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Falando Sério - Edição 590 - 25/05/17

25 Maio 2017 11:14:20

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O grande guerreiro

No meu tempo de ginásio, no Instituto de Educação Dias Velho, em Florianópolis, nos anos de 1943/1945, tínhamos um professor que gostava de falar sobre a história dos indígenas que viviam no interior do Brasil. Ele nos ensinou uma música bonita, com letra que exaltava o papel do cacique que administrava a taba até envelhecer e morrer.
A letra dizia o seguinte: “Na areia branca da praia deserta, ao entardecer, jaz em agonia o índio guerreiro, o cacique vai morrer. Seus olhos sem brilho já não têm mais força, não têm mais poder. O grande guerreiro, da taba o primeiro, não se pode erguer. E nesta tristeza toda a natureza parece chorar (...)”.
Se nós observarmos com atenção a “taba” (família e comunidade) ao redor, anos e anos que ela foi formada por nossos bisavós, anos, pais e mães, muitos que vieram de outros países e aqui se estabeleceram como desbravadores do mar e da terra, teremos certeza que são eles, nossos antepassados, que merecem serem citados como exemplos, com placas e nomes de rua, por tudo o que realizaram no difícil passado.
Seria importante que nossos políticos profissionais conhecessem a história de Palhoça, com “cidadãos políticos” (administradores), que pagavam para serem colaboradores do Conselho Municipal, que administrava a cidade.
Tenho certeza que nenhum político atual de Palhoça leu o livro “Palhoça”, do escritor Claudir Silveira. Ele inicia dizendo: “A história de Palhoça se inicia com a história do Brasil, contudo, até 1651, é possível que ali só habitassem os indígenas carijós e xoklengs. Em 1651, chega Dias Velho à Ilha do Desterro. Em 1771, portugueses vindos de São Vicente (São Paulo) fundam Lages. Da necessidade de ligação entre Lages e o Desterro, surge um caminho ou estrada. Nesse caminho vão surgindo as povoações. Palhoça é uma delas”.
O livro continua registrando datas, acontecimentos e pessoas que ajudaram a escrever a história de Palhoça, deixando seus nomes escritos na vida política, administrativa, empresarial, cultural, social e religiosa.
Não podemos esperar reconhecimento das figuras políticas dos últimos 40 anos de Palhoça, se eles sequer valorizam seus antepassados, bisavós, avós, pais e mães, que não tinham as facilidades tecnológicas de hoje, nem a longevidade atual. 
Deveriam saber quais foram os primeiros professores da cidade, quem editou o primeiro jornal, qual estabelecimento de ensino educou milhares de palhocenses (Grupo Escolar Professor Venceslau Bueno, 1932), que na mesma data Palhoça passou a ter luz elétrica.
No livro, encontramos os nomes das personalidades ilustres de Palhoça, que os atuais políticos desconhecem. É importante ler “Palhoça”, de Claudir Silveira, para conhecermos os grandes guerreiros esquecidos pelos descendentes.

 

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