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Por Dentro do Ringue - Edição 593 - 25/05/17

16 Junho 2017 10:27:54

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Derrota em casa e ingratidão

No UFC Rio, que aconteceu na madrugada de sábado (3) para domingo, José Aldo tinha tudo para manter o cinturão linear dos penas, mas acabou sendo nocauteado  pelo americano Max holloway, na luta principal do UFC 212. Assim como na derrota para Conor McGregor, inúmeros fãs de MMA começaram a questionar e criticar o brasileiro, que foi campeão dominante da categoria por dez anos. Eu classifico como muita ingratidão dos fãs e torcedores o questionamento se este é o fim do José Aldo. Não podemos esquecer que ele ficou 10 anos sem perder e foi o maior campeão de todos os tempos - um dos maiores campeões que o Brasil já teve no MMA. 
O que será da “nova geração” de lutadores de MMA, seja no UFC ou em outros eventos? Os fãs brasileiros podem mostrar tanta ingratidão com o campeão, que está há mais de dez anos no topo da categoria? Lutador de MMA é uma profissão cruel - vai de herói a vilão num piscar de olhos. O fã que não consegue entender a influência e grandeza de José Aldo para todos os lutadores brasileiros não valoriza o atleta brasileiro que mata um leão por dia para chegar ao topo. Antes de criticar qualquer atleta brasileiro que nos representa, teríamos que tirar um segundo para lembrar de todas as dificuldades que esses guerreiros vivem para serem atletas em nosso país.


Ressurgindo

Vitor Belford vinha de uma fase complicada nos últimos três combates. Ele próprio tinha anunciado que essa seria sua última luta do contrato com UFC, porém ele mudou e reencontrou o caminho da vitória na noite de sábado (3), pelo UFC Rio. O brasileiro venceu o americano Nate Marquardt na decisão unânime dos jurados. Com isso, além de afastar os comentários sobre aposentadoria, o carioca destacou um novo “Belfort” no seu desempenho e afirmou que fará, no mínimo, mais cinco lutas. 


De volta às raízes

Após a mudança de equipe, Claudinha Gadelha mostrou novas técnicas que foram vistas na noite do último sábado, na penúltima luta do UFC realizado no Rio de Janeiro. A brasileira, que é faixa preta de jiu-jitsu, não usava sua arma principal fazia alguns anos. Claudinha vem de três vitórias na decisão dos jurados e mostrou o jiu-jitsu afiado. Ao que tudo indica, ela vai voltar a uma disputa de cinturão da categoria - estamos na torcida por essa guerreira.

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