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Comunidades turísticas x Agentes de turismo

13 Abril 2017 12:50:51

Henrique Alves da Silva*
Com o avanço das tecnologias da informação (TI), as comunidades turísticas de pequeno porte cresceram exponencialmente, muito mais do que qualquer outro centro de turismo consolidado. Na mesma tendência, o agente de turismo vai ao revés, vendo o seu espaço no mercado reduzir-se.
Neste cenário, nós temos as peças que compõem o turismo de base. Primeira peça fundamental no processo é o atrativo ou atração turística, praia, serra, eventos e atividades. Depois, temos os equipamentos que integram o atrativo ao uso, que são restaurantes, hospedagem e transporte, e o distribuidor do produto no mercado, o agente de turismo ou a divulgação online que completa o produto turístico.
O agente de turismo necessita de novidades, parceiros e oportunidades, para que possa levar a seus clientes uma nova atração. Neste processo é que as comunidades turísticas se encaixam. Em inúmeras ocasiões, esta ação não ocorre porque o agente esbarra em falhas no turismo de base, falhas essas fundamentais para que o negócio ocorra de forma perfeita. 
Primeiro é preciso que a comunidade esteja apta para a indústria do turismo, receber bem o turista e dar um mínimo de conforto social. Outro ponto que impacta neste tipo de transação são as negociatas e parcerias. É preciso trabalhar com o agente uma tarifa com que possa ter vantagens competitivas no mercado, e ao mesmo tempo possa ter sua remuneração justa.
O agente se equivale a uma ferramenta de divulgação, mas com diferenciais, porque possibilita fazer o seu trabalho "corpo a corpo" junto ao cliente final, o "turista". O agente auxilia a comunidade a efetuar novos negócios e a obter clientes de esferas globais.
Mas neste mercado de agenciamento e comunidades turísticas, ambos os lados precisam ser dinâmicos, ativos, negociadores e vendedores.
Em determinadas situações, o agente trabalha o produto que é de fácil tramitação, porque visa somente ao ato da venda. A comunidade turística é deficitária de mercado ativo, por isso se torna mais difícil efetuar bons negócios a curto prazo. Mas trabalhar a longo prazo é valioso e projeta boas remunerações. 
Olhando este cenário, a comunidade da praia da Guarda do Embaú, através de um número de empresários locais, decidiu promover na comunidade, entre os dias 5 e 7 de maio, o primeiro Famtour, onde a Guarda irá receber cerca de 50 agentes de turismo nacionais. Eles irão experimentar in loco os produtos, fazer suas devidas avaliações e levar aos seus clientes o melhor que a Guarda do Embaú tem para ofertar a seus turistas e visitantes.

* Turismólogo, consultor de empresa, analista de finanças, vice-presidente da Instância de Governança da Grande Florianópolis


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