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Santa Bola - Edição 554 - 08/09/16

08 Setembro 2016 12:25:41

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Recomeço
Depois da convincente vitória da Seleção Brasileira sobre o Equador, em Quito, o time voltou a enfrentar a Colômbia, em Manaus nessa terça-feira.
Jogou contra uma seleção bem melhor, sofreu em alguns momentos, compactou a meia cancha e, para variar, Neymar decidiu o jogo.
Ah, a entrada do Felipe Coutinho melhorou o rendimento da equipe e já está pedindo passagem para ser titular.
Com a efetivação do Tite como comandante da Seleção, houve, em pouquíssimo tempo, o resgate da confiança em primeiro plano e em sequência a identidade de time campeão. Aliás, o Brasil inteiro punha fé em Tite e só a CBF insistia em permanecer com Dunga. O Tite pegou a Seleção em sexto lugar e colocou em segundo.
Em função disso, as perspectivas de mais duas vitórias ainda este ano, contra a Bolívia e Venezuela, são muito promissoras.


Avaí melhor
Depois da contração de Claudinei Oliveira como novo comandante do Avaí, é incontestável a melhora de rendimento da equipe.
Além da sua capacidade, ele tem usado e aplicado dois pilares inerentes ao técnico de futebol: justiça e coerência. E tem mais: não insiste nas teimosias repetitivas do Silas, que aliás, demorou a sair.


Vitória Esperançosa
A vitória de ontem do Figueirense sobre o bom time do Atlético Paranaense, deu um fôlego a mais para a recuperação na competição. Mesmo com os desfalques de Bruno Alves e do Carlos Alberto, o Alvinegro superou as dificuldades e aumentou a confiança para seu próximo compromisso, contra o São Paulo, domingo, no Morumbi.


A trairagem do Brandão

A Copa América de 1975 não tinha sede fixa e os jogos eram disputados em sistemas de ida e volta, em duas chaves distintas. Na chave do Brasil, tínhamos Venezuela, Argentina e Peru. Por decisão da Confederação Brasileira de Futebol, Minas Gerais, que atravessava um grande momento com duas equipes de ponta no futebol brasileiro e com vários jogadores selecionáveis, tanto no Cruzeiro como no Atlético, foi escolhido para representar o país. Para evitar melindres, o presidente da Federação Mineira de Futebol resolveu escolher um treinador de fora das Gerais e o preferido foi Osvaldo Brandão.
A base praticamente seria mineira, com apenas quatro reforços de fora do estado: Luís Pereira (Palmeiras), Amaral (Corinthians), Roberto Dinamite (Vasco) e Ivo Wortmam (América do Rio). Os jogos de volta seriam disputados no Mineirão e a Seleção era muito bem representada com: Raul, Nelinho, Piazza, Vantuir, Getúlio, Wanderlei Paiva, Daneval, Zé Carlos , Dirceu Lopes, Roberto Batata, Marcelo, Campos, Reinaldo(Com apenas 17 anos), Palhinha, Joãozinho e Romeu.
Ganhamos da Venezuela de 4 a 0 em Caracas, com gols de Palhinha (2), Danival e Romeu. Em casa, enfiamos seis, com gols de Roberto Batata (2), Campos, Danival e Palhinha(2). Na sequência, enfrentamos a Argentina, em Rosário, e fizemos 1 a 0, gol de Danival. Recebemos los hermanos  no Mineirão e ganhamos por 2 a 1, os 2 de Nelinho. Para definir o campeão da chave, jogaríamos contra o Peru. O primeiro jogo foi em Belo Horizonte e, em um desses acidentes de percurso, jogando melhor que seu opositor, perdemos de 3 a 1, sem que o goleiro Raul tivesse qualquer culpa nos 3 gols peruanos.
Voltando à Seleção, sem “que” nem “por que”, no dia após a derrota  no Mineirão, Brandrão convocou o goleiro Valdir Peres (São Paulo). Três dias depois, viajaram para Lima, no Peru. Concentrados no hotel, no dia anterior ao jogo, estavam no mesmo apartamento Peres e Raul. Lá pelas 22 horas, quando os dois se preparavam para recolherem-se, eis que o telefone toca: era o treinador convidando o Raul para ir ao seu apartamento para ter uma conversa. Antes de sair, sutil como sempre, disse para Valdir Peres: 
- Pode se preparar que quem vai começar jogando amanhã será você.
Logo que o Raul chegou ao apartamento do Bradrão, esse já lhe serviu uma dose generosa de whisky. Agradeceu dizendo que não podia. 
- Que é isso rapaz? Quem manda aqui sou eu! Pode tomar que não tem problema nenhum! Falou o técnico. 
A insistência era tão eloquente que Raul acabou tomando mais uma dose e ficou nisso. Bradrão continuou contando histórias e quando deu por si, já eram duas da madrugada. De repente o treinador foi direto ao assunto: 
- Raul, amanhã joga o Valdir Peres, porque você não tem a mínima condição. Até essa hora acordado e bêbado?! Assim não dá...
Raul, como sempre disciplinado, acatou.
Em tempo: o Brasil ganhou de 2 a 0 e perdeu no sorteio.

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