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Santa Bola - Edição 563 - 10/11/16

10 Novembro 2016 08:50:42

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Alfredo Di Stéfano Laulhé

Deu pra bola

Só milagre! É o que pode acontecer com o Figueirense para a sua manutenção na Série A em 2017. Nos números eu acredito. Só não posso acreditar e nem iludir os leitores com relação à performance do Figueirense durante toda a competição.
Em 34 jogos, ganhou sete. Teria que fazer em quatro jogos restantes 100% de aproveitamento, É possível? Sim! Mas com Pedroso, Pará, Jeferson, Ferrugem, Rafael Silva, Badi, Dodô, Caucaia, Lins, Airton, etc, é pouco provável!
Ah, e tem mais: torcer para que a fila não ande para Vitória, Sport Recife, Internacional e Coritiba, é pouco provável!

Recomeço
Vamos começar agora em novembro o planejamento para 2017. Seria de bom alvitre, distanciar de empresários de jogadores, fazer criteriosamente o mapeamento de atletas que, além de boa técnica, ter comportamento confiável com a vida esportiva. França e Carlos Alberto contaminaram o ambiente.


Valorização do ponto

O empate do Avaí conseguido contra o Oeste, em Barueri, tem que ser valorizado. Não deve ser nem comemorado e nem lamentado.
O Avaí mantém uma forma de jogar muito cautelosa e explora até com certa eficiência os contra golpes. Não faz uma marcação mais agressiva, sabedor principalmente de suas limitações.

Várias decisões
À exceção do Atlético Goianiense que, merecidamente e antecipadamente ganhou a vaga para a Série A em 2017, teremos até a última rodada várias decisões.
A meu juízo, as três vagas restantes ficarão a cargo de Bahia, Avaí, Vasco, Náutico e CRB. Londrina e Ceará correm por fora. Teriam que ganhar todas e contar com combinações bem improváveis. Resta para os dois clubes o consolo da permanência.

Avaí X Náutico
Não tenho dúvidas que esse jogo de sábado próximo, na Ressacada, é o mais importante do ano para o Avaí. Se ganha, deixa o clube pernambucano no meio do caminho. Se empata, não sai do G4. Se perde sai do G4 e coloca o Náutico no páreo. Passa automaticamente a ter que vencer os dois últimos compromissos. Portanto, meus amigos avaianos, acreditem!!


Renovação Milionária

Esta semana o grande ídolo do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, renovou seu contrato até 2021. Ganhará 80 milhões por ano!
Certamente deverá ultrapassar em números de jogos e gols o maior ídolo de todos os tempos do time merengue: Di Stéfano.
Para quem não sabe ou não se lembra, leia este artigo sobre o lendário mito Di Stéfano.

Di Stéfano
Alfredo Di Stéfano Laulhé nasceu em 4 de julho de 1926, no bairro de Barracas, em Buenos Aires. O pai era filho de italianos da Ilha de Capri e a mãe, filha de francês com uma irlandesa.
Queria ser aviador. Mas ao 19 anos já estava no River Plate. Em 1949, com uma greve de jogadores na Argentina, mudou-se para a Colômbia, onde se naturalizou e jogou no Milionários. Saiu como maior artilheiro do time, com 267 gols.
Sua melhor fase começaria em 1853, depois de ser contratado pelo Barcelona, mas o Real Madrid entrou no circulo e o levou. O Real tentou fazer um acordo: Di Stéfano jogaria um ano em cada time. O Barcelona não topou e Don Alfredo I reinaria absoluto no ataque do Real Madrid pelos 11 anos seguintes. 
Assim começou a se projetar de verdade na elite do futebol europeu. Mesmo depois dos 30, tinha fôlego inteiro. Jogou 403 vezes e marcou 307 gols.
Naturalizou-se também espanhol e em 1960 virou companheiro de Didi, com quem não se dava. As más línguas diziam que Di Stéfano teria ciúmes do brasileiro. O argentino negava: “ele andou dizendo que eu não lhe passava a bola. Como? Eu jogava na frente e ele atrás. Didi é que tinha de passar a bola para mim”, declarava.
No dia 20 de agosto de 1963, participou do Mundialito de Clubes em Caracas. Lá foi sequestrado e ficou refém da Frente Nacional de Libertação da Venezuela por 57 horas. Em 1964, continuava em plena forma. Só desistiu de continuar jogando quando soube por seu filho que ia ser avô.
De 1867 a 1991 trabalhou como técnico. Suas maiores conquistas foram dois campeonatos espanhóis pelo Valência.
De 2000 até o fim, ocupou o trono do presidente honorário do Real. Em 2006, o estádio usado pelo time B merengue foi batizado com seu nome. Em 2008, foi nomeado presidente honorário também da Uefa. Em 2005, enfrentou um violento enfarte. Mas não se abateu e em 2013 (aos 87 anos) declarou que pretendia se casar com sua secretária Gina, de 36 anos. Com essa declaração, foi interditado do uso do patrimônio, repassado para os filhos. A novidade: a noiva sumiu!
Em 5 de julho de 2014, comemorava seus 88 anos com a família num restaurante perto do estádio Santiago Bernabéu, quando sofreu outro enfarte enquanto almoçava. Dessa vez, teve parada cardiorrespiratória por 18 minutos. Foi internado e morreu às 17h15, de 7 de julho de 2014. Deixou no jardim de sua casa a escultura de mármore de uma bola com a inscrição: “Gracias, vieja!”
(Fonte: Revista Placar) 

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