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Santa Bola - Edição 555 - 15/09/16

15 Setembro 2016 10:57:34

Afirmação
Foi o que aconteceu com o Avaí. A partir do momento da chegada do novo treinador Claudinei Oliveira, o Avaí mudou da água para o vinho foi dos bons.
Os acréscimos que o Claudinei teve foram as entradas do Betão, na zaga, e do Lucas Coelho, no sistema ofensivo. E evidentemente a volta do Marquinhos Santos na armação das jogadas.


Mudança estratégica
A troca do Silas pelo Claudinei Oliveira foi altamente providencial. O presidente Francisco Battistotti acertou em cheio e no momento crucial da competição. As teimosias do Silas com discursos e olhares para baixo, sempre evidenciando somente a permanência na Série “B”, de certa forma desestimulava os jogadores e principalmente os torcedores que se afastaram da Ressacada.


Olhando para cima
Com a saída do Silas, coincidentemente ou não, o Avaí em cinco jogos seguidos, ganhou quatro e empatou apenas um jogo, contra o Ceará, em Fortaleza. É bom ressaltar que houve uma melhoria na forma de jogar, devido às escalações devidas nas posições certas.
Não aconteceu nenhuma atuação brilhante, à exceção da vitória de 3 a 0 sobre o Criciúma.
O que importa na Série “B” é ganhar. Mesmo porque, tenho falado na Rádio Guarujá quase que diariamente que a Série “B” é tudo igual. Se melhorar um pouco disputa o acesso.
    

Fator local
O Avaí, nesse momento muito perto do G4, deve aproveitar o fator local. Nesses próximos quatro jogos, três serão na Ressacada. Aproveitar a ocasião, já mais confiante e possibilitando o resgate dos seus torcedores, deve ser o objetivo principal.
E isso deve acontecer! Para se ter uma ideia, até o meu amigo Rosinei da Farmácia Aririú voltará a apoiar seu time.
    

Turbulência
O Figueirense tem passado, nos últimos dias, momentos de incertezas e de contradições. Dentro e fora do campo.
Praticamente com os mesmos jogadores tem tido atuações ridículas fora de casa, principalmente por falta de personalidade e de iniciativa individual. A exceção ficava com Carlos Alberto. Mas ao mesmo tempo que ele joga mais que os outros, também vivia criando problemas com os companheiros e adversários. Tanto que foi dispensado por indisciplina. Do ponto de vista técnico, não se justificaria.
Tomara que com essa atitude da diretoria possa haver, daqui para frente, reflexo positivo dentro de campo. Até o final desta edição, não tinha terminado o jogo no Scarpelli contra o lanterna América Mineiro.
Se tiver acontecido a vitória, ganhará fôlego e certamente irá amenizar o ambiente. Se perder ou empatar, a tendência de evolução dos jogadores terá uma sobrecarga extra para alcançar seus objetivos.


Pérolas do Rádio e TV

Eis algumas gafes que acontecem no meio que envolvem o futebol e no entorno dele, ou seja, torcedores, narradores, comentaristas e repórteres. Relato aqui algumas que vivenciei ao longo desses anos nesse ofício de comentarista da Rádio Guarujá, Ric Record, Record News, Jornal Palhocense e no jornal Notícias do Dia.

Multidão de veículos 
Participávamos no estúdio da Rádio Guarujá do programa “Guarujá esportes”, eu e o Claudionir Miranda todas as tardes. Numa dessas participações, chamamos ao vivo o repórter Américo  Vargas, diretamente de Palhoça, para saber como estavam as comemorações pelo acesso do clube local, o Guarani, à primeira divisão do Campeonato Estadual. Sem pestanejar, Américo disse que a movimentação era grande e que ele estava no meio de uma “multidão de veículos”. Só não conseguiu entrevistar nenhum carro na ocasião.

Carreata
Uma repórter conhecida da nossa coirmã, a CBN Diário, foi fazer a cobertura das eleições  municipais na cidade de Chapecó, interior de Santa Catarina. O meu amigo e ex-colega de programação da Ric Record João Rodrigues promovia uma carreata pelas ruas e avenidas da maior cidade do Oeste catarinense. De repente, desabou o maior “delúdio”, como diria um ex-presidente do Avaí, foi chuva que não acabava mais e como em todas as cidades brasileiras, os transtornos seriam inevitáveis; foram necessárias algumas mudanças no trânsito. Diante disso, foi suspensa a carreata, substituída por uma passeata. O povo, em grande maioria que estava do lado do candidato a prefeito João Rodrigues acatou a troca e foi o maior sucesso. Tanto que João ganhou a eleição com folga. Mas a repórter ao registrar o fato sapecou:
- Aqui em Chapecó, por causa das mudanças no trânsito, o candidato da oposição fez uma carreata a pé!!
Grande Fábio Nocetti
O irreverente, distraído e bem humorado Fábio Nocetti, competente repórter da Record News, de vez em quando nos proporciona algumas (tiradas) nas suas intervenções. No jogo Figueirense x Vasco, no Scarpelli, solicitado pelo âncora Polidoro Jr. para conversar com torcedores, não perdeu tempo:
- Vamos entrevistar agora, aqui no portão 13, uma torcedora feminina.
Em seguida vê seu amigo de infância Luciano e querendo homenageá-lo, distraidamente lhe interpelou dizendo:
- Estou aqui com o alvinegro Luciano. E aí Luciano, qual é seu nome e placar de hoje?  
- No jogo entre Avaí e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro de 2010, na Ressacada, ele saiu com essa pérola:
- Aqui no entorno do estádio do Dr. Aderbal Ramos da Silvia o movimento é muito grande.
Não se sabe se ele quis fazer uma homenagem à dona Silvia Hoepcke da Silva, proprietária da Rádio Guarujá, onde Nocetti  trabalhava, filha do ilustre ex-governador que deu seu nome ao estádio, ou foi mais uma de suas gafes!

Saia Curta ou saia justa
Mas a melhor do nosso Fábio Nocetti foi na entrevista coletiva concedida pela Ana Paula Padrão, nos estúdios do SBT Florianópolis, depois da sua contratação pela emissora. Chegando sua vez, Fábio, novamente distraído, roubou a cena e desferiu:
- Ô Ana, nessa sua passagem pela Globo, alguma vez você ficou de saia curta?!
Educada e espirituosa, Ana Paula não perdeu a chance de colocar o mico no ombro do Fábio e arrematou:
- Na Globo não era permitido, mas quando eu tinha 15 anos adorava usar saia curta.
Nem preciso dizer que foi o ponto alto da coletiva, né?


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