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Santa Bola - Edição 557 - 29/09/16

29 Setembro 2016 13:37:25

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Fora da zona
Independente da boa vitória do Figueirense sobre o Santa Cruz, esperamos que o “efeito” troca de treinador continue dando certo por mais algumas rodadas. A campanha dentro de casa é muito boa. Perdeu somente para o Cruzeiro.
Como visitante, o retrospecto é desanimador, com qualquer técnico no comando. Ganhou apenas do Santos, na Vila Belmiro, numa vitória que caiu do céu. É pouco para quem quer permanecer na Série “A”.

Fator local
Todos sabem que atualmente no futebol brasileiro, o fator local é o grande aliado na competição. Mas, se quiser alcançar alguns objetivos, é imprescindível que, usando o termo do tênis, “quebrar serviço”, isto é, ganhar como visitante, equilibra a campanha.
Neste domingo, o Figueirense vai visitar o Internacional. O clube gaúcho passa pela pior fase desde que foi institucionalizado o campeonato de pontos corridos, a partir de 2003.
Para se ter uma ideia das dificuldades de se ganhar fora de casa, nessa última rodada do Brasileirão, somente o Fluminense ganhou do Corinthians. Assim mesmo, em cima da hora.
 

Recuperação meteórica
Foram sete resultados positivos consecutivos. Seis vitórias e um empate. Este é o retrospecto recente do Avaí sob o comando de Claudinei Oliveira, muito bem assessorado pelo Evandro Guimarães e Joceli dos Santos.
O novo treinador, além de ajustes técnicos, teve coerência, justiça, algumas convicções e principalmente leitura de jogo. Pormenores esses que seu antecessor teimoso insistia em não enxergar.
O Avaí não é melhor e nem pior do que pelo menos dez agremiações da Série B. Só tem um porém: no futebol ganha quem joga melhor e não quem é melhor. É o que tem feito o Avaí nesses últimos jogos. Ah, um pouco de sorte não faz mal a ninguém! No último jogo contra o Joinville, na vitória de 1 a 0, o Tricolor do Norte teve três chances de marcar e não converteu.
Todo sistema tático é bom. Depende da movimentação das partes e da qualidade do treinamento.
Devemos ter condições de disputar uma jogada sempre com um jogador a mais que o adversário. Isso significa que a preparação física deve servir de suporte para o plano tático.

Ressaltar e maquiar
O técnico de futebol tem a incumbência de ressaltar as virtudes e maquiar os defeitos.
É o que tem feito o Claudinei Oliveira, que, por sinal, foi a melhor atitude do presidente Battistotte.

Enfim no G4
Agora só depende exclusivamente do seu comportamento técnico, sem se preocupar com outras combinações de resultados.
Se imaginarmos que Vasco e Atlético Goianiense estão bem encaminhados para o acesso, é necessário que se faça os deveres de casa.
Amanhã, contra o Paissandu, certamente terá casa cheia. O torcedor deverá ser o grande aliado para outra vitória.


Mococa e o voto em trânsito

O Bangu Atlético Clube, do Rio de Janeiro, desde a década de 50, até o início da década de 80, era considerado, do ponto de vista técnico, tão grande quanto Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense. Tanto isso é verdade que ganhou o título carioca de 1966. Só não ganhou outro título na década de 80 porque foi “garfado” vergonhosamente, numa final com o Fluminense, pelo árbitro José Roberto Wright.
Dizem as más línguas que, o então presidente, patrono e dono do clube, o famoso bicheiro Castor de Andrade, mandou sequestrá-lo depois do jogo, pois já conhecia a “peça”, principalmente depois daquele vergonhoso jogo entre Flamengo e Atlético-MG, na semifinal da Libertadores de 81, quando expulsou Reinaldo, do Galo, por uma falta cometida, normalíssima, em Zico. A revolta foi grande no momento da expulsão e no embalo, por reclamação, expulsou Eder e Palhinha.

O super Bangu
Voltemos ao Bangu. Ah, não podemos esquecer que o Bangu fez a final do Brasileiro em 85, no Maracanã, contra o Coritiba, e acabou como vice-campeão. De lá saíram alguns monstros sagrados do futebol: Domingos da Guia, seu filho Ademir e Zizinho. Só isso bastaria para engrandecer esse pequeno grande clube do subúrbio.
No começo dos anos 80, fui convidado para conhecer as dependências do Bangu. Nessa época, Castor de Andrade montava grandes equipes com jogadores mais renomados que eficientes. Para se ter um ideia, conseguia juntar quase todos, no ocaso da carreira, jogadores como Toninho (lateral direito da Seleção na Copa de 74), Moisés (grande capitão do Vasco), Marcos Antônio (lateral esquerdo, campeão do mundo) Rubens Feijão, Cláudio Adão, Ademir Vicente, Artuzinho (craque do Vasco e Corinthians) e Mococa.

Alambique de luvas
Castor não media esforços para ter em seu time craques, independente das necessidades do treinador e das carências do time. Da mesma maneira que contratava, demitia. Dinheiro não era problema. Ele pouco se lixava para estratégias e organizações táticas do jogo dos adversários, das dificuldades inerentes à competição.
O universo preferido por ele era a fantasia de um gol espetaculoso e de uma jogada mirabolante. Comprovei isso nos treinos que assistia.
Quando contratou Mococa, titularíssimo do Palmeiras, por uma quantia vultosa, alguém disse:
- Bebe muito!
Ato contínuo, responde:
- Se jogar aqui o que joga no Palmeiras, dou-lhe uma alambique de luvas.

Treino e eleições
Falando em Mococa, no dia da eleição, o supervisor do Bangu reuniu o pessoal para avisar que todos deveriam cumprir o dever cívico pela manhã, porque à tarde haveria treino. Ele lembrou que aqueles que tivessem domicílio eleitoral fora do Rio de Janeiro, procurassem votar em trânsito. Mococa, mais do que rápido, perguntou:
- E onde tem um posto do Detran aqui em Bangu?

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