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Santa Bola - Edição 558 - 06/10/16

06 Outubro 2016 13:36:26

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Limitações escancaradas

Tanto o Figueirense como o Internacional estão acometidos  de limitações técnicas talvez maiores do que as de times de várzea de Palhoça.
A vitória do Internacional por 1 a 0, no sábado passado, em Porto Alegre, não tece nada de futebol bem jogado.
Não é por acaso que estão na zona de rebaixamento.

Sofrimento
A sorte do Figueirense, e também do Internacional, é que são teoricamente duas vagas apenas que restam para o rebaixamento. A não ser que Santa Cruz e América tenham um crescimento meteórico. A briga do Figueirense e Internacional será árdua numa disputa indigesta com Cruzeiro, Coritiba, Sport e Vitória.

Sofrível
Os homens do meio campo são os maiores responsáveis pelas concentrações nas jogadas e pelas coberturas.
A meia cancha do Figueirense com Jeferson, Renato, Josa, Elvis, Ferrugem, Dodô, Iago, etc., não acrescenta em nada. Caucaia e Elicarlos fazem falta.
O ataque se restringe ao ímpeto do Rafael Moura, e alguns lampejos do Lins. 
Se compararmos com os ataques do  Cruzeiro (Elder, William, Arrascaeta e Robinho), Vitória (Zé Love e Kieza), Coritiba Cleber e Pablo) é desanimador!

Fator local
Talvez esse seja o melhor jogador do Figueirense. Perdeu somente para o Cruzeiro. Domingo aqui em Floripa recebe o Botafogo.
O Alvinegro carioca é um time leve e abusado. Já alcançou seu objetivo, isto é, distanciar da zona de rebaixamento. Se o Figueirense não melhorar seu rendimento, não ganha!


Rumo à Série “A”
Dos últimos 27 pontos disputados, o Avaí conquistou 25. Coincidentemente faltam 27 pontos em disputa. É evidente que pelo equilíbrio da competição, é pouco provável que o Avaí repita essa pontuação.
Mas, pela eficiência, aproveitamento e a competência do técnico Claudinei Oliveira, é bem provável que o Avaí faça pontos necessários para o acesso.
Aliás, falando em Claudinei Oliveira, o competente e corajoso presidente Francisco Battistotte já está em entendimentos para a renovação do treinador para a temporada 2017.


Pérolas do presidente Dionísio

Lembro que, sempre que possível, o querido ex-presidente do Avaí tinha interessantes intervenções que proporcionavam a quem convivia com ele sensações agradáveis, mas também muito espantosas. Uma dessas “colocações” magistrais aconteceu quando eu ainda dirigia o Avaí, em 1995, e estava aborrecido com o jogador Samuel, por sua teimosia em prender demasiadamente a bola. Comentando com ele sobre esse fato e ressaltando esse defeito do garoto, eu disse:
- O garoto é muito habilidoso, tem muito futuro, mas é muito...
E ele, impiedoso, me antecipando, claro:
- Você tem razão, ele é habilidoso, mas é muito agiota.
Noutra vez, lembro-me de que ele me chamou a atenção para alguns “inters” (itens). Um deles era que eu não estava prestigiando as “preminares” (preliminares) e que era muito “corajudo” para escalar o time que jogaria  na semana seguinte contra o Marcílio Dias.

Gatos pintados
Na semana seguinte, fomos jogar em Lages diante de sete pagantes. Era uma quarta-feira, um frio daqueles de doer os ossos. Passamos um aperto tremendo, literalmente. Ganhamos a partida por 2 a 0, gols do Jacaré. No outro dia, disse que teria que fazer alguma coisa urgente, como colocar os preços mais “cessíveis” (acessíveis) para que o público fosse mais “assídio” aos estádios, para que não se repetisse o fato de Lages, onde tinham apenas sete gatos “pintados”.

A vez do Jacaré
Estava dando um treino na Ressacada quando ele recebeu o telefonema de um empresário. Se colocou de pronto para pegá-lo no aeroporto. Antes de sair, avisou que eles iriam fazer um “rapi ô”. Um happy hour, claro.
De outra feita, o jogador Jacaré estava relutante para renovar seu contrato. Fui chamado em sua sala para opinar. Fui favorável para que ele cedesse um pouco nas pretensões do jogador, pela sua regularidade e eficiência nos jogos do Avaí. Depois da renovação, ele apregoava aos quatro cantos que tinha acertado com o atleta, ouvindo as minhas ponderações, principalmente porque eu havia dito pra ele que o Jacaré tinha tido uma boa “regulagem” durante o ano.

Boca Fechada
Por essas e por outras que a dupla Miguel Livramento e Roberto Alves deitava e rolava. Em função disso, o Belmonte o interpelou em uma de nossas viagens:
- Presidente, eles te sacaneiam muito na TV.
E veio a bomba:
- Eu não dou dinheiro para eles e por isso eles vivem fazendo “chocata” (chacota) de mim. 
Após conseguir a reeleição, os órgãos de imprensa foram conversar com ele após  a apuração. Ao pegar o microfone, percebeu que os holofotes da TV estavam sendo acesos:
- Não vou falar!
- Por que Dionísio?! - Interveio o Décio Girardi.
- Eu só falo depois que apagarem os “reflectores”.

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