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Santa Bola - Edição 552 - 25/08/16

25 Agosto 2016 11:00:31

Parada Indigesta
No próximo domingo, o Figueirense enfrenta o Santos, na Vila Belmiro.
O time santista dificilmente perde em seu estádio. É claro que não existe futurologia no futebol, mas vejam as contradições desse jogo: o Santos vem de derrota em Curitiba e tem a volta dos campeões olímpicos Zeca, Tiago Maia e Gabi Gol. Enquanto isso, o Figueirense joga desfalcado do seu principal jogador - Carlos Alberto e continua na zona de rebaixamento.
Se bem que no futebol, ganha quem joga melhor e não quem é melhor. Acho difícil a vitória contra o Santos, mas... É possível.


O “Se” não joga
As funções principais de um treinador, além da liderança, escolaridade, convicção, leitura de jogo, sobretudo, é justiça e coerência. Coerência foi o que faltou ao Argel em não escalar os jogadores citados contra o cruzeiro. Isso não quer dizer que o Figueirense pudesse ganhar o jogo, mas certamente criaria maiores dificuldades para a equipe mineira.


Aleluia
Depois de 18 jogos sem vencer fora de casa, 15 derrotas e três empates desde 28 de fevereiro, na vitória sobre o Guarani, em Palhoça, o Avaí, sem as teimosias do Silas, ganhou do Sampaio Correa, em São Luiz. Espero que, com essa vitória, não me venham com o discurso de acesso à Serie “A”.
O time do Avaí é limitado tecnicamente e respirou um pouco aliviado depois dessa vitória.


Sociedade Esportiva Palmeiras
Estarei hoje à noite nas festividades de aniversário do Palmeiras, no complexo esportivo da Barra Funda, em São Paulo.
O clube palmeirense atravessa uma ótima fase no Campeonato Brasileiro da Série “A”, ostentando a liderança da competição com 40 pontos.
Muito honrado por receber esse convite. Seguramente terei oportunidade de rever grandes craques do passado que, tanto engrandeceram esse tradicional clube brasileiro.


Mudanças Anunciadas
Tanto o Argel Fucks quanto o Silas, de forma involuntária, forçaram a barra para serem demitidos. Era simplesmente o Argel escalar o Eli Carlos, o Elvis que veio do Criciúma para reforçar o time, e o Lins que já estava recuperado contra o Cruzeiro que, talvez, o comportamento da equipe fosse diferente.


Pela nossa amizade

Em 1986, eu ainda era um neófito técnico de futebol e talvez por isso, e por já ter uma certa experiência de ter trabalhado com vários treinadores, até consagrados, como auxiliar e também como preparador físico, sabia o que era tomar uma tamancada histórica.
O realce da goleada sofrida é muito maior do que os louros de uma vitória expressiva, mormente em início de uma nova função, especialmente da mídia esportiva que sabia de tudo, principalmente depois que tudo aconteceu! E, como diria Carlos Eduardo Novaes, grande jornalista: “Os críticos, como os bandeirinhas, correm fora do campo”. Ou então Carlos Drummond de Andrade: “Bem aventurados os que não são cronistas esportivos, pois não carecem de explicar o inexplicável e racionalizar a loucura”.
Isso posto, meus amigos, o Democrata de Governador Valadares, norte de Minas Gerais, dirigido por mim, iria enfrentar pelo Campeonato Mineiro o então líder invicto da competição, o não menos glorioso Clube Atlético Mineiro.
O jogo seria realizado num sábado, em Governador Valadares, às 16 horas, e teria transmissão direta para todo o estado de Minas, gerado pela TV Alterosa, afiliada do SBT. Era consensual, inclusive por mim, que o favoritismo do Atlético era recitado em todos os cantos em virtude de sua campanha fantástica. O jogo, certamente pela diferença das duas equipes, era desigual do ponto de vista técnico.
Senão, vejamos pela formação dos dois times: o Democrata escalado com Luiz Eduardo; Mantena; Marreta; Luiz Carlos e Gilmar; Cirvolei, Samuel Batista e Celinho; Mauricinho, Nei e Robertinho. Notoriedade mesmo, somente o Nei, que jogou no São Paulo e teve duas passagens pelo futebol catarinense: Chapecoense e Criciúma. Mauricinho jogou depois no Figueirense e foi só.
Enquanto o Galo entrava em campo com: João Leite; Nelinho, Batista, Luizinho e Paulo Roberto; Everton, Zenon e Paulo Isidoro; Sérgio Araújo, Nunes e Edvaldo, todos com passagens pela Seleção Brasileira, à exceção do lateral Paulo Roberto. Mesmo com todas as recomendações devidas, foi impossível deter os ímpetos atleticanos que ao natural fizeram 4 a 0, ainda no primeiro tempo. No intervalo, reconhecendo a superioridade do adversário, tentei aprumar o ânimo da rapaziada, elevando o moral e a autoestima para que o vexame não fosse maior.
Antecipei minha volta ao gramado e esperei que o Atlético voltasse. Para surpresa de todos, chamei os meus “chegados” Nelinho, Luizinho, Paulo Isidoro e Zenon, e sapequei:
-Vocês gostam de mim?.
-Sim, responderam em coro.
-Vocês vão deixar eu entrar para a história negativa do futebol mineiro?, questionei.
-Não”, prometeram.
-Pois bem, pela nossa amizade, tratem de trocar essa bola que o jogo já está ganho!
E assim foi feito, para o desespero do Nunes, do Everton e do Paulo Roberto, que não sabiam de nada . E para não sairmos de mãos vazias, ainda fizeram um gol no finalzinho .
Conclusão: A mídia esportiva no outro dia enalteceu o poder de reação do Democrata e a competência do seu treinador. Mal souberam eles da conversa ao pé-do-ouvindo.

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