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Falando Sério - Edição 585 - 20/04/17

20 Abril 2017 14:33:02

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As leis da vida

Meu pai deixou escrito: “Sofrer é a lei da vida. É pelo sofrimento que adquirimos a experiência sábia, que analisa e julga”. Nos meus 85 anos de existência, tenho compreendido essa “experiência sábia”, que me proporciona um melhor entendimento das passagens boas e más dos meus anos de vida, das alegrias e tristezas das pessoas que estão ao meu redor.
Muito se filosofa sobre o sofrimento. Alguns escritores enfatizam que a má sorte é fruto de nossos atos; outros entendem que sofrem quem merece, numa alusão à vida atribulada e maldosa vivida por muitas pessoas. Eu entendo que todos sofremos muito com nossas dores e com o sofrimento daqueles que nós amamos.
Eu gostaria de levar às pessoas alegria, com histórias de sucesso, de amor, amizade, coragem, honradez, vitórias, respeito, competência, conhecimento, serviços prestados à sociedade pelo esforço em colaborar com a comunidade em que vive, servindo de exemplo à juventude, participando da política como a arte de dirigir os povos, dando exemplos de honestidade e competência.
Tenho certeza que existe, no mundo, um número muito maior de seres humanos trabalhadores, honestos e colaborardes, que amam a sua família; que, com enormes dificuldades, educam seus filhos. Acontece, infelizmente, que os maus aparecem mais do que os bons, pela sua brutalidade social. De que adianta ter dinheiro e uma posição social espalhafatosa, como se fossem os donos do mundo, se não têm educação, se seu cérebro é apenas um depósito de neurônios apodrecidos pela insensatez, pela burrice, pela boçalidade e pelo orgulho (no mal sentido de se acharem melhores que os modestos trabalhadores honrados, sem calo na mão e de bolso vazio, mas de enorme grandeza moral)? Foi dito que “não há pessoas mais vazias do que as que vivem cheias de si”.
Só teremos uma nação forte e progressista, quando tivermos famílias devidamente organizadas. Um escritor disse: “A sociedade não é mais do que o desenvolvimento da família: se o homem sai da família corrupto, corrupto estará para a sociedade”. Outro filósofo, Stanislaw, escreveu: “Para fazer bom uso da vida, seria preciso ter, na juventude, a experiência dos anos avançados, e na velhice, o vigor da juventude”.
Para podermos entender as “leis da vida”, é necessário que tenhamos conhecimento, por aprendizado com pais e mães virtuosos, com a observância do mundo no nosso dia a dia. Não é preciso ser inteligente o bastante para não ser medíocre.
É interessante termos em nossa biblioteca caseira o livro “A Sabedoria dos Tempos”, de Ivens Vaet, com citações, reflexões, provérbios e pensamentos, e que serve como um conselheiro particular.
Sêneca filosofou: “Nossa vida é como uma comédia: ninguém repara se foi longa, e sim, se foi bem representada”.

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