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Estudante da FMP faz pesquisa para elaborar um plano de captação de sócios para o Guarani

20 Abril 2017 14:41:33

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O que faria você se associar ao Guarani de Palhoça? É uma das perguntas feitas pelo universitário João Carlos Oliveira de Souza, que está na 8ª fase do curso de Administração da Faculdade Municipal de Palhoça (FMP), em pesquisa que vai servir de base para a elaboração de um plano de captação de sócios-torcedores para o Bugre palhocense. Uma das ideias é transformar o “famigerado” Parque Ecológico, que fica ao lado do Estádio Renato Silveira, em uma estrutura de lazer que possa atrair os torcedores, independentemente do futebol.  
O projeto faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), e chega em boa hora para o clube, já que a captação de sócios é considerada como um passo importante pela holding que vem investindo no Guarani nos últimos anos. “Minha ideia antes da pesquisa é botar o Guarani como um segundo time do pessoal, como foi com a Chapecoense, que é um case que deu muito certo”, explica João Carlos, que é morador da Praia de Fora. “Quem torce para o Figueirense ou o Avaí não vê o Guarani como um concorrente. Então, o palhocense que torce para Avaí ou Figueirense pode pegar o Guarani com um segundo time”, defende.
Para estabelecer seu plano, o universitário precisou estudar como funciona atualmente a relação societária, e percebeu que a prática comum é a “compra de pacote de jogos”, o que não é propriamente uma “associação”. Percebeu também que o futebol não pode ser o único atrativo ao sócio-torcedor, até porque o mundo da bola vive muito à mercê dos resultados. Por isso, algumas das 12 perguntas do questionário enfocam o aspecto “lazer”. “Não é um apelo muito atrativo pra sócio ver jogos da segunda divisão, por exemplo, mas uma coisa mais ampla pode ajudar”, justifica João Carlos. “A gente tem aquele parque abandonado ali atrás, e muita gente tem respondido na pesquisa que falta um lugar pra lazer. Se o Guarani absorve aquele parque e as pessoas vão à instituição Guarani para passear no parque, pra andar de bicicleta, pra outras coisas, eu acho que tu consegues criar uma relação mais próxima e mais íntima com a comunidade”, reflete.
Outras ideias cogitadas são: estabelecer parcerias com o comércio, para a oferta de descontos aos sócios; e promover uma campanha de venda de cotas para a captação de recursos suficientes para a remodelação do estádio. “Hoje tu não consegue trazer uma família porque não é uma estrutura adequada, mas para fazer um estádio ali não precisa ter necessariamente a verba. De repente tu faz uma captação de recurso, cria um estádio, faz uma coisa mais ampla. Eu quero ir pra esse caminho. Vejo que o futebol precisa trazer o povo, precisa trazer esposa, filho, porque senão é uma coisa muito singela e não comove o cara para ir lá. Então a minha ideia é transformar em um passeio, em um roteiro”, define.

 

A pesquisa

Como participar

São perguntas sócio-demográficas e que procuram entender o leva um torcedor ao estádio e o que o levaria a se associar ao clube

Para responder ao questionário, basta acessar a página no Facebook: @pesquisaguarani

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