria uma lipo compreta não, nunca foi inxigente, precisava só de uma plasticazinha pra melhorar o visual, quem sabe um punhadinho de silicone pra modi poder continuar recebendo o marido de peito aberto, magi mofô com a bomba na balaia, coitada”.
Ainda segundo o Antônho: “Não que seus peitos precisassem da recauchutagem, mas sabe como é que é: com tanto corretor de imóveis tarados por aí, não há teta que aguente a Lei da Gravidade! Para vocês terem uma ideia da falta de consideração do tal Palhoça, nem um estojozinho de maquiagem nesses anos todos de casamento ele deu pra ela. Mali mali ele dá pra ela um pozinho de arroz! Tem vivido uma vida de penúria”, completa o Antônho.
Agora é esperar pra ver se essa briga de casal tenha um final feliz! Acho difícil, até porque vem chegando uma nova temporada de verão, e até agora o Palhoça nada! Rá, rá, rá, rá...
Isso me remete a uma outra história que o Antônho do Bidunga me contou:
Diz ele que o Zé da dona Noca chegou pro seu Palhoça e falou:
- Palhoça, tua muié tá ti botando o par de chifre com um turista.
- Magina, cumpadi! A Pinheira num trai eu não. Tu tá inganado, homi.
- Palhoça, Palhoça! Abri teus zóios, homi da minharma! Toda vegi qui tu sai pra ir pros Pagani, o turista vai pra tua casa e deita e rola com ela. Sem dó i sem piedade, visse?!
- Oió, ió, ió, ió, ió, ió... duvido e faço poco! Nenhum turista tem corage pra tanto...
- Magi intão não tem!! Pode espiá pra tu vê.
Desconfiado com o que o Zé disse, o Palhoça, naquele dia, fingiu que foi trabalhar no loteamento Pagani e se escondeu dentro do guarda-roupa e ficou olhando pela fresta da porta. Logo viu a Pinheira e o turista entrando no quarto e indo pra cama, começando a festa. 
Mais tarde, Palhoça encontrou o Zé, que perguntou o que aconteceu.
O Palhoça, então, relata, cabisbaixo:
- Foi terrive di vê, Zé! Ele atirou ela em riba da cama, tirô a brusa, e as mamicas caíram; tirô a carcinha, e a barriga e a bunda dispencaro; tirou as meia, e apariceu aquela varizaiada toda, as canela tudo cabiluda; e eu, dentro do guarda-roupa, casmão na cara, pensando: “Ai, meu Deus! Qui vergonha que tô desse turista”. Rá, rá, rá, rá...
Tô indo, porque nesse vai e vem eu não vou mais. Ainda se o vai e vem fosse e viesse, o vai e vem ia, mas como o vai e vem vai mas não vem, o vai e vem não vai! Entenderam? Nem eu! E se escreveu, não leu... é burro!!



Publicado em 24/10/2019 - por Beltrano

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