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Beltrano - Edição 577 - 23/02/17

23 Fevereiro 2017 11:26:56

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A penúria do Pedro Paulo

O Pedro Paulo, primo do Plínio da Pinheira, como é puxa-saco de um proeminente político de Palhoça, teve o Paulo Vidal como seu primeiro patrão na Prefa. Passou por um punhado de prefeitos, o pobre do Pedro: o Paulo do PMDB; o prefeito da pá (o Bá); o Paulino do PP; o Paulo, que pulou pro PFL e PMDB (também conhecido como PMDR - Partido do Movimento da Dirce e do Ronério). Assim, o Pedro permaneceu na Prefa, com pouco preparo, por ser perneta e sofrer de pressão (às vezes altas, às vezes baixa) e por precisar de uma profissão para prover o pão no prato da patroa Penha e dos pupilos: Peterson, Porcina, Pietro, Pablo, Priscila, Policarpo e Paloma.
Com o PMDB do Ronério na Prefa, providenciaram para o Pedro uma produtividade para ser pintor de ponte e, posteriormente, de poste. Por isso, pegou o apelido de Portinari! Mesmo com a produtividade, Pedro pagava pra ser pintor, pois a Prefa pagava pouco. O período do PMDB passou e pintou o prefeito Pitanta, que passou a pagar o vale-picanha, mas que comprava só carne de pescoço!
Entrou o prefeito dos Paganis e passando o primeiro período, permaneceu o PSD no poder, até porque o Pitanta pipocou com o político do Passa Vinte. Daí, a porca pagou o pato e o Pedro perdeu a pequena produtividade que a Prefa pagava! 
Pedro Paulo e o pessoal da Prefa e do Parlamento que partilhavam da produtividade perderam o percentual e hoje se põem a dar pau no prefeito e pedem providências para o Parlamento de Palhoça! Mas o Parlamento preferiu também não pagar a produtividade para seus profissionais, para poder pagar os parceiros dos parlamentares, que precisam do patrimônio para pagar os provimentos dos políticos parasitas.
Pedro e os profissionais prometem promover piquetes em protesto e pedem pros políticos como o Pitanta, Pereira e Pakão para que protestem no parlamento. Os parlamentares prometem pedir pro prefeito e para o presidente para que pague a produtividade, mas, precavidos, pensando em si próprios, preferem não perturbar o prefeito e o presidente com picuinhas! Como parlamentar em Palhoça pouco apita, o Pedro prevê profundas privações!
Pedro então preferiu palavrear com o Prefeito pessoalmente, mas pensou primeiro pra si próprio: “Pare e pense, Pedro: se proferires palavras pesadas pro prefeito, podes penar, processado por peculato e pagando o pato, pois a polícia protege os políticos e só prende pobre, preto e puta”.
Pedro passou pela porta de vidro da Prefa, pedindo pra dar uma palavrinha com o predestinado prefeito. Mas a Carol pegou no pé do Pedro, proferindo as palavras: 
– Pare! Pedistes permissão para penetrar no prédio do PSD e do PSB, seu Portinari dos pobres?! 
Pedro pensou, perdido:
– Pode perseguição política porque votei no prefeito do PPS, que é um peculiar pensionista da Previdência?!
O prefeito passava na porta e o Pedro pediu um pedacinho de prosa, mas, precavido, quem palavreou foi o prefeito, que pontuou o potencial da Prefa, que prioriza o profissional como parceiro ao praticar o plano plu-eleitoral para os políticos! O prefeito pediu paciência e perdão por não poder pagar a pendenga, ponderando que a penitência é culpa do Planalto e do PT e não dos políticos de Palhoça, que são “técnicos”, embora a palavra não se escreva com “P”, mas é que é uma piada! Rá, rá, rá, rá...
Para não passar por mais privações, o pobre do Pedro, pressionado pela patroa, além de pintor na Prefa, pegou um período como padeiro, e para prover o pão de seus pupilos e da patroa, é porteiro de um prédio na Ponte!
Kinaba, não?! A direção do Sistrepa me dizia que o funcionário público está mais perdido do que filho de prostituta em Dia dos Pais. Daí o Antonho do Bidunga se saiu com esta: 
- Este troço de ser funcionário público efetivo às vezes é uma merda, mas é bom; outras vezes é bom, mas é uma merda?!

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