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Santa Bola - Edição 562 - 03/11/16

03 Novembro 2016 09:17:26

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Situação complicada
Faltando cinco jogos para encerrar a competição, isso é, 15 pontos em disputa, o Figueirense sem depender de combinações favoráveis dos jogos daqueles times que estão próximos, necessita de quatro vitórias.
Mas, a fila anda! Será que o Vitória, Sport, Coritiba e Internacional irão tropeçar rodada a rodada? A meu juízo é pouco provável.

Haja matemática
Como analista de futebol, os meus comentários e projeções são e serão sempre do ponto de vista técnico. Por quê?
Analiso principalmente a campanha pretérita e a lucidez de seus jogadores.
Nesses últimos seis jogos, isso é, 18 pontos disputados, o Figueirense somou apenas dois pontos. Vamos e venhamos, amigos alvinegros, é desanimador!
Agora, se formos analisar do ponto de vista matemático, tudo é possível.
O que me desanima e me desesperança, é a falta de criatividade na meia cancha. Somente Gatito, Marquinhos, Bruno Alves e Rafael Moura não comprometem.
Tomara que as preces dos meus amigos Alan Zacchi, Adelson e do boa praça e grande comerciante João Sebo, sejam atendidas! Haja reza! 


Muito cuidado Avaí
Dia desses conversei com o Marquinhos Santos, que pediu minha opinião. Fui incisivo: tem que jogar um pouco mais, senão não sobe. Aliás, disse pra ele que aqueles que estão na iminência de subir, ou seja, Vasco, Náutico, Bahia, Londrina, CRB e até a Luverdense poderão complicar a vida do Avaí.
A meu juízo, o Atlético Goianiense, pela regularidade, a não ser que tenha tropeços na caminhada final, o que acho pouco provável, deverá estar matriculado na Série A em 2017.

Vencer ou vencer
Por essas projeções, que o Avaí não pode nem sonhar em perder pontos para o Paraná, nesse sábado, na Ressacada.

Preocupação
O Avaí nesse momento não tem Alemão, Luan, Lucas Coelho e William. Tenho dito sistematicamente que a Série B é de uma igualdade escancarada.
O que diferencia é o aproveitamento, muita marcação e principalmente a sorte. E a sorte tem acompanhado o Avaí. Só tem um porém: a sorte tem prazo de validade. Em compensação, o Avaí só depende dele.
Nesta reta final todos têm que estar engajados nesse apoio: dirigentes, imprensa, comando técnico, jogadores e, sobretudo, os torcedores.
Rosinei da Farmácia Aririú, Serginho Wagner e seu irmão Renato Wagner estão confiantes.


Não tem princesa nas mil e uma noites

Tive duas passagens pelo futebol do Oriente Médio, em particular na Arábia Saudita. A primeira vez foi em 1996, dirigindo o al Raed, da cidade de Buraida, de aproximadamente 200 mil habitantes. Como era um time de segunda divisão, havia muita dificuldade para encontrar um intérprete.
Mas, por sorte, jogava nesse time um brasileiro que já estava por lá há uns três anos e que, coincidentemente, tinha sido meu jogador no Criciúma. Falo do nosso Gilmar Madeira, que até há pouco tempo atrás, treinava as categorias de base da Fundação Municipal de Esportes de Balneário Camboriú. Minha tarefa ficou menos dificultosa, porque eu passava as instruções para o Gilmar, que repassava para seus companheiros.
Na Arábia Saudita praticamente não há nenhum tipo de entretenimento como teatro, clube social, cinema, casas de jogos, boate, bebida alcoólica e rendez-vous, então, nem pensar! Também é proibido namoro e por isso a incidência de homossexualismo, mormente entre os homens, é muito grande.
Aliás, uma curiosidade interessante: os noivos só se conhecem no dia do casamento num enlace previamente planejado entre os pais, combinado através do dote pago pelo noivo que varia de mil a 50 mil dólares.
Para mim, como bom mineiro desconfiado, acho que tem alguma pulada de cerca antes do dia do casamento. Respeito esse fanatismo religioso inerente ao muçulmano, que para completamente o país cinco vezes ao dia, para rezarem ajoelhados durante dez minutos: às 5h, às 12h, às 15h, às 17h30min e às 19h30min. Em função disso, os jogos são programados para iniciar logo após a reza das 15h.
Numa das viagens, convoquei um jovem de 17 anos – Abdalla, para fazer parte da relação. Iríamos enfrentar o time da Damã e era a grande oportunidade para o garoto. No voo que durou aproximadamente uma hora e meia, percebi que o menino estava sendo assediado por seus companheiros. O revezamento nos afagos na cabeça, no rosto, nas costas e na bunda, eram constantes.
Incrédulo, perguntei ao Gilmar de que se tratavam aquelas manifestações. Meio sem jeito, o “Juma”, como era chamado o nosso capitão, respondeu:
- Ih chefe, tenho impressão que o menino vai ser batizado essa noite.
Não deu outra. No dia seguinte veio o comunicado do diretor de futebol Sadic Fayed:
- O Abdalla está sem condições de jogo.
Na volta para Buraida, irritado com o fato acontecido em Damã, durante o treinamento, tirei do time um zagueiro, que além de não estar jogando bem teria comandado o “batismo” de Abdalla. Acabei perdendo dois titulares: o próprio zagueiro e o centroavantes, que saiu em defesa do companheiro. Só então descobri que os dois eram namorados. E fiéis!

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