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Beltrano - Edição 595 - 29/06/17

06 Julho 2017 10:26:30

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A política e a pobreza

Extra! Extra! Uma coisa eu digo: se a Amazônia é o pulmão do mundo, Brasília é o intestino grosso! Não precisa ser nenhum Newton pra entender a gravidade da situação, pois ficou devidamente comprovado que o político brasileiro é o mais religioso do mundo, a cada obra leva um terço! Mas não são só os políticos de Brasília, não! Não adianta nenhum dos políticos de Palhoça fazer cara de inocente. A gente sabe que vocês tomam banho sem roupa! Rá, rá, rá, rá...

E o Brasil vai seguindo
No rumo meio sem jeito
Tem quem o ame e adore
Tem quem falte com respeito
E assim, devagarzinho
Dando uma de bonzinho
Vão nos levando no peito.

Santo Deus, que tudo pode 
Não nos deixe paralíticos 
Perdoe-me se aqui escrevo 
Algo assim tão ridículo: 
Se o homem veio do macaco 
Ou mesmo de algum buraco 
De onde vieram esses políticos?

O político quer camaradagem 
Mesmo não tendo propostas 
E para as nossas perguntas 
Não apresentam respostas 
Apenas desejam acima de tudo 
Um eleitorado burro e abelhudo 
Que os carregue nas costas!

Tenho dito: tudo isso porque o Brasil é governado por nós... nós cegos! Acho, sinceramente, que se organizar direitinho dá pra prender todo mundo! Tenho dito: tire o Temer, mas deixe a Marcela, até porque quem é inocente não tem nada a Temer! Ééééééé... Tão pensando o quê?!
Dica do Beltrano: você sabia que no canal aberto você tem um canal onde assiste sacanagem a qualquer hora e sem censura? Não sabia? Então estás perdendo, seu bobo, é a TV Câmara! Rá, rá, rá, rá...
Minha Nossa Senhora Piriquita da Cova Funda! Enquanto os políticos passam a mão na cara dura, digo, cara de pau, o Antônho do Bidunga diz que a cebola lhe faz chorar, principalmente quando lembra que é a única coisa que tem na geladeira! Ele me disse que está com tanta dívida pra pagar que está pensando em arrancar os dentes para pôr debaixo do travesseiro e ver se a fada deixa uns trocados! É mole? É mole, mas sobe!
Se bem que com esta crise, ser pobre virou estado de espírito. Vai me dizer que você nunca fez nenhum desses exemplos abaixo:
- Nunca foi a um casamento com camisa de time de futebol 
- Esquentou a ponta da caneta esferográfica para ver se ela voltava a funcionar
- Colocou palha de aço na antena da TV
- Entrou numa loja perguntando os preços e disse que estava só dando uma olhada
- Fez jogo de futebol com os times “camisa” e “sem camisa”
- Ficou balançando lâmpada queimada para ver se ela voltava a funcionar
- Foi ao trabalho de bicicleta e disse que era só para manter a forma
- Aproveitou garrafa plástica de refrigerante e guardou com água na geladeira
- Acendeu latinha com álcool no banheiro nos dias de frio
- Secou tênis atrás da geladeira
- Decorou vaso com flor desidratada
- Guardou cerveja ou refrigerante com colher pendurada para não perder o gás
- Amarrou cachorro com fio de luz
- Correu a casa inteira com chinelo Havaianas na mão atrás de barata
- Usou pregador de roupas para fechar saco de arroz, açúcar, etc.
- Copiou modelo de roupa na vitrine para depois fazer em casa
- Colocou algodão na árvore de Natal para dar efeito de neve
- Passou cuspe no cotovelo para amaciar
- Guardou sobras de sabonetes para depois fazer uma bola só
- Consertou tira da chinelo Havaianas com arame
- Passou fio dental e depois cheirou para ver se o dente estava podre
- Tirou cera do ouvido com a chave do carro ou com a tampa da caneta
- Fez barra de calça com fita crepe
- Subiu na laje para mexer na antena e ficou gritando: “Melhorou?”
- Guardou cueca furada para passar cera no carro
- Entrou numa loja de R$ 1,99 para comprar um presente legal
- Colocou água no final do shampoo
- Colocou durex no óculos
- Escovou os dentes com sal ou açúcar
- Tomou suco de saquinho de 50 centavos e dissolveu em dois litros d’água. 
Vai dizer que você nunca falou para seus amigos na praia "quero ver se você faz isso" e deu uma cambalhota?! 
Pobre é aquele que enfeita a geladeira com ímã do caminhão do gás! Se você já fez pacotinho com bolo e brigadeiro para levar pra casa em um aniversário, você é pobre, meu amigo! 
O Antônho assume que é pobre e diz que já lambeu muita tampa de iogurte; colocou Bombril na antena da televisão; garrafa d’água em cima do relógio da luz para economizar energia; já guardou resto da macarronada para fazer sopa no outro dia; na praia, já correu atrás do guarda-sol gritando "pega, pega”! Segundo ele, é cada vida que acontece na coisa da gente, que chegou à conclusão que sua pobreza é como obra da Prefeitura: nunca acaba! Rá, rá, rá, rá...
Com essa pindaíba toda, a única coisa que o Antônho tem medo é que a mulher o deixe por outro. Diz que por isso tem rezado direto a “Oração dos Cornos”, que é mais ou menos assim: “Meu Deus, fazei com que eu não seja corno; se eu for, que eu não sinta; se eu sentir, que eu não saiba; se eu souber, que eu não acredite; se eu acreditar, que eu não veja; se eu vir a ser, que me conforme. Amém!”
Para terminar a coluna desta semana, só digo mais uma coisa: eu não digo é nada. E ainda digo mais: só digo isso! Fui! 

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