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Pitanta revive 40 anos de vida pública

30 Março 2017 09:19:05

Na última semana, o Palhocense conversou com Nirdo Artur Luz (Pitanta, DEM), homenageado recentemente pela União dos Vereadores de Santa Catarina durante o Encontro Estadual de Vereadores, como um dos mais longevos em atividade no país, e traz aos leitores nesta edição um pouco da trajetória do político palhocense.
Nascido na Barra do Aririú e criado no Centro a partir dos sete anos de idade, Pitanta concorreu pela primeira vez em 1976. Foi o mais votado para a Câmara palhocense, com 295 votos (uma façanha pra época). Tinha 20 anos. “Eu não fazia nada, quem me elegeu foi minha mãe, Natalina. Ela conseguiu derrubar muita gente grande na Palhoça”, relembra o vereador. “Uma simples servente de um colégio na Palhoça conseguiu fazer o filho dela o mais votado. Eu não pedi voto pra ninguém na época, foi tudo ela. Na segunda eleição também, ela me deu 90% da votação. Da terceira em diante eu comecei a caminhar com os meus próprios pés. Aí perdi a vergonha, porque eu era meio acanhado, as coisas começaram e melhorar e sempre fui um dos mais votados na Palhoça”, discursa.
Nesses 40 anos de vida legislativa, Pitanta encarou 10 eleições; contando com duas prorrogações de dois anos, ao final da atual legislatura terá completado 44 anos de Casa, o equivalente a 11 mandatos nos moldes atuais, de quatro anos. O segredo para tanto voto? “Sem dúvida é fruto do trabalho, se não tiver trabalho, não consegue se reeleger”, receita.
Pitanta se orgulha do trabalho realizado nessas quatro décadas de Câmara de Vereadores. Lembra de como o Legislativo era atrelado ao Executivo e de como ele ajudou a promover a independência da Casa, desvinculando a contabilidade da Câmara à da Prefeitura – até então, eram vinculadas. Lembra da vez em que cassou o mandato de um vereador porque ele “rasgou a ata e jogou pela janela”, em 1982. Lembra que antigamente havia muito mais brigas (literalmente, inclusive) entre os vereadores. Lembra dos quatro endereços que a Casa teve em Palhoça.
E lembra, principalmente, das obras que ajudou a erguer. Mesmo lamentando que “vereador só pede, não executa”, diz que o bom relacionamento com outras esferas do poder ajudou a trazer muita verba para a cidade. Como a verba captada para a construção dos ginásios da Pinheira e do Colégio Ivo Silveira; ou o dinheiro arrecadado para a compra de tratores para pescadores. Lembra, ainda, de ter solicitado a implantação de um sistema de água no Sul do município (que finalmente deve ficar pronto este ano). 
Mas as melhores lembranças da vida pública, curiosamente, são em outra “casa”, a do Executivo. “Pra mim, o melhor momento que eu passei como político foi quando eu assumi a Prefeitura de Palhoça, como prefeito, por seis meses (em 2013), e retirei o pedágio do Centro de Palhoça. Aquilo ali doía no bolso do palhocense”, recorda. Pitanta enumera outras ações como prefeito, como o investimento “do maior dinheiro dentro do orçamento” na UPA do Bela Vista; a implantação da Policlínica no Centro de Palhoça (“Fui eu que implantei, reformei o prédio e entreguei”); o alargamento do rio e o sistema de drenagem no Frei Damião (“Nunca mais deu enchente”). “Então, hoje eu tenho mérito de trabalho na Palhoça, por isso eu sempre fui um dos mais votados. Nesta última eleição, perdi por apenas 50 votos para o mais votado. Isso brigado com o prefeito, não tinha um cargo comissionado na Prefeitura de Palhoça, e fui o segundo mais votado. Isso é mérito”, finaliza.

 


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