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Beltrano - Edição 594 - 22/06/17

22 Junho 2017 13:46:26

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O circo que virou hospício! 

Extra! Extra!! Muita coisa acontecendo e eu dando voltas e mais voltas na praça procurando um lugar para estacionar! Enquanto espero uma vaga em fila dupla, com um olho na vaga e o outro na polícia e nos agentes de trânsito, para não me estressar, fico cantarolando aquela música do cantor Zé Geraldo, “Milho aos Pombos” em outra versão é claro:

“Enquanto nossos políticos loucos ficam por aí
Organizando blitz e colocando pardais
Tem agentes e policiais na alcova 
Preparando na surdina nossas multas
A cada estacionada, mais eu me arrombo
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
Levando multas no lombo.

Entra prefeito, sai prefeito
Cada vez fica mais difícil
É sinaleira, lombada elevada, 
Placas de proibido estacionar caindo do céu
Uma nova corrida do ouro
O cidadão pagando multa no papel
Quanto mais alta a multa, maiores os pontos
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
Levando multas no lombo.

Eu levando multa no lombo
Até na rua do Palhoção
A polícia e os agentes chegam caneteando
Gritando alto
Chegam mais rápido que avião:
“Tira o carro, sem desconto...”
Quanto mais arrecadação
Maior o nosso rombo.

Eu já nem sei o que multa mais
Se a PM, os agentes de trânsito 
ou a Polícia Rodoviária Federal
Se chega alguém querendo estacionar
Vem o dono de uma loja da praça e berra:
“Seu guarda pega esse idiota e ferra
Quem mandou votar no Camilo e no Colombo”
Tudo acontecendo e eu na praça
Levando multas no lombo!”

Linda essa música, né?! Linda!! Nos diz muito!! Tem muito a ver com a gente, pois da maneira que anda o trânsito de Palhoça, até o GPS tem que vir com descanso de tela!! Se bem que o povo é bocudo. Dia desses, conversando com o prefeito, ele afirmou que os agentes de trânsito de Palhoça estão sendo orientados “para orientar e não para multar”. Não é que é verdade mesmo!! A prova aconteceu com o Antônho do Bidunga. Ele me disse que dia desses, por milagre, conseguiu uma vaga para estacionar o seu Fiat 147 na praça, quando olhou para um agente de trânsito que estava no local e pediu:
- O senhor poderia me fazer a gentileza de me avisar a hora que vai bater no carro de trás, por favor?!
O agente, prestativo, respondeu:
- Pode deixar, cidadão...
Diz o Antônho que começou a manobrar o carro, mas quando viu, tinha batido no carro estacionado atrás do dele. Foi quando o agente chegou na janela do Fiatizinho e informou, olhando no relógio:
- São 11 horas e 59 minutos!
Rá, rá, rá, rá...

Mas o certo é que está difícil dirigir no Centro da cidade. Na semana passada, o Antenor do Furadinho bateu na traseira de um carro na rua José Maria da Luz. Quando a polícia chegou, ele se justificou:
- A mulher fez sinal que ia virar à esquerda... E não é que virou mesmo!?
Unindo o útil ao desagradável, o certo é que se o cara está errado, tem que ser multado mesmo. Veja só este caso: um cidadão no seu carro ultrapassa o sinal vermelho na avenida Atílio Pagani. O policial, que está na esquina, vê e apita. O motorista para. O policial, então, pergunta: 
- O senhor não viu o sinal vermelho? 
O homem responde: 
- O sinal eu vi, seu guarda, o que eu não vi foi o senhor.
O policial, então, passou para o outro lado do carro e, dirigindo-se para o banco do carona, onde se encontrava a esposa do cidadão, perguntou: 
- O seu marido é sempre engraçadinho assim? 
E a mulher respondeu: 
- Não. Só quando ele está bêbado. 
O policial, já irritado, dirigiu-se novamente ao motorista e disse-lhe: 
- Se o senhor se comportar novamente desse jeito, vou lhe tirar a carteira. 
E o homem respondeu:
- Que bom! Já fazem cinco anos que eu tento tirá-la e não consigo. 
O policial, “fora de si”, grita com toda fúria para o motorista: 
- Considere-se preso! 
O filho do casal, que dormia no banco de trás, levanta-se e diz para o pai: 
- Pai, eu não disse que esse negócio de roubar carro não ia dar certo!?
Isso é só pra vocês verem como vão as coisas! Fui... E fui chispado! Conclusão: fui multado!

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