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Falando Sério - Edição 586 - 27/04/17

27 Abril 2017 10:49:12

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Fazendo história

Todos nós desejamos, sempre, completar mais um ano de vida com saúde, em especial quando ultrapassamos os 60 anos. Imaginemos, então, a alegria quando festejamos aniversário após os 80, 90 e os 100 anos bem vividos.
Semana passada, fui a uma exposição de fotos sobre o passado de Palhoça, realizada pelo jornal Palavra Palhocense, com fotos cedidas pelo fotógrafo Gedalvo Passos e que registram a história da nossa cidade.
O meu amigo Gedalvo, que completa 90 anos, foi meu colega de curso fundamental (1940), no grupo Escolar Professor Venceslau Bueno, como era conhecido no século XX, que, como muitos alunos, vinham a pé do Aririú, Barra, Cova Funda, Ponte e outras regiões distantes, adquirindo educação e cultura para prestarem serviços à sociedade.
Hoje, estamos assistindo a um “filme” que faz recordar a nossa história, com agradecimentos ao Gedalvo e ao “João do Jornal”. Sobre o jornal Palavra Palhocense e seu grande batalhador, popularmente conhecido como “João do Jornal”, que, em dezenas de anos tem levado até a população de Palhoça e além o que somos e o que podermos ser (cultural, social e administrativamente), juntando o passado ao presente, servirá de exemplo para o futuro, ensinando às novas gerações o trabalho com honestidade. De mãos dadas com o João, estão seu competente filho, o jornalista Alexandre, funcionários e colaboradores.
Ao mesmo tempo em que festejamos o João e o Gedalvo, conseguimos um alento para que a cultura possa ter esperança de renascer nos festejos dos 123 anos de Palhoça, onde hoje é o prédio da prefeitura antiga do município, bem no Centro da cidade, que é o único prédio histórico da cidade, já que 99% dos outros foram derrubados impiedosamente.
E por falar em cultura e história, fazemos uma indagação: o que foi feito com o acervo cultural do historiador Claudir Silveira, que foi entregue para a Prefeitura de Palhoça?
As novas gerações precisam saber que temos histórias para contar desde 1651. Que em 1894 Palhoça foi emancipada de São José e, por isso festejamos, agora, 123 anos de município. O livro do Claudir deveria ser encontrado com mais facilidade em livrarias, bibliotecas e escolas do município.
Os políticos têm que entender que o valor da história está nas pessoas que a fazem, colocando sua inteligência e esforço para que a cidade cresça e o povo evolua. Não são os cargos, políticos ou não, que devem ser homenageados, mas, sim, aqueles que suaram a camisa, fizeram calos nas mãos, criaram famílias, participaram da vida política e social como cidadãos e pagaram impostos. Devemos homenagear mestres que semearam o saber, mesmo mortos, pois fazem parte da história.

Imagens


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