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Santa Bola - Edição 550 - 11/08/16

11 Agosto 2016 10:29:05

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Perigo à vista
Tanto Avaí como o Figueirense terminaram o turno na fronteira da zona de rebaixamento. No futebol sempre a última imagem é a que fica.
A derrota vexatória do Avaí diante do Brasil de Pelotas não trás nenhuma esperança de melhoria para o retorno. Mesmo porque, as desculpas do Silas são as mesmas de sempre.
A meia cancha não cria absolutamente nada e o poder ofensivo continua inoperante. Rômulo é eterna promessa e já deveria ter sido negociado. Diego Jardel vive de lampejos. William continua devendo.
Voltar à Serie “A” é um sonho muito distante. Muito cuidado! Se piorar um pouquinho no returno, o caminho é a Série “C”.

    
Tiago Rodrigues
Estou a dar uma de cavalheiro para falar sobre Tiago Rodrigues. Acompanhei o goleiro quase todos os jogos pelo Campeonato Catarinense defendendo o nosso Guarani da Palhoça.
Fez alguns “milagrinhos” como disse o Argel Fucks após o jogo contra o Sport Recife, domingo passado no Scarpelli. O Tiago Rodrigues salvou o Figueirense pelo menos três vezes de ser derrotado pelo Sport.
O empate de 1 a 1 deve-se às defesas do Tiago e à participação do Carlos Alberto. Ah, em tempo, a indicação do Tiago foi feita pelo Vinícius Eutrópio e houve certa resistência.

    
Turno Embolado
Nesses 13 anos de Campeonato Brasileiro de pontos corridos nunca houve um equilíbrio tão grande na virada do turno para returno.
Dos 13 anos disputados, em 10 edições o clube que terminou em 1º lugar no turno foi o campeão.
Se os números não mentem jamais, a tendência é o Palmeiras ser o campeão. Só tem um porém: Atlético Mineiro, Corinthians, Grêmio, Santos e Flamengo estão coladinhos no Palmeiras. Com a contratação do Ricardo Gomes, pelo São Paulo, ainda acrescento o clube paulista também como candidato. Como não sou profeta, não me arrisco a nada.


Carlos Alberto
Joga e faz o time jogar. Por quê? Chama a responsabilidade para si, tomando a iniciativa em termos de criatividade e até mesmo de definição. Foi o que aconteceu no jogo contra o Sport Recife.
Nosso futebol não tem mais grandes armadores.
Aconteceu uma divisão no meio campo entre volantes que marcam e meias que atacam.
Infelizmente estão desaparecendo os brilhantes armadores que faziam a transição da bola da defesa para o ataque. Lucas Lima no Santos e Carlos Alberto no Figueirense são os últimos remanescentes.


Apito amigo

Em 1974 eu era preparador físico e auxiliar  do Yustrich no Vila Nova de Minas.
Yustrich poderia ser chamado de tudo. Maluco, psicopata, temperamental, psicótico, maníaco, depressivo, mas era um grande treinador e nunca se preocupou com a arbitragem. Naquele tempo no futebol, principalmente os times de menor tradição, padeciam nas mãos dos dirigentes que subornavam os juízes com a maior naturalidade. Me lembro de uma situação dessas. O Vila Nova disputava a Taça Minas Gerais e se não me engano, os cinco primeiros se juntavam a Atlético, Cruzeiro e América para o octogonal final. Jogávamos em Nova Lima contra o Yoracan de Itajubá, no Sul de Minas. O Vila precisava ganhar de qualquer jeito. O árbitro escalado foi o “famoso” Antônio Gomes, folclórico árbitro mineiro que tinha o apelido de Marcha-a-ré, porque só corria de costas.
O jogo estava 2 a 2 e o máximo que se dava na época de acréscimos eram dois minutos. O jogo já estava com 55 minutos quando o presidente do Yoracan invadiu o gramado e agrediu o Marcha-a-ré. Depois da confusão geral, deu-se o reinício ao jogo e, aos 56, ele deu uma falta em dois lances para o Vila. Passou discretamente pelo Marquinhos e disse: “bate direto que eu valido o gol”.
Não deu outra: gol. Jogo encerrado e a carreira do árbitro também. A massa alvirrubra comandada pelo Délcio Félix gritava: 
- Marcha-a-ré! Marcha-a-ré!
Yustrich balançava negativamente a cabeça. O pior viria depois. Eu e o Índio, auxiliar técnico, depois do jogo, fomos tomar uma cerveja no bar dos irmãos Luiz e José Roberto, na saída da cidade. Eis que chega Antônio Gomes. E vai direto para a minha mesa. Foi tentar se explicar. Até hoje pensam que fui eu o mentor da proeza.

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