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Editorial - Edição 579 - 09/03/17

09 Março 2017 09:32:00

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Sedução do crime

Os números não mentem: as três notícias que o Palhocense traz esta semana a respeito de apreensão de drogas registram a participação de adolescentes e jovens. São os peões do crime! São usados pelos traficantes como escudo e vendedores ativos. Para a função que desempenham, não se exige experiência, apenas tenra idade. Não há garantias, nem previdência... As carreiras são curtas... 
Está claro que estamos perdendo essa guerra. Por que o mundo do crime consegue fascinar tanto os jovens palhocenses? Será que a sociedade não consegue mostrar outra alternativa que não seja a de pegar uma arma na mão e dezenas de petecas na outra? Talvez, ser do “bem” não seja tão legal. Talvez a cultura do crime tenha se enraizado no DNA dessa geração e o morrer no beco tenha se transformado no grande ato de bravura.
Coagir através do medo não parece ser o melhor caminho para dissuadir um jovem envolvido com a criminalidade. A “coragem” nesse cenário é respeitada e gera poder e reconhecimento. Esses jovens marginais sabem o que fazem e sabem o risco que correm... Assumem ambos com orgulho.
Criar alternativas dentro das comunidades pode ser uma saída possível. Mas pouco se consegue levar para esses projetos de realmente atrativo ao jovem. Talvez um exemplo possa fazer a diferença. Em uma sociedade marcada pelo abandono, uma história inspiradora talvez toque e transforme. Alternativas profissionalizantes também podem funcionar. A arte de rua e a expressão artística teriam a adesão de muitos desses que hoje manejam um “três oitão” com talento. Mas é certo que não há uma só resposta e não há um só caminho. Precisamos de todos e precisamos já!


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