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Editorial - Edição 582 - 30/03/17

30 Março 2017 10:04:16

Crise no trânsito

O Centro de Palhoça sofre de uma doença de crescimento. Nos últimos anos, o diagnóstico mais preciso é o de “gigantismo”. Prédios e comércios se proliferaram por todo o corpo do paciente e, para muitos, estes não eram sintomas, mas sim indícios de um crescimento saudável. Porém, logo ficou claro que havia no Centro de Palhoça uma limitação óssea: tudo crescia em tordo de uma estrutura restrita. Alguns repaginaram fachadas, mantendo recuos; outros colocaram abaixo construções centenárias, mas voltaram a construir usando os mesmos limites.
Não era preciso ser um renomado urbanista para prever uma crise no trânsito da sede da cidade. O pior é que, sem uma ação planejada, a doença continua se agravando e o paciente sofre. As veias, que já foram de paralelepípedos e tinham mão dupla, hoje são negras e com pouca vazão. 
Na última semana, propusemos um debate nas redes sociais: seria pertinente uma intervenção legal que impedisse o uso de correntes e cones em frente ao comércio local? As discussões continuam inflamadas e parece que estamos bem longe de uma solução pragmática. 
Permita-nos sonhar um pouco: o ideal para a solução desse impasse seria uma ação conjunta, pelo bom senso, de todas as partes. Os comerciantes poderiam notar que a restrição da vaga acaba não sendo muito simpática para com o público. Os motoristas, por sua vez, não abusariam das vagas que seriam usadas de forma compartilhada. O Poder Público aplicaria o sistema de vagas rotativas, fiscalizando e educando os transgressores... Enquanto não percebamos que a solução está no comprometimento de todas as partes, estaremos acorrentados a um corpo doente.


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