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Santa Bola - Edição 569 - 22/12/16

22 Dezembro 2016 08:15:46

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Cristiano Ronaldo ou Messi
Marcar um craque é difícil. Mais fácil é impedir que a bola chegue a ele. Exercer vigilância e combater quem lança, sem se descuidar do craque.
Cristiano Ronaldo é o resultado de muitos treinos, repetições em todos os fundamentos, até que o mais simples ou complicado seja desenvolvido por ele com naturalidade para cumprir suas tarefas em campo.
É um jogador decisivo, letal e contundente. Ao menor descuido, pimba!! É um atleta completo.
Lionel Messi é aquele que tem a arte do drible e do improviso e que encanta os críticos.
As jogadas do Messi são surpreendentes, fantasiosas, de um repertório inesgotável e o que é mais importante: eficiência e eficácia. Por isto é o melhor do mundo!! É um artista perfeito. 


Diferença técnica
A diferença técnica invariavelmente decide a maioria dos jogos. Estou abordando e enfatizando esta frase para justificar o título do Real Madrid, como campeão mundial inter clubes.
Nos dias de hoje, no universo do futebol, há um abismo técnico e forma de jogar do Real Madrid e Barcelona para as demais equipes de futebol do mundo.


A bola pune
Como diria o grande Murici Ramalho, que hoje optou por ser comentarista, dizia invariavelmente que a bola pune. Na verdade, o teor desta frase, principalmente, era subestimar o adversário.
Não tem mais ninguém bobo. O Atlético Nacional, que virou a coqueluche brasileira depois da tragédia, tomou 3 a 1 do Kaschima. E olha que a equipe colombiana terminou o ano como o melhor time das Américas.
E na decisão, o time japonês vendeu caro o título para o Real Madrid.


Diferença financeira

Dentre as competições que se realizarão em 2017, por ordem de importância, a sequência é a seguinte:
1ª - Libertadores da América;
2ª - Brasileirão Série A;
3ª - Copa do Brasil;
4ª - Sul-americana;
5ª - Brasileirão Série B;
6ª - 1ª Liga
7ª - Campeonatos estaduais.
Diante dessa exposição de importância, tanto Avaí quanto Figueirense participarão de quatro dessas competições.
Como tudo na vida, o mais importante é começar bem e em consequência terminar bem. A formatação dos elencos para o Campeonato Estadual deve ser cuidadosa, criteriosa e sem apelos emocionais, principalmente quando advém de torcedores e da imprensa esportiva.
Realizando um bom estadual, será um alicerce para os Brasileiros A e B.

Pequena lembrança
Os recursos financeiros advindos da televisão são discrepantes de uma série para outra.
Para se ter uma ideia, o Internacional irá embolsar R$ 60 milhões, o Goiás R$ 35 milhões e os demais R$ 5 milhões.
Juízo, Figueira...


Virada do ano em Paris

Depois de ter passado um sufoco muito grande em 2000 e 2001, do ponto de vista emocional, pela perda da minha mãe e ter ficado desempregado estes dois anos, nunca perdi a esperança e muito menos o bom humor.
Enquanto esperava um convite para trabalhar e pra não ficar fora do contexto futebolístico, era um dos comentaristas do programa Show de Bola da TVCom de BH, ao lado dos ex-craques Wanderlay (Cruzeiro e América) e Beto (Atlético e campeão brasileiro em 71 pelo Galo). Ainda compunham a mesa o ex-árbitro José Alberto Teixeira e os comentaristas Marcos Vinícius, o Marcão, da rádio Inconfidência e Maurício Costa, da rádio Itatiaia. O comando era do conceituado radialista Afonso Alberto. Assim íamos tocando a vida, até que aparecesse uma proposta.
Os ventos acabaram soprando a favor das minhas esperanças de trabalhar de novo no campo, de preferência no exterior. E foi através de exaustivas intermediações de meu saudoso amigo Gilberto Santana, com elementos ligados ao futebol do Oriente Médio, que foi acertada minha ida para dirigir uma equipe da primeira divisão da Arábia Saudita. O time era o Al Tai, da cidade de Hail, de aproximadamente 400 mil habitantes. O contato foi feito em meados de dezembro de 2001, e era preciso que eu estivesse lá no começo de janeiro para disputar o segundo turno e também a Copa do Rei.
O campeonato na Arábia é de pontos corridos, com 16 participantes e teríamos que jogar 15 partidas e o Al Tai estava em último lugar. O objetivo era permanecer na primeira divisão, o que foi alcançado na penúltima rodada.

Vaiado pela galera
Mas o pitoresco aconteceu ainda em Belo Horizonte. A autorização para pegar as passagens aéreas só chegou no dia 28 e a viagem foi marcada para o dia 30 à noite. Saí de São Paulo rumo a Paris. A virada do ano seria na capital francesa, e no dia 02 seguiria para Amam, na Jordânia. De lá para a Arábia.
Mas veja o que me aconteceu: teria que pegar as passagens na Zona Sul de BH, e morava na Zona Oeste. Bem despojado, de sandálias, bermuda e camiseta, pequei um coletivo rumo ao destino. De pé, segurando com uma das mãos aquela argola no teto para se equilibrar, atendi ao celular. Era meu amigo Isnard, querendo saber detalhes da viagem. Ele insistia e eu despistava, diante dos olhares de todos. Queria saber a todo custo onde eu passaria a virada do ano! Respondi que passaria fora. E ele insistia:
- Fora aonde?
De tanto insistir, não aguentei e soltei:
- Vou passar em Paris e depois viajo para Jordânia. Depois te explico.
Alguns ensaiaram uma vaia baixinho. Desci no próximo ponto. Ao descer, tomei uma vaia daquelas. Sem me fazer de rogado, solenemente, mandei todos a p... que pariu. Segui meu roteiro e tive uma passagem de ano inesquecível!

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