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Editorial - Edição 578 - 02/03/17

02 Março 2017 08:44:37

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Dona Maria José

“Zequinha, está na hora, acorda! Tira as gurias de casa e vai buscar a dona Maria José”, disse minha mãe para o meu pai naquela madrugada do dia 12 de janeiro de 1956. Meu pai se levanta apressado e acorda minha irmã mais velha, Lurdes, e ordena: “Acorda tuas irmãs e vão lá para a olaria. A cegonha vai trazer um irmãozinho pra vocês esta noite, e vocês não podem ver (...)”
Com muita prática em partos, dona Maria José examinou minha mãe e deu o diagnóstico: “Está na hora”! Alguns minutos depois, dona Maria José chamou meu pai e meu avô para dizer: “É um homem, Zequinha. É um homem”! Dona Maria José havia feito cinco partos em nossa casa e sabia que meu pai queria um filho homem. Até então, a cegonha havia trazido só mulheres. Depois disso, a cegonha Maria José nos trouxe mais o meu irmão Dauri e fez partos de alguns dos filhos das minhas irmãs. Admirávamos tanto a parteira que contestávamos quando ouvíamos alguém dizer que “era a cegonha que trazia os bebês”. Para nós, quem trazia os bebês era a dona Maria José, dentro de uma maleta preta que sempre carregava consigo.
O texto, extraído do livro “A-deus-dará!”, de JJ Silva, faz um relato de uma figura importante para Palhoça. Em sua simplicidade, dona Maria José era forte e confiante. Pela sua dedicação e fé, muitos palhocenses nasceram. Contar a história dessa mulher é nossa forma de homenagear e inspirar todas as mulheres de Palhoça. Parabéns!

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