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Santa Bola - Edição 549 - 04/08/16

04 Agosto 2016 10:43:53

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Sufoco
Foi o que passou o Figueirense na segunda etapa do jogo contra o Vitória, sábado passado, no Scarpelli. Mesmo ganhando de 1 a 0, devido a uma atitude imprudente do Rafael Moura, aos 40 minutos do 1º tempo, por pouco o Figueirense deixaria de consolidar a vitória.
O ato irresponsável do Rafael Moura prejudicou a equipe nesse jogo e ainda será o desfalque no próximo, nesse domingo contra o Sport de Recife, no Scarpelli.


Reconstrói ou Série “C”
Nessa parada de 18 dias até o jogo contra o Bahia na Ressacada, dia 20 de agosto, o Avaí tem que tomar medidas drásticas em termos de mudanças. Não dá para aguentar os discursos manjados, tanto do diretor Gonçalves, como também do Silas, principalmente após os jogos.

Desculpas óbvias
Vamos a elas:
- Sofremos com falhas individuais;
- Pecamos na saída de bolas;
- Tomamos gols muito cedo em vários jogos;
- Mas em compensação, ganhamos daqueles que estão no G4;
- Esperamos a volta do Marquinhos Santos;
- Vamos manter a tranquilidade;
- Estamos alternando o padrão de jogo;
- Não foi possível manter o mesmo time por questões de lesões ou suspensões;
- A gente começou melhor, mas tomamos dois gols de bola parada;
- Tivemos desatenção;
O discurso do Silas está muito próximo da Madre Tereza. Todo mundo é bom, fizeram um bom jogo, tivemos azar e por aí afora.


Carlos Alberto
Mais uma vez ficou provado que, estando em campo em plenas condições, o Carlos Alberto sobra em relação aos demais do ponto de vista técnico. Foi dele a assistência primorosa para o Dodô consignar o gol da vitória. Resta saber se dará continuidade no seu aproveitamento em campo.
Se isso acontecer, com as recuperações de Lins e Ferrugem, o Figueirense certamente terá acréscimos significativos na sua produção, afastando, de vez, o fantasma do rebaixamento.
Somente fazer os deveres de casa como tem feito, não basta. Precisa pontuar como visitante, assim como fez contra o Corinthians em São Paulo.


Extracampo

No futebol, além da disputa natural do jogo de 11 contra 11, da técnica, dos esquemas, das regras, das rivalidades, da emoção, da estética, dos erros da arbitragem, dos erros de jogadores, de técnicos, eventualmente aparecem alguns fatos inusitados que chamamos de “extracampo”.
Não sou saudosista e muito menos conservador. Aliás, sou conservador do bom futebol, que tinha muito mais arte, brilhantismo, ginga, improviso e algumas genialidades sem nenhum compromisso com as pranchetas e com esquemas ortodoxos, tipo: 4.4.2 - 3.5.2 - 4.3.3 e, por último, inventaram um tal de 3.6.1.

Mais ciência do que arte
Como diria o poético e lírico cronista esportivo Armando Nogueira:
- Prefiro as surpresas do talento, associadas às palpitações do coração, que por sua vez, refletem as forças inteligíveis da alma.
Mas, querido e saudoso Armando, as coisas mudaram. E os elencos ou grupos, como eles gostam de dizer, estão bem minguados, sobretudo devido ao interminável êxodo de nossos melhores jogadores para a Europa. Nosso futebol se tornou mais ciência do que arte. Por causa disso, as equipes se tornaram muito parelhas tecnicamente e o futebol perdeu o compromisso com a magia e principalmente com a lógica. Isso foi tão evidenciado que, por durante muitos anos, ficamos privados aos domingos à noite, no Fantástico, de contemplar aquela moça bonita anunciando a zebrinha.
Hoje sugere-se o máximo de comedimento, muita marcação, atenção à bola parada, atenção à segunda bola, capricho no contragolpe e por aí afora. Por essas e outras, o futebol hoje é o único esporte coletivo em que o melhor nem sempre vence. As mesmices são repetidas semana a semana.  De vez em quando aparece o “extracampo”. Em 2006, pela Copa Federação Paulista de futebol, jogavam em Santa Cruz do Rio Pardo, Santacruzense e Atlético  de Sorocaba. Nesse jogo, após um chute fraco do time da casa que sairia para fora, de repente aparece o gandula local e antes que a mesma saísse, colocou sutilmente para dentro, fazendo o gol, sendo validado pela árbitra Sílvia Regina e confirmado pelo seu auxiliar Marco Antônio.

Dando uma de zagueiro
Essa história me faz lembrar de um fato inusitado. No início de minha carreira como técnico, dirigindo o Fabril, de Lavras, cidade maravilhosa do Sul de Minas Gerais, terra do Alemão, ex-Botafogo, Seleção Brasileira e Napoli e do grande narrador esportivo do Brasil José Silvério, fomos enfrentar a Caldense em Poços de Caldas, pelo Campeonato Mineiro. O placar era de 1 a 1 e sofríamos uma grande pressão. Num contragolpe aos 45 do segundo tempo, Ximbica, médio-volante do nosso time, lança para Betinho, habilidoso ponta esquerda de Ribeirão Vermelho. Ele dribla o goleiro fora da área, toca para o gol e sai para comemorar. Para espanto de todos, aparece de repente o preparador físico da Caldense Marcos Sauer* , que impede o gol, chutando a bola pela linha de fundo. Muita confusão e o árbitro encerra a partida manipulando o placar. Marcos Sauer é suspenso por um ano.
Nas voltas que o mundo da bola dá, Marquinhos trabalhou comigo em duas oportunidades posteriormente e é meu grande amigo.

*Marcos Sauer - Marquinhos vive hoje em Guaxupé, Sul de Minas Gerais, e trabalha com escolinhas de futebol.

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