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Santa Bola - Edição 560 - 20/10/16

20 Outubro 2016 11:22:24

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Eficiente sem brilho

É o que tem acontecido com o Avaí. Depois da derrota para o líder do campeonato da Série “B”, Atlético Goianiense, o Avaí venceu dois jogos consecutivos. A primeira vitória foi na Ressacada, sobre o Tupi, num jogo parelho. Contou com a sorte num gol contra do zagueiro tupinense.
Nessa terceira fase, voltando a Goiânia, derrotou o Vila Nova, no último minuto, jogando menos que o time da casa.
O Avaí tem conseguido vitórias invariavelmente sem impressionar. Porém, durante os jogos sempre mantém uma regularidade dentro de suas limitações e apenas joga o suficiente para vencer.

Futuro
Independente desses resultados positivos, a meu juízo, se não acontecer contratempo, falta muito pouco para o Avaí acessar a Série A. Somente uma queda vertiginosa pode impedir o acesso. Improvável!

Bocas Santas
Aliás, é bom dizer, se possível repetidamente que, a exceção do Joceli dos Santos, Evando Guimarães, o vitorioso e inteligente treinador Claudinei Oliveira e o presidente Francisco Battistotte contrariaram as previsões da maioria dos “entendidos” que militam na imprensa esportiva de Florianópolis.

Cautela
Todos sabem que, do ponto de vista individual, o Avaí é discreto e de futebol previsível. Não tem jogadores que disponham do fino trato com a bola, excetuando o Marquinhos, se tiver inspirado em assistências com a bola em movimento ou nas bolas paradas. O ponto alto é o sistema defensivo, começando com o goleiro Renan.


Interferência

Ninguém discute a interferência negativa do árbitro mineiro Igor Benevenuto na derrota do Figueirense para o Palmeiras. Errou em lances capitais que decretaram a vitória palmeirense.
Só tem um porém: é bom daqui para frente parar de chorar leite derramado e olhar para o próprio umbigo.

Criatividade limitada
Sempre nas vitórias do Figueirense, invariavelmente, o goleiro Gatito era escolhido como o melhor jogador em campo. Ora, meus amigos, quando o goleiro sistematicamente, independente do resultado do jogo, se destaca como o melhor em campo, o time tem que ser revisto.
O Figueirense não tem criatividade no meio-campo. Os homens desse setor são os maiores responsáveis pelas concentrações nas jogadas e pelas coberturas inicialmente.
Depender de Jeferson, Iago, Caucaia, Ferrugem, Renato, Badi, Ortega, Dodô, etc. É muito sofrimento!
Ah, não podemos desconsiderar a inoperância de Everton Santos, Rafael Silva e Maurides. Coitado do Rafael Moura!!!


A Santa Bola

A vida rola na bola... No gramado, na terra, no sol! A gente se agita com o futebol, mora num planeta esférico e depende da energia do disco solar. O universo foi descrito como uma bola sem fim ou sem fronteiras! O ser humano começa numa bola, o ovo, e cresce em outra, a barriga! Na infância, lá em Belo Horizonte, no Grupo Escolar Pedro II, vencer o desafio de desenhar uma bola media nosso desenvolvimento. Onde quer que se olhe, lá está ela, redonda a encantar-nos e causa tanto encantamento que a elegeram a figura geométrica perfeita, pois contém as formas redondinhas e, como toda mulher, extremamente caprichosa! Senão vejamos:
Bola de tênis: Pequena, aveludada, rápida e traiçoeira. De vez em quando descansa na rede para a tristeza de quem não sabe receptá-la.
Bola de tênis de mesa: Também pequena, mais leve, mais rápida e às vezes tem o mesmo comportamento de sua prima das quadras!
Bola de vôlei: Livre, leve e solta. Gosta de ser passada de mão em mão, ser jogada para cima e também de uns tapas – que não doem, porque é muito alisada no momento do saque, o que deve servir de anestésico. Ela, que gosta de atenção, detesta a rede, que tira sua evidência.
Bola de basquete: É a mais pesada e até a mais acariciada. Mas é também mais afoita e apressadinha. Ao contrário das outras, adora uma cesta – aninhar-se nela é como o carinho do namorado.
Bola de gude: Essa, coitada! Vive com dores por causa das pancadas que dá e leva na cabeça. É o famoso “teco” do jogo de bolinha de gude, mas em compensação povoou a infância de todos nós.
Bola de sabão: Segundo meu irmão, poeta e escritor Ronaldo Guimarães, é a mais sensível! Num de seus livros, define à sua maneira: “É uma pena que vive tão pouco. Mas poder vislumbrar os olhinhos extasiados das crianças para as bolas coloridas e borbulhantes, que despontam equilibrando em canudinhos e depois voam mansas e silenciosas, nos faz pensar que tudo vale a pena. Bolinhas de sabão são como borboletas. Efêmeras e belas. Parece que vêm ao mundo de passagem, rapidamente só para nos mostrar que a vida vale ser vivida. Tenho certeza que, quando estouram, não sentem nenhuma dor. Vão brilhar em outros mundos”!
Bola de cristal: A única que pensa e prevê o futuro dos homens, mulheres e crianças.
E finalmente:
Bola de futebol: A mais maltratada, mas em compensação a mais idolatrada, que eventualmente faz a fortuna de poucos e o infortúnio de muitos. Essa bola é a mais reverenciada do planeta, que construiu um mundo sublime em que se misturam emblemas, sortilégios, lágrimas, geometrias, prazeres, fascínios e consolações.
Hoje a nossa bola é muito judiada e são poucos que a chamam de “menina”. Gabriel Jesus, Balle (Real Madrid), Felipe Coutinho, Suarez, Drogba, Owen, Lionel Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo, Tierry Henry, Iniesta, Xavi, Ozil... São alguns que a tratam com mais delicadeza.   

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