palhocense.jpg

Sem Perder do Ritmo - Edição 566 - 01/12/16

01 Dezembro 2016 11:16:33

sandro_pallaoro-1.jpg
Sandro Palaoro deixa um legado

CADÊ O RELÓGIO QUE NÃO TOCA?
A terça-feira começou e as manchetes de todos os sites, jornais, programas de televisão e redes sociais só falavam da queda de um avião na Colômbia, avião esse que levava a delegação da Chapecoense para o jogo mais importante da sua história. Eu liguei o rádio e os repórteres falavam em 71 mortos, apenas alguns sobreviventes e a cada segundo mais e mais informações trágicas, e eu esperando o relógio tocar para que pudesse sair daquele pesadelo. Nunca desejei com tanta ansiedade que o relógio tocasse e fizesse sair daquele momento de angústia. Infelizmente não se tratava de um simples pesadelo, era a realidade dura de uma tragédia jamais registrada envolvendo um time de futebol. Até agora não consegui voltar ao normal, imaginando a dor e o desespero de todos que estão envolvidos diretamente com essa fatalidade. Companheiros de profissão, jogadores e dirigentes perderam suas vidas em um momento que deveria ser única e exclusivamente de alegria. Que Deus conforte os corações dos familiares e amigos.


UM EXEMPLO
Sandro Palaoro, presidente da Chapecoense, que infelizmente morreu no acidente, assumiu o clube em 2003 e montou a sua equipe de trabalho e em pouco tempo os objetivos começaram a ser atingidos. Da série C o time chegou à Série A e ganhou o reconhecimento da imprensa nacional, não só pelo futebol apresentado dentro de campo, mas principalmente pelo exemplo de administração. A tragédia interrompeu uma trajetória vitoriosa de uma equipe de trabalho que não se contentava apenas em participas das competições, mas buscava sempre alcançar objetivos mais altos.


SOLIDARIEDADE
Emocionante as manifestações do mundo do futebol em relação à Chapecoense. Os maiores clubes e instituições do mundo manifestaram a sua solidariedade, jogadores de todo o planeta se sensibilizaram com o acontecimento e fizeram manifestações de carinho para o time catarinense. Pela primeira vez, eu vi o verdadeiro Fair-play do futebol. Times colocando jogadores de forma gratuita à disposição da Chapecoense, dirigentes propondo que o time do Oeste não seja rebaixado pelos próximos três anos e a atitude dos dirigentes do Atlético Nacional, que mandaram um documento para a Conmebol solicitando que o título da Copa Sul-americana seja dado ao time de Santa Catarina.


SAI BRUXA
////////////////////////////////////////

Imagens


logo palhocense.png

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina