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Santa Bola - Edição 559 - 13/10/16

24 Julho 2017 21:45:41

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Descrédito
Diante das últimas atuações do Figueirense, pairou um descrédito em seus torcedores. A rigor, somente Gatito na zaga e o Rafael Moura respondem aos anseios dos alvinegros. A meia-cancha, independente de quem joga, não cria, não marca e principalmente não abastece o poder ofensivo, que fica restrito ao oportunismo de Rafael Moura.


Força de conjunto
O que resta nesta reta final para o Figueira é a organização e o poder de marcação. Até o grande aliado que é o fator local não está fazendo a diferença. Um dos fatores que está prejudicando é a afobação, proveniente por estar frequentando a zona de rebaixamento sob pressão de acertar logo.


Apostar em quem?
Se o Figueirense tivesse alguém com recurso individual para decidir algum jogo, poderia renascer alguma esperança. Mas quem seria? Não vejo, neste momento, ninguém. Mesmo porque, o retrospecto de todos são limitações escancaradas. 


Ganhar ou ganhar
Até o fechamento da edição do jornal Palhocense, não sabíamos o resultado do jogo de ontem em Curitiba, entre Figueirense e Coritiba. Se o Figueirense tiver vencido, é prenúncio de esperança e motivação extra para o jogo de domingo, contra o Palmeiras, aqui no Scarpelli. Se empatar, acrescenta pouco. Se perder, tira o Coxa do perigo do rebaixamento.


Vitorioso
Convenhamos, amigos: a troca de comando na Seleção Brasileira, com praticamente os mesmos jogadores, mostra o quanto de tempo perdido aconteceu no futebol brasileiro. Foram quatro vitórias seguidas com organização, planejamento de jogo e estratégia adequada.
Podemos até nos dar ao luxo da ausência do Neymar. Isto não aconteceu na Argentina, que, indiscutivelmente, tem a dependência do Messi. Haja vista a posição na tabela dos nossos “hermanos”, que neste momento está fora temporariamente da zona de classificação para a Copa da Rússia.
Por enquanto, estamos nos distanciando de ficarmos reféns da esteira daquele fatídico 7 a 1 no Mineirão.


Avaí continua no G-4
Mesmo tendo perdido o jogo contra o Atlético Goianiense em Goiânia por 3 a 0, não desestabiliza o Avaí na sua caminhada para o acesso. Isso porque o Avaí foi para Goiás com quatro desfalques consideráveis: João Felipe, Marquinhos, Lucas Coelho e Capa. Aliás, é bom destacar que, mesmo ganhando os últimos jogos, o Avaí não convenceu plenamente nas vitórias.


Obrigação de vencer
Neste sábado, contra o Tupi, na Ressacada, pelo retrospecto de ambos, é inadmissível outro resultado a não ser a vitória. Qualquer outro resultado dará chance para o azar.


Análises irônicas de algumas mentiras do futebol

Em recente estada em Minas, encontrei-me com o amigo famoso Tostão e trocamos algumas ideias sobre os clichês que muitos usam no futebol e nem sabem o porquê.

Além dos clichês, ando meio de saco cheio com algumas palavras ditas constantemente por treinadores e jogadores para explicar resultados. São elas: equilíbrio, atitude, determinação, pegada, comprometimento, ajuste, entrosamento, definição, aproveitamento, descontrole, desempenho, garra, desatenção (na bola parada, na primeira bola, na segunda bola, etc.) e por aí afora. Ah, ia me esquecendo: não pode perder o foco!

“A melhor defesa é o ataque”. O time que só ataca e não defende, perde;
“Pênalti deveria ser batido pelo presidente”. Alguns presidentes não servem nem para bater tiro de meta;
“A bola procura o artilheiro”. Bola não enxerga. O artilheiro é que tem de procurá-la;
“Treino é treino, jogo é jogo”. Somente para Pelé, Didi, Reinaldo, Tostão, Rivelino, Kaká, Ronaldinho, etc.;
“2 a 0 é o resultado perigoso”. É mais perigoso do que 3 a 0 e menos perigoso que 1 a 0;
“Meu time tem que ter pegada”. Tudo bem, mas tem que ter talento;
“Empate fora de casa é bom”. Em campeonatos de pontos corridos, o empate é primo-irmão da derrota;
“Pênalti é loteria”. Pênalti é competência e treinos;
“O importante é competir”. O importante, principalmente no futebol, é vencer. Se quiser competir, vai dar aulas em colégio de padres. E olhe lá, hein?!;
“Vamos jogar no erro do adversário”. Se você treinar bem e acertar o time, induz o adversário ao erro;
“O técnico tem o time nas mãos”. Só quando está ganhando;
“O grupo está fechado”. Tem que estar aberto ao diálogo, ajustes e correções para não virar panelinha;
“Futebol é uma caixinha de surpresas”. Com esta carência de craques e este amontoado de comuns, não surpreende mais ninguém;
“O time tem a cara do treinador”. Deve ser por isso que esse futebol anda tão feio;
“Time com 10 melhora”. Outra grande mentira. Por que não entra com 10?;
“Se Deus quiser vamos ganhar”. Se Deus não consegue parar guerras, como é que vai fazer gols?;
“Temos que marcar o adversário e não a bola”. Tem que marcar o adversário de olho na bola;
“Nosso grupo é uma família”. Essa é a maior mentira de todas. Realmente é uma família, mas desunida!

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