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Falando Sério - Edição 594 - 22/06/17

22 Junho 2017 14:25:13

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Patriotismo

Lá pelos anos de 1938 a 1942, quando eu estudava no Venceslau Bueno, aprendi muita coisa sobre patriotismo. Todos os dias, antes de irmos para a sala de aula, entrávamos em formatura, contávamos o Hino Nacional e declamávamos a Oração à Bandeira. Aprendíamos a amar a Pátria e a morrer por ela, se preciso fosse.
Sabíamos o que o dicionário dizia sobre o patriotismo, que é a “qualidade ou característica de quem é patriota, é a devoção à Pátria, o amor à Pátria”. Naqueles anos, cantávamos o Hino Nacional em posição de sentido e com a mão direita no peito.
Guardo, até hoje, as letras dos diversos hinos que cantávamos para enaltecer a Pátria: “Brasil, teu povo é forte como é grande tua glória (...) Nós somos da Pátria amada, fiéis soldados por ela armados (...)”; Hino à Bandeira e Hino Nacional, e tantos outros que nos orgulhávamos em sermos brasileiros.
Quando servi ao Exército, todos os dias marchávamos ao som da banda do Exército, cantando “Avante camaradas, ao tremular do nosso pendão (...)”, de peito estufado pelo orgulho em ser brasileiro.
Hoje, em pleno século XXI, 70% da nova geração sequer sabe a primeira estrofe do Hino Nacional. O patriotismo está respirando por tubos de ensaio, quase morto, sem exemplos dignificantes dos homens públicos (políticos, empresários, funcionários, etc.), que proporcionam diariamente maus exemplos de conduta ética.
Antes, também se roubava nos três poderes da República, em menor proporção do que hoje, onde quadrilhas comandadas por políticos do alto escalão da República roubam descaradamente do povo brasileiro. O povo pode até ter sua culpa, por votar neles, só que também o povo é vítima do atraso social, da falta de cultura, do abandono da educação, porque quanto mais analfabeto e dependente for o povo, mais fácil para ser dominado por políticos patifes.
Essa política de direita e esquerda está destruindo o país. É assim, mentindo, que esses ladrões se perpetuam no poder, enriquecendo até a quinta geração de suas famílias. Poderíamos ser a maior potência mundial, sem pobres e sem analfabetos.
Essa baderna institucional começa nos municípios e estados, que elegem seus representantes em todos os níveis políticos, que entram na vida pública apenas para roubarem. Nunca imaginei chegar aos 85 anos de idade e ter que assistir à derrota da nação brasileira, causada pelos homens públicos que desconhecem a ética, a moral, a honestidade e o patriotismo.
Vamos expulsar da vida pública brasileira, pelo voto, esses bandidos que destroem o país. Nunca esquecendo que DEMOCRACIA “é a lei do povo para o próprio povo, é a liberdade, é a voz do pensamento”.

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