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Falando Sério - Edição 592 - 08/06/17

08 Junho 2017 11:50:55

Amnésia social

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Os políticos da maioria das cidades do país sofrem de amnésia. Muitos, por desconhecerem a história de seus municípios, pelo fato de nunca terem lido nada a respeito de seu passado. Esquecem-se até mesmo de seus bisavós, avós, pais e mães, que, que com enormes sacrifícios, muito amor, lhes ofereceram conforto, estudo, saúde e um nome honrado para participarem da vida, com orgulho.

O mesmo acontece com a história das cidades. Os anos passaram, vários políticos assumiram cargos importantes e nada fizeram, a não ser arrumar suas vidas familiares; tiraram fotos, colocaram nomes de ruas e fizeram discursos demagógicos, com promessas que jamais serão cumpridas. Todos eles, até hoje, esquecem-se dos que trabalharam, foram honestos e deram seu tempo e suas vidas para trazerem o progresso para as suas cidades.
Aqui em Palhoça, não foi e não é diferente. Em 1962, quando assumi a vereança, o único vereador que me dava apoio para aprovação de projetos, em benefício do município, era o Alfredinho. Os outros nove votavam contra, a mando do presidente. Tinham raiva, porque fui o único vereador que recusou qualquer dinheiro do município.
O tempo continuou correndo. Palhoça não tinha Segundo Grau. Fui ao governador, expus o problema e ele mandou construir o Colégio Ivo Silveira. Não tínhamos Fórum; nós (juiz e eu) fomos ao Tribunal de Justiça e conseguimos a construção do Fórum. Quando fui promotor de Justiça em Palhoça, não tínhamos policiamento na cidade; combinei com o coronel Sestilio de irmos resolver o problema: eu resolveria no plano político e ele no militar. Consegui, junto ao governo, a compra do prédio para instalar a companhia, contra a vontade do prefeito e de alguns vereadores, que diziam que a polícia ia prender e eles teriam que soltar. Hoje, os que eram contra são os amigos da polícia. Quero lembrar que ajudei a pagar a construção do posto policial defronte ao colégio.
Na mesma época, nós, eu, o coronel Sestilio, o capitão Amauri e o padre Osvaldo fazíamos parte do Conselho da Igreja. Conversei com o padre Osvaldo para que fosse construído um ginásio de esportes, que serviria para a igreja fazer suas festas e a mocidade praticar esportes. Padre Osvaldo disse que a paróquia não tinha condições financeiras de fazer. Então, eu fiz uma correspondência para o Vaticano, com todo o projeto pronto e com a assinatura de todo o conselho. Dentro de um mês, veio a resposta e a colaboração do Vaticano. Nesse ínterim, o governo do estado concordou em colaborar.
Nessa mesma época, no governo do prefeito Odílio, organizei a Biblioteca Pública, com a colaboração da professora Luiza e do professor Luiz Abel (falecido). Ainda estamos à espera da sua instalação no prédio da Prefeitura antiga. Ainda colaborei com a bandeira e o brasão do município.
Estou recordando tudo isso porque estão surgindo alguns políticos que se dizem “pais” das histórias citadas acima. A amnésia é uma doença muito perigosa.
Numa nova crônica, falaremos sobre o esporte e a vida social de Palhoça.

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