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Santa Bola - Edição 551 - 18/08/16

18 Agosto 2016 10:20:04

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Entrou na Zona 
Com a vitória do Botafogo sobre o São Paulo, o Figueirense acabou no fim de semana se matriculando na zona de rebaixamento. Talvez isso sirva de estímulo para mais uma boa atuação do Figueirense no Scarpelli contra o Cruzeiro, no próximo domingo.
Como as circunstâncias de um jogo nunca se transferem para a partida seguinte, porque o adversário é diferente, as ambições e a motivação também, principalmente como um time do porte do Cruzeiro que as esperanças renascem.
Quando um time não tem craques, compensa-se com senso coletivo e seriedade. O Figueirense não tem nem uma coisa nem outra. A exceção é o Carlos Alberto, que colocou na cara do gol duas vezes seus companheiros e não teve sucesso. É pouco!
Vamos  esquecer novamente a derrota para a Ponte Preta, sábado passado, em Campinas, e focar somente no Cruzeiro, que também está na zona de rebaixamento.

    
Sete Mudanças
É o que vai fazer o técnico Silas nesse sábado, contra o Bahia, na Ressacada. Aliás, já não era sem tempo. A volta do Marquinhos Santos pode ser um grande alento para a recuperação de rendimento e em consequência a vitória.


Olimpíadas
As três medalhas de ouro conquistadas pela Rafaela Silva no Judô, Tiago Brás no salto com vara e do Baiano Robson no boxe é de puro talento individual e de grande superação. Por quê? Porque nesse país do futebol, não damos o menor incentivo a esses esportes. Para se ter uma ideia, o Tiago Brás se mudou para a Itália, a fim de aprimorar seus treinamentos.
Ficará de  ótimo aproveitamento se ficarmos entre os dez países melhores classificados nessa Olimpíada. Espero, na edição da semana que vem, poder registrar na coluna mais uma ou duas medalhas de ouro.


Brasil x Honduras
Neymar e o gol mais rápido das Olimpíadas

Com o gol mais rápido em Olimpíadas - 14 segundos, Neymar começou a despachar Honduras e consolidar uma vitória construída no 1º tempo.
Honduras começou a partida com três zagueiros e dois laterais fixos, propiciando enfiadas de bola e o bom aproveitamento do Gabriel Jesus.
Às vezes, três zagueiros é uma forma equivocada de reforço defensivo.

Resgate de confiança
O Brasil jogando com quatro atacantes: Neymar, Gabriel de Jesus, Gabi gol e Luan desmistifica esta ideia famigerada que temos que aglomera a meia cancha.
O importante não é com quantos atacantes se joga, mas com quantos jogadores se chega ao ataque.

Busca do ouro
Com essa impiedosa goleada do Brasil por 6 a 0 sobre Honduras, nos dá uma motivação inédita para conseguir esta medalha de ouro inédita.
Se conseguirmos, será, sem dúvida, o recomeço de uma nova era no futebol mundial.


Esse Avaí faz coisa - 1

Nessas minhas idas e vindas por este Brasil, trabalhando com futebol, ouvi muitos clichês. Em Minas e no Rio de Janeiro tem uma frase repetida sempre em relação a dois times: América-MG e Botafogo. É muito comum: “Tem coisas que só acontecem no América”. Ou, “Tem coisas que só acontecem no Botafogo”. Em Santa Catarina, tem uma que ficou imortalizado, não só por seus torcedores, mas também em nível de gozação, por seus adversários: “Esse Avaí faz coisa”. E esse chavão já vem de longa data.
Me lembro quando cheguei para dirigir o Avaí pela primeira vez, em 1987. O clube precisava  de uma remodelação completa, principalmente na conduta profissional. O presidente era Décio Girardi e o presidente do conselho deliberativo era José Matusalém Comelli. Foi contratado para diretor de futebol o competente Milioli Neto e, por sugestão do Dr. Comelli, fui contratado pelo próprio Milioli.
Chegando aqui começamos, eu e o Milioli, a fazer uma “limpeza” no grupo, sempre com o aval do presidente Décio Girardi. E assim, mesmo disputando o que seria hoje a Série C do Campeonato Brasileiro, estávamos concomitantemente preparando a base para o Campeonato Catarinense de 1988. O Avaí não via esse título há 14 anos e minha contratação era direcionada nessa conquista.
E acabou acontecendo, depois de começarmos a fazer uma campanha brilhante. E por essas ironias inexplicáveis do futebol, nem eu e muito menos o Milioli estávamos no Avaí quando o título foi alcançado. A presidência era de Nilson Fidélis, o Pico, em substituição ao Décio.

Histórias do Ceará 
Nos meses à frente do Avaí, tive a oportunidade de conhecer notáveis avaianos. Eram dirigentes, jogadores e funcionários que eventualmente apareciam  na Ressacada. E sempre naquelas “rodinhas”, após os treinamentos, ouviam-se histórias curiosas, especialmente contadas pelo querido Ceará, muito espirituoso e bem-humorado, que administrava com muito esmero o estádio da Ressacada.
Como sempre gostei muito de histórias ligadas aos clubes , jogadores, mídia esportiva e dirigentes, não perdia a oportunidade e instigava para que fossem contados novos causos. Dentre tantos, o meu amigo Ceará fazia questão de ressaltar e enfatizar causos do José Amorim, que na sua época de Avaí, acumulava  múltiplas funções: presidente, técnico, tesoureiro, além de ter sido também um grande jogador.
Saí do Avaí e depois de muitos anos voltei para dirigir o clube por mais  duas ou três vezes na década de 90. Já não encontrei mais o Ceará, que gozava merecidamente sua aposentadoria .
As bolas do Carneiro  
Por incrível que pareça, só fui conhecer o José Amorim em 2006, nos sepultamento do Pico. Não perdi tempo e pedi para ele contar uma das suas. De pronto, me disse que a extinta CBD, na década de 70, baixou um decreto em que todos os jogos deveriam ter duas bolas novas. Pegou todo mundo no contrapé.
Como ele dava até nó em pingo de éter e era mais liso que quiabo, mandou pintar duas bolas com a tinta Gato Preto, própria pra pintar sapatos. O jogo era no domingo e o árbitro examinando as bolas, não deu condições de jogo, perguntando onde estava o carimbo da fábrica. Instaurou-se o impasse. Só tinha uma saída: Amorim e o Cavallazi correram até a casa do Seu Carneiro, na avenida Hercílio Luz e o fizeram abrir sua loja na Conselheiro Mafra. Pegaram duas bolas novas, saíram ligeiros, mas antes ouviram os gritos do Seu Carneiro: 
- E o pagamento?! 
Amorim, mais rápido que sua saída, soltou:
- Se nós não “pagamo”, o borderô paga.
Seu carneiro:
- Quem é esse tal de borderô?!
- É um novo empresários que chegou à Capital! - completou o dirigente.
Se pagou ou não, até hoje eu não sei, mas o importante é que foi realizado o jogo, no antigo estádio Adolfo Konder.

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