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Mistérios Palhocenses - Edição 517 - 17/12/15

17 Dezembro 2015 14:49:47

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Foto: Antônio Carlos Delfino/arquivo pessoal

Ovnis no Cambirela

Em fevereiro de 2007, o site ceticismoaberto.com divulgava fotos tiradas em Palhoça com objetos voadores misteriosos sobrevoando o Morro do Cambirela. “Estou enviando fotos tiradas por mim mesmo de Ufos (do inglês, Unidentified Flying Objects – na tradução mais aceita: Objetos Voadores Não Identificados, ou Ovnis) no Morro do Cambirela, que tem a altura de 800 metros, e eu estava (a) uma distância do morro (de) uns três quilômetros. Mesmo assim, deu para ver a incrível velocidade de rotação (com) que a nave se movia, chegando a condensar a nuvem cinza que o envolvia, como camuflagem. Isto é mais uma prova (de) que não estamos sozinhos no universo”, narrava o autor das imagens, Antônio Carlos Delfino.
Os peritos em ufologia (a ciência que estuda este fenômeno) consultados pelo site analisaram as duas fotos enviadas e concluíram que possuíam informações Exif (do inglês, Exchangeable Image File Format – na tradução mais aceita: Formato de Arquivo de Imagem Intercambiável; são dados originais da imagem, como data e local de captação) preservadas. “Na imagem acima, está claro que o Ovni está muito mais próximo do que o morro, de fato pode estar muito, muito próximo da câmera e ter dimensões igualmente pequenas. Mas isto parece contradizer o relato de uma ‘nave’ condensando uma nuvem cinza como camuflagem. Somando a tal a baixa resolução das imagens, o saldo final é que infelizmente esta não é uma prova muito sólida mesmo de um Ovni”, destacaram os peritos.
O autor enviou também uma série de imagens noturnas de pontos luminosos, classificados pelos peritos como “orbs”, partículas suspensas no ar refletindo o flash. Os especialistas também explicam que os rastros de luz podem ser resultado de uma longa exposição (informações Exif indicam exposições superiores a dois segundos). “A longa exposição por sua vez é produto da câmera: com a baixa luminosidade, a câmera automaticamente estende a exposição, até que finalmente dispara o flash. Assim, não haveria elementos inexplicados aqui”, foi a avaliação trazida pelo site.
De qualquer forma, não deixa de ser uma imagem curiosa e misteriosa. Afinal, seria uma nave? Que tipo de nave seria? São perguntas que ufólogos e curiosos no mundo inteiro costumam fazer. Há uma infinidade de respostas possíveis aos fenômenos de avistamento de objetos voadores que somos incapazes de identificar. Aparatos militares secretos e de última geração e veículos de origem extraterrestre são as especulações mais comuns. Não é difícil presumir que exista vida em outros planetas, afinal, o universo tem dimensões incalculáveis. Aliás, na verdade existe um cálculo, a famosa “Equação de Drake”, criada pelo astrônomo norte-americano Frank Drake em 1961. Com um intrincado esquema matemático, Drake estimou quantas civilizações poderiam existir só na Via Láctea com inteligência e tecnologia suficientes para se comunicar com a Terra: N = R* x fp x ne x fl x fi x fc x L.
A variável “R*” é a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia; “fp” é a fração de tais estrelas que possuem planetas em órbita; “ne” é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela que tem planetas; “fl” é a fração dos planetas com potencial para vida que realmente desenvolvem vida; “fi” é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligente; “fc” é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligente e que teriam desejo e meios necessários para estabelecer comunicação; “L” é o tempo esperado de vida de tal civilização. Jogando suas estimativas no cálculo, ele teria chegado ao número 2,31. Ou seja: pelo menos duas civilizações na nossa própria galáxia poderiam estar se comunicando com a Terra. Será?
Você já viu um fenômeno parecido? Registrou imagens? Conhece histórias que mencionam avistamentos? Escreva para palavrapalhocense@gmail.com e conte sua história (o leitor também pode indicar alguém e solicitar a visita da nossa equipe).

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