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“O modus operandi do trabalho precisa mudar”

22 Junho 2017 14:06:07

Por: Guilherme Vieira Viriato
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Há coisas interessantes ocorrendo no mundo além da política arcaica e corrupta brasileira. Na China, seis em cada 10 compras são pagas digitalmente, sem utilização de dinheiro ou cartão. A China, país que inventou o papel-moeda, 15 séculos atrás, caminha para ser o primeiro a aposentá-lo.
A Amazon acaba de adquirir a rede de supermercados Whole Foods Market, por 13,7 bilhões de dólares. O negócio pode mudar radicalmente o setor de supermercados.
Esses são dois exemplos entre milhares de coisas que acontecem todos os dias e podem mudar o seu estilo de vida, o mundo está evoluindo. O modus operandi do trabalho precisa mudar. Uma leva de trabalhadores e consumidores está surgindo, rápidos e, acima de tudo, conectados. A era digital é uma realidade (virtual?) e vai sair na frente quem se ambientalizar com este cenário mais rápido.
Google, Apple, McKinsey, empresas gigantescas com algo em comum: a valorização do ambiente criativo de trabalho. O Brasil, e consequentemente as empresas brasileiras, caminham na contramão do mundo ao engessar a criatividade de seus colaboradores. Por certo que tal comportamento passa pela política, sem credibilidade com a população e com o resto do planeta. O país parou no tempo. Parado há pelo menos quatro anos, com políticos cleptocratas lutando para salvar a si mesmos; situação e oposição utilizam a política do “quanto pior, melhor” e esquecem que a roda gira e estamos ficando para trás.
O brasileiro precisa entender que nem esquerda nem direita o representam. A política é a do “salve-se quem puder” e que se dane o Brasil. Estamos perdendo tempo na evolução tecnológica mundial. “The clock is ticking” e o quanto antes percebermos isso, melhor. O mundo não vai parar e assistir ao “House of Cards” tupiniquim, o povo precisa se unir como sociedade para ter políticos que o representem. A empatia precisa voltar a reinar, o Brasil precisa voltar aos trilhos. No mais otimista dos cenários, 2018 é ano de reconstrução para a política nacional, mas como disse Cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado” e eu não sou o mais otimista dos brasileiros. Sorte a todos enquanto vamos ficando para trás, novamente!

* Bacharel em Direito e escrevente de cartório, morador do Aririú

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