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Falando Sério - Edição 576 - 16/02/17

16 Fevereiro 2017 12:55:11

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Histórias da nossa vida

Todos nós deveríamos escrever as histórias das nossas vidas, englobando a infância, a juventude e a velhice. Não custa nada, de vez em quando, conversarmos conosco mesmos, recordando os tempos idos, anotando tudo no nosso caderno da vida.
Todos os que chegam à velhice têm tantas coisas na memória, passaram por alegrias incontáveis, na maioria das vezes surpresas que emocionavam e que os deixam muito felizes. Porém, os acontecimentos desagradáveis é que nos ensinam a realidade da vida.
Se somos inteligentes, aproveitamos tudo o que nos aconteceu nessas fases da vida e escrevemos nossas histórias, que servirão de exemplo para nossos netos e bisnetos, e muito mais para nós mesmos, como incentivo, para acabarmos de escrever os últimos capítulos da nossa vida.
Eu, por exemplo, era o filho mais moço de uma família de seis irmãos (três homens e três mulheres). Meu pai faleceu aos 35 anos de idade; minha mãe, viúva, teve que educar os filhos com enorme dificuldade financeira. Eu tinha dois anos de vida quando meu pai morreu. Imaginem quantas histórias tenho para contar dos meus 85 anos de existência. 
Conheci tanta gente (boa e ruim), que mandavam e desmandavam em Palhoça e em outros lugares, muitos que enriqueceram na política de distribuição de cargos públicos. Conheci, também, uma maioria de pessoas honradas, trabalhadoras, que ajudaram Palhoça a se desenvolver, que tentaram arrumar a cidade, sempre destruída pela maioria de políticos profissionais incompetentes e corruptos.
Tenho certeza de que grande número das pessoas simples de Palhoça, famílias inteiras que viviam do trabalho árduo, mãos calejadas cumpridoras de seus deveres no pagamento dos impostos, têm muitas histórias para contar, que são um acervo de honra, como exemplo para filhos, netos e para a própria sociedade.
Quantos de nós têm histórias de valentia, lutando contra os maus administradores, políticos corruptos que envergonharam e colocaram em risco a democracia, contra empresários que se serviam do poder público incompetente e corrupto, para enriquecerem facilmente?
Viver não é apenas comer, beber, dormir e fazer sexo, isso qualquer animal irracional faz; viver é lutar, é participar da vida colaborando com a coletividade na formação de um mundo melhor; é deixar plantada a semente do bem e da honra, para germinar nas futuras gerações. É respeitar a mãe natureza, observar as estrelas e a lua cheia. 
Viver é cantar bem alto a música de Gonzaguinha: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz.” Eu acrescento: é amar intensamente, é sorrir, é ser apoio para os que sofrem.

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