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Vem de Palhoça o melhor goleiro da Copa América de Futebol Sete

20 Abril 2017 14:46:59

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Após defender a Seleção Brasileira, Rodrigo Rocha quer contribuir para desenvolver o esporte no país
Quando trocou o gramado natural dos estádios pela grama artificial das quadras de futebol sete, o ex-goleiro do Guarani de Palhoça Rodrigo Rocha dificilmente teria imaginado que seis meses depois já defenderia a Seleção Brasileira em uma Copa América. Escolhido o melhor goleiro da competição, Rodrigo faz parte de uma geração que tem a missão de consolidar o esporte no país.
A Copa América foi disputada no final de março, em Lima, no Peru. Rodrigo foi convocado pelas atuações no BMH/Metropolitano, melhor time do estado e um dos melhores do país. “A gente vem acumulando títulos”, revela. “Foi onde eu fui lembrado”, acredita o goleiro, que fez sua última participação em um Campeonato Catarinense vestindo a camisa do Camboriú, em 2016. Já tinha 18 anos de estrada.
Rodrigo é natural de Porto Alegre (RS), mas a família se mudou para Palhoça quando ele ainda era criança. Aos 13 anos, saiu de casa e voltou ao Sul para jogar nas categorias de base do Internacional. Tave passagens por vários clubes gaúchos, como o Veranópolis, onde atuou ao lado de jogadores hoje com carreiras consagradas, como os zagueiros Thiago Silva (PSG, da França) e Naldo (Schalke 04, da Alemanha). Em Santa Catarina, defendeu o Guarani de Palhoça em diferentes oportunidades, entre 2010 e 2015. Jogou também pelo Metropolitano e pelo Camboriú. “Foi no Estadual, com o Camboriú, no ano passado, que eu resolvi realmente parar e fiquei diretamente com o BMH depois de abril. Foi onde houve um destaque maior, porque eu pude me concentrar mais nos jogos aqui, ter mais competição, ganhar mais visibilidade”, reflete.
Hoje, aos 32 anos, exercita o lado empreendedor ao comandar a R1 Arena (o complexo, localizado no bairro Rio Grande, conta com duas quadras de futebol sete e uma estrutura de vestiário e alimentação) e segue “batendo uma bolinha”. Mas nada de “distração”. Continua tão competitivo quanto foi ao longo da carreira no futebol de campo. E começa a colher os frutos da dedicação.
A Copa América foi só um “aperitivo”. E que aperitivo! “Foi bacana demais. É um campeonato muito bem organizado, com respeito absoluto do público, nos tratando não como atletas amadores de bairro, mas como atletas que realmente estavam representando o país, com respeito, foto, autógrafo, vinham conversar sobre o país. O povo de lá foi demais”, conta Rodrigo.
Seis times disputaram a competição: Brasil, México, Peru, Equador, Argentina e Uruguai. Depois de vencer os três jogos da fase de classificação, diante de Equador, Argentina e Uruguai, a Seleção Brasileira se classificou em terceiro lugar, em função do saldo de gols. Na semifinal, enfrentou os donos da casa, segundo melhor time da fase eliminatória. Depois de um 0 a 0 no tempo normal, o jogo foi decidido no “shoot out” (não há cobrança de pênaltis no futebol sete; há o “shoot out”, em que um jogador de linha parte com a bola dominada e tem 5 segundos para chutar ao gol) e o Brasil passou à final.
Na decisão, a Seleção encarou o México, melhor equipe da competição, e perdeu por 3 a 1. “Muito bom o time do México, eles estão mais adiantados em termos de estrutura do que a gente”, avalia o goleiro. Escolhido para a seleção da competição, ao lado de outro brasileiro, o ala Macedo, Rodrigo Rocha tem a missão de ajudar a consolidar o esporte no país. No México e no Peru, por exemplo, onde o futebol sete está melhor desenvolvido, os campeonatos são transmitidos pelas emissoras de televisão. “Como é um esporte relativamente novo, nós vamos ser o alicerce. É um esporte que está se estruturando e tem tudo para crescer e ultrapassar o futebol de salão. Em número de praticantes já ultrapassou faz tempo, triplicou”, analisa.
Quem sabe, se o Brasil continuar conquistando bons resultados, esse desenvolvimento seja “acelerado”? Deve vir uma nova chance por aí, a Copa Intercontinental, que deve acontecer em setembro, no México. E existe a expectativa de um Mundial no ano que vem. Rodrigo espera estar nas duas. “Minha intenção é contribuir o máximo possível para o esporte se desenvolver”, projeta.

 

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